Baseado em fatos reais...
(Ele chega em casa e me olha)
- E aê viu meu Blog?
- Vi ...
- Gostou...?
- Cara, achei complexo pra caralho... Tu não disse que eram pensamentos que tu tinha antes de dormir?? Eu pensei que eram assim pensamentos, reflexões...
- Ei, mas isso é o que passa na minha cabeça antes de dormir...
- Putz...
(Nessa hora não teve como não rir muito...)
PS: Adoro essa diferença....
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Hoje sou meu paradoxo e detesto isso...
Porque uma pessoa opta por sofrer? Porque por livre vontade escolhe o caminho errado e o trilha? Porque com a vida bela como é optamos pelas trevas, pela dor, pelo caminho pedregoso? Porque nesse mundo sem Deus optamos por perder a fé...?
A educação neste país está doente, está enferma em uma maca de um hospital público a espera da ajuda que não virá...
Porque hoje sinto que trilhei o caminho errado...?
Porque as coisas que mais amamos são aquelas que inadvertidamente serão as mais potencializadoras destruidoras do estímulo maravilhoso que trazemos em nossos corações...
Amo ensinar...
Amo compartilhar...
Amo ser um referencial de certo ou errado...
Amo estar lá na frente, dividindo, compartilhando, aprendendo e dividindo um pouco do que sei apenas no intuito de ver meus ouvintes ou meus parceiros crescerem... É uma nobre profissão onde nosso maior prazer está no sucesso do outro... Seria belo e poético são não fosse tão doloroso e desgastante física e emocionalmente...
Porque uma pessoa entra para este sistema doente com milhões de outras oportunidades?
Não posso falar pelos outros, mas eu (minha culpa) não sabia que seria assim tão difícil, lidar não com as deficiências de concentração e aprendizado das crianças, afinal nós somos treinados para tal, mas lidar com a burocracia, com a falta de parâmetros nos nossos pequenos mundos as escolas, e nos macros nos baixos salários, nas políticas excludentes, na falta de moral por parte de uma sociedade que doente contamina tudo inclusive as jovens mentes e as roubam a brilhante oportunidade de sentir o prazer de aprender...E não só o prazer, pois somos seres evolutivamente mentais, nosso intelecto é nosso maior trunfo, negar isso a si é negar a própria humanidade, é negar a capacidade que todo humano tem de se desenvolver ilimitadamente...
Mas nosso sistema não vê a educação com bons olhos, controlar um povo burro é muito mais fácil e barato...
E essa doença se alastra e contagia os próprios educadores e estes fazem bem o seu papel de sugar “energias” novas quando tem a oportunidade, não dão tempo aos novos de terem suas decepções, logo nos antecipam, assim como uma direção formada de corruptos que desviam dinheiro de escolas, levando para casa o dinheiro que poderia ser para estrutura, alimentação ou infra-estrutura...
Porém a parte insuportável é ver isso e gritar a plenos pulmões para uma platéia de surdos...
Porque uma pessoa escolhe isso para si...?
Porque ...?
Porque ...?
A educação neste país está doente, está enferma em uma maca de um hospital público a espera da ajuda que não virá...
Porque hoje sinto que trilhei o caminho errado...?
Porque as coisas que mais amamos são aquelas que inadvertidamente serão as mais potencializadoras destruidoras do estímulo maravilhoso que trazemos em nossos corações...
Amo ensinar...
Amo compartilhar...
Amo ser um referencial de certo ou errado...
Amo estar lá na frente, dividindo, compartilhando, aprendendo e dividindo um pouco do que sei apenas no intuito de ver meus ouvintes ou meus parceiros crescerem... É uma nobre profissão onde nosso maior prazer está no sucesso do outro... Seria belo e poético são não fosse tão doloroso e desgastante física e emocionalmente...
Porque uma pessoa entra para este sistema doente com milhões de outras oportunidades?
Não posso falar pelos outros, mas eu (minha culpa) não sabia que seria assim tão difícil, lidar não com as deficiências de concentração e aprendizado das crianças, afinal nós somos treinados para tal, mas lidar com a burocracia, com a falta de parâmetros nos nossos pequenos mundos as escolas, e nos macros nos baixos salários, nas políticas excludentes, na falta de moral por parte de uma sociedade que doente contamina tudo inclusive as jovens mentes e as roubam a brilhante oportunidade de sentir o prazer de aprender...E não só o prazer, pois somos seres evolutivamente mentais, nosso intelecto é nosso maior trunfo, negar isso a si é negar a própria humanidade, é negar a capacidade que todo humano tem de se desenvolver ilimitadamente...
Mas nosso sistema não vê a educação com bons olhos, controlar um povo burro é muito mais fácil e barato...
E essa doença se alastra e contagia os próprios educadores e estes fazem bem o seu papel de sugar “energias” novas quando tem a oportunidade, não dão tempo aos novos de terem suas decepções, logo nos antecipam, assim como uma direção formada de corruptos que desviam dinheiro de escolas, levando para casa o dinheiro que poderia ser para estrutura, alimentação ou infra-estrutura...
