domingo, 23 de janeiro de 2011

Convicção...




Convicção...

É acreditar, é ter fé, esperança, lutar pela sua verdade, independente dos títulos, profissões, amadurecimento ou grau de parentesco.

A convicção é a fé em si, que anima(dá alma, substância ou vida) a sua vontade mesmo que você seja o único a acreditar...

E ninguém tem o poder de demovê-lo de uma convicção... exceto que você permita...

Convicção...


... é não parar nunca de lutar;

...é andar com rodas;

... é escrever com olhos;

... é passar no impossível;

... é se rebelar contra o titã;

... é se bater contra um milhão;

... é quebrar a fronteira entre o céu e o inferno;

... é arrancar a foice da morte, olhar fundo em suas órbitas vazias e fazer ela sentir medo da convicção em seu olhos... de que você não irá desistir de você...

Apenas isso...

sábado, 22 de janeiro de 2011

“ele” estará lá...



De fato ele sempre ganha, sedo ele “ele” ou não sedo-o, ele sempre ganha...

Quando olho para fora de mim, me assomam perguntas constantes. Já ouvi que isso se deve a um retardo que possuo, pois estou na idade de certezas, mas a inocência questionadora nunca me abandona ou não amadureço... e as perguntas nunca param, roubam meu sono, roubam minha atenção... roubam meus olhos para fora de mim... talvez achar a resposta ali, escondida, talvez não... independente... sempre perguntas... sempre...

A mais “nova-velha” questão que me assoma não é nem uma pergunta, mas uma constatação... que é “...ele sempre ganha...”.

Pergunto-me... quando pesamos mais que nosso pesos...
Quando não suportamos o andar porque o chão plano vira íngreme...
Quando nos dobramos sobre o ventre tentando aplacar uma dor que não está ali...
Quando os olhos vertem sonhos que não voltam...
Quando sentimos o torpor latente da mente longe e desperta que não nos deixa descansar...
Quando as lágrimas que sorvemos tem gosto amargo do antigo sal de belas praias...
Quando olhamos e não vemos...
Quando sentimos todo o nosso corpo moer e ao mesmo tempo sermos o templo do vazio...
Quando tudo é pesado, escuro, denso, triste, acre...
Quando o zunido que não existe grita no silêncio e rouba os belos sons que antes eram musicas e agora são exasperações de um coração que martela e não pulsa... que trepida e não pulsa, que não bate, não pulsa, um coração que deixa de ser um símbolo para ser músculo...
Quando nos abandonamos, esquecemos nosso amor próprio, nossa segurança, quando aquele do espelho nos olha e nos acha estranho...
Quando as horas se confundem em dias que viram madrugadas e tardes que dão lugar ao sol...
Quando o grito preso na garganta sai e ninguém escuta porque estão todos surdos... ou escutam mas não a você...
...
E quando roubam seu sonho... despedaçam ele... e transformam seu futuro em nada...

Nesse momento demasiadamente humano... metafisicamente humano... dolorosamente humano... como um outro humano pode ter forças para ajudar...? Como outro tão igual a nós em tudo pode ajudar a retirar o peso dos sonhos quebrados de cima de um coração estraçalhado....?

O humano retira a pedra, a chaga, mas... e o que não é palpável...? E o que fica no inexistente presente de nossas mentes...? É a mente doente demasiadamente humana, metafisicamente humana, que cura??? Outro humano...?

Não...

“Ele”...

Nesse momento que a dor não é dizível, palpável, quantificável... no momento em que achamos que vamos morrer e morte não nos leva para um mundo de alívio... neste momento... “ele”... e só aplaca nossas dores...

De forma lenta e permanente... com algo que não pode ser explicado apenas sentido...Seu poder curativo e simples... “ele” criou o remédio indelével do tempo... que destrói qualquer barreira, mesmo a que erguemos quando só o que resta são escombros de dor...

“Ele”... incompreensível, indizível, indelével... mas lá... sempre lá...

Como não se curvar a seu poder... como não reconhecer... a força pura que emana...

Os olhos não vêem, e jamais verão...mas “ele” esta sempre lá...

E na hora que o mundo nos dobra... sempre recorremos... nossa mente abstrata se faz “nele”, o criamos, o vivemos, nos fizemos e somos “nele”... o que é?? Não saberia dizê-lo...

Como negar algo a que recorremos quando somos demasiadamente nós? E não suficientemente nós para nos erguermos sobre nossas pernas...?

Talvez...

Talvez... “seu” eco se estenda pela história da humanidade por conta disso... Em nossa fraqueza “ele”habita... assim como em tudo que somos... Como não recorrer ao que somos... Mas nos somos na hora que recorremos ou há mais...não saberemos jamais...

E mesmo assim “ele” estará lá... porque ele sempre vence.


Mas na hora que você achar que o buraco é muito fundo “ele” estará lá...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Em algum lugar Darwin errou...




Em algum lugar Darwin errou...
A beleza do toque...
A delicadeza do movimento...
A maciez reconfortante...
O implemento a abstração...

Em algum lugar Darwin errou...
A mão macaca, não compõe...
A mão macaca, não opera...
A mão macaca, não dança...
A mão macaca... ainda existe.

Em algum lugar Darwin errou...
O apedrejar vil...
O esbofetear infantil...
O atirar senil...
Toda essa violência que ... ... pariu !!!

Em algum lugar Darwin errou...
Que para idiotas, Deus enterrou...
Para outros Deus revelou...
E para mim... para mim, Deus re-significou...

Em algum lugar Darwin errou...
E lhe sou grato por seu belo erro...
Somente superando o homem se supera o erro...
Daqueles que tem para si a verdade de quem nunca errou...

Em algum lugar Darwin errou...

Simplesmente... obrigado.