terça-feira, 26 de junho de 2012
Divagando num "momento" rápido
Faz tempo que não escrevo, faz de fato muito tempo... As palavras não escorrem mais porque estou um tanto entorpecido, apenas fazendo, apenas indo, apenas sendo, e não sentindo.
Sentir as vezes é tão difícil... e sentir é algo tão natural em mim. Ver, ouvir, tocar, para mim são contemplar, fazer-me som, me deleitar... mas em mim é tão profundo tudo, tão visceral, que ultimamente tenho optado por não mais descer em mim, por não mais me deixar tocar de dentro, por não mais me emocionar com o pouco e ser apenas o que o sistema quer que eu seja...
Assim a vida se alonga, os dias passam ligeiros, a vida se esvai e as vezes o espelho me chama e só assim percebo que o tempo passou e nessa hora sinto falta de ser mais denso, assim ser mais lento, assim mais contemplativo, assim mais observador.
Passo meu tempo a fugir de mim e isso é estranho e é tão "eu". Não vou me acostumar a isso, mas a diferença é que isso não me incomoda mais.
Talvez se dizer maduro, seja apenas se tornar mais insensível e até nisso há beleza. Para mim pelo menos.
Ser superfície afeta minhas palavras. Já notei. Elas me vem com lentidão quando estou mais rápido no meu eu. Já quando denso e pesado acho que navego em palavras e significados... Pena que eu não tenho o controle remoto para me colocar no modo "certo" sempre que estou nos "momentos" errados.
domingo, 3 de junho de 2012
Saudade...? Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaooo...
As vezes ponho-me a pensar no quão sozinho ando ultimamente...
Sempre cercado de pessoas, família, “amigos”, colegas, alunos, mas... o ser humano é algo intragável as vezes, mesquinho, rude, grosso, egoísta, raivoso, violento...
Vejo tanto isso e tão perto de mim... Já passei da fase de achar que eram essas “pessoas” especificamente, mas que outras não seriam assim. Me enganei. Todas as pessoas tem propensão para isso. Todas.
Hoje mesmo cercado de pessoas antigas e velhas vejo os mesmos padrões se repetindo, sempre numa ciclicidade que enjoa de verdade. Já vejo onde vai dar, que reações vai ter, que caminho vai seguir.
Aí é quando me pergunto... como posso sentir falta disso? É simples sinto saudade da minha ignorância, de ser de fato obtuso e cego, saudade da pureza infantil que a vida leva embora, saudade da religiosidade confortante, saudade de ser um imbecil crente e feliz...
Mas isso não vai voltar nunca mais...
e quando penso nisso...
me dá um alivio enorme...
Caminharei só, mas certo de que o faço por opção da qual os outros não me deixaram opção, mostraram mais do que deveriam e vi além do limite... não dá mais...
...ainda bem.
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