Porém a parte insuportável é ver isso e gritar a plenos pulmões para uma platéia de surdos...
Porque uma pessoa escolhe isso para si...?
Porque ...?
Porque ...?
Domingo a noite ... Super Bowl ... heim???
Acho interessante como os pensamentos mais estranhos me vem a cabeça nos momentos mais simples da minha vida... tudo bem, tudo bem eu explico...
Domingo a noite estava eu ao computador, até acho que mais ou menos meia noite, eu estava como um bom internauta perdendo meu tempo em sites idiotas, ou assistindo os mais lesos vídeos do youtube, lendo e-mails de correntes que as pessoas ainda insistem em me mandar, em suma eu perdendo meu tempo fazendo trocando uma boa noite de sono ou uma atividade mais produtiva por horas de bobagens na net, mas como disse acima, “eu estava como um bom internauta”....
Saindo do computador foi ver o que passava na televisão passando os canais esbarrei em algo de fato surreal...
OPS: pequena explicação – surreal pra mim, outra pessoa pode achar perfeitamente normal...
Bem, continuando, esbarrei em algo de fato surreal, a rede Bandeirantes por volta da meia noite estava transmitindo um jogo do campeonato mais famoso da cultura norte americana o Super Bowl...
O Super Bowl trata-se de uma competição de futebol americano, uma atividade, um jogo extremamente inteligente e bem bolado, típico de um país de 1º mundo.
Bem do que pude perceber, são dois times cada qual com acho umas 15 ou 18 pessoas de cada lado, eles utilizam uma bola oval, roupas largas para caber uma armadura que utilizam sob o corpo assim como capacete e a função do jogo é colocar a bolinha no final do campo adversário passando pela defesa do outro time que pode impedir seus movimentos te derrubando violentamente (acho que por isso a armadura), empurrando, segurando as pernas, cabeçadas, e o famoso montinho que é quando um mane corre com a bola e quando parado, todo o time pula em cima do rapaz para impedir seus movimentos... em suma uma coisa leve... praticamente uma Ode a violência e quanto maior a porrada que o jogador leva, mas extasiados ficam os comentadores (pasmem existem comentadores brasileiros) e a platéia...
Não estou sendo hipócrita dizendo que se trata de um jogo imbecil quando na verdade muitos deles também o são, quem chega primeiro, quem lança mais longe, que enfia a bola num aro... todos tem a sua idiotice em particular, mas e tem um grande MAS aí usar uma armadura para jogar, nos dá uma certa noção da delicadeza deste esporte, mas confesso que devaneio muito em jogar contras as pessoas que eu repudio, “aaaaaaaaa como seria bom jogar contra...” não, nada de nomes...
Mas ainda assim até aí tudo bem cultura é cultura, se estadunidense acha muito bom se quebrar num estádio para as pessoas aplaudirem, ou ser pago para destruir pessoas em nome de “um bom jogo” que tenho eu a ver com isso....mas e aí tem um segundo GRANDE MAS...que é que um campeonato de cultura puramente estadunidense estava fazendo num canal aberto na noite de um domingo transmitido por um canal brasileiro????
Não nos é um esporte comum, não faz parte da cultura brasileira, não jogamos futebol com a mão nem nos armamos para uma guerra para entrar num estádio... não quero dizer com isso que os estádios brasileiros são pacíficos, mas apenas ressaltar que a diferença cultural nos separa...
... enquanto os atletas estadunidenses são muito bem pagos para descer o cacete em times opostos, nós brasileiros pagamos ingresso para quebrar os próprios torcedores.... nisso admiro os estadunidesndes, pelo menos lá (em hipótese) eu não apanharia por estar assistindo...
Mas leseira a parte, é incrível como a mídia brasileira se vende para a cultura dos EUA, fora as notícias que já acompanhamos todos os dias dos EUA na nossa mídia, como se a nós fosse imprescindível saber o índice criminal das suas pequenas cidades, ou o que fazem em seus momentos de lazer ou acompanhar suas votações como nossas ou até festejar os 4 de julhos ou até fazer a danação da festa de Halloween que alguns cursos de inglês devagarzinho estão incluindo na nossa cultura... fora as rádios com uma programação de mais de 50% (dado de achismo meu) de musicas dos EUA e note que eu não disse musicas estrangeiras, porque as francesas, italianas, até árabes, só as ouvimos por causas de novelas ou minisséries famosas (Globais) sem estas estaríamos fados a imaginar que só quem produz música somos nos e os EUA... e eu nem falei dos filmes e do american way of life que nos é passado diariamente através de seus filmes...
Se já não bastasse esse bombardeio de cultura estrangeira, ainda nos fazem descer pela garganta (sem coca-cola, já que eu estava com um copo d’água) uma joça de um jogo sem pé nem cabeça que é tipicamente estadunidense, o que me fez ficar puto com a puta da mídia brasileira que vende a nosso espaço de expressão para quem mais pagar...
PS: se escrevi “estadunidense” é porque “americanos” somos todos nós e não eles pelo fato de se julgarem os únicos americanos...
Domingo a noite estava eu ao computador, até acho que mais ou menos meia noite, eu estava como um bom internauta perdendo meu tempo em sites idiotas, ou assistindo os mais lesos vídeos do youtube, lendo e-mails de correntes que as pessoas ainda insistem em me mandar, em suma eu perdendo meu tempo fazendo trocando uma boa noite de sono ou uma atividade mais produtiva por horas de bobagens na net, mas como disse acima, “eu estava como um bom internauta”....
Saindo do computador foi ver o que passava na televisão passando os canais esbarrei em algo de fato surreal...
OPS: pequena explicação – surreal pra mim, outra pessoa pode achar perfeitamente normal...
Bem, continuando, esbarrei em algo de fato surreal, a rede Bandeirantes por volta da meia noite estava transmitindo um jogo do campeonato mais famoso da cultura norte americana o Super Bowl...
O Super Bowl trata-se de uma competição de futebol americano, uma atividade, um jogo extremamente inteligente e bem bolado, típico de um país de 1º mundo.
Bem do que pude perceber, são dois times cada qual com acho umas 15 ou 18 pessoas de cada lado, eles utilizam uma bola oval, roupas largas para caber uma armadura que utilizam sob o corpo assim como capacete e a função do jogo é colocar a bolinha no final do campo adversário passando pela defesa do outro time que pode impedir seus movimentos te derrubando violentamente (acho que por isso a armadura), empurrando, segurando as pernas, cabeçadas, e o famoso montinho que é quando um mane corre com a bola e quando parado, todo o time pula em cima do rapaz para impedir seus movimentos... em suma uma coisa leve... praticamente uma Ode a violência e quanto maior a porrada que o jogador leva, mas extasiados ficam os comentadores (pasmem existem comentadores brasileiros) e a platéia...
Não estou sendo hipócrita dizendo que se trata de um jogo imbecil quando na verdade muitos deles também o são, quem chega primeiro, quem lança mais longe, que enfia a bola num aro... todos tem a sua idiotice em particular, mas e tem um grande MAS aí usar uma armadura para jogar, nos dá uma certa noção da delicadeza deste esporte, mas confesso que devaneio muito em jogar contras as pessoas que eu repudio, “aaaaaaaaa como seria bom jogar contra...” não, nada de nomes...
Mas ainda assim até aí tudo bem cultura é cultura, se estadunidense acha muito bom se quebrar num estádio para as pessoas aplaudirem, ou ser pago para destruir pessoas em nome de “um bom jogo” que tenho eu a ver com isso....mas e aí tem um segundo GRANDE MAS...que é que um campeonato de cultura puramente estadunidense estava fazendo num canal aberto na noite de um domingo transmitido por um canal brasileiro????
Não nos é um esporte comum, não faz parte da cultura brasileira, não jogamos futebol com a mão nem nos armamos para uma guerra para entrar num estádio... não quero dizer com isso que os estádios brasileiros são pacíficos, mas apenas ressaltar que a diferença cultural nos separa...
... enquanto os atletas estadunidenses são muito bem pagos para descer o cacete em times opostos, nós brasileiros pagamos ingresso para quebrar os próprios torcedores.... nisso admiro os estadunidesndes, pelo menos lá (em hipótese) eu não apanharia por estar assistindo...
Mas leseira a parte, é incrível como a mídia brasileira se vende para a cultura dos EUA, fora as notícias que já acompanhamos todos os dias dos EUA na nossa mídia, como se a nós fosse imprescindível saber o índice criminal das suas pequenas cidades, ou o que fazem em seus momentos de lazer ou acompanhar suas votações como nossas ou até festejar os 4 de julhos ou até fazer a danação da festa de Halloween que alguns cursos de inglês devagarzinho estão incluindo na nossa cultura... fora as rádios com uma programação de mais de 50% (dado de achismo meu) de musicas dos EUA e note que eu não disse musicas estrangeiras, porque as francesas, italianas, até árabes, só as ouvimos por causas de novelas ou minisséries famosas (Globais) sem estas estaríamos fados a imaginar que só quem produz música somos nos e os EUA... e eu nem falei dos filmes e do american way of life que nos é passado diariamente através de seus filmes...
Se já não bastasse esse bombardeio de cultura estrangeira, ainda nos fazem descer pela garganta (sem coca-cola, já que eu estava com um copo d’água) uma joça de um jogo sem pé nem cabeça que é tipicamente estadunidense, o que me fez ficar puto com a puta da mídia brasileira que vende a nosso espaço de expressão para quem mais pagar...
PS: se escrevi “estadunidense” é porque “americanos” somos todos nós e não eles pelo fato de se julgarem os únicos americanos...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Aos meus novos queridos alunos do Pré...
"Texto dedicado aos meus alunos do Pré acadêmico de 2010, os quais ainda não conheço, mas com esse texto começarei as aulas e que seja um bom ano de muita cultura para meus queridos e para mim como aprendiz deste corpo de pessoas..."
Porque estudar Historia???
Bem, por motivos óbvios vocês tem que estudar História para fazer uma boa prova de vestibular e passar por mais este estágio da vida de vocês... mas será somente para isso que nos serve o seu estudo??
Pequena historinha...
Imagine acordar de manhã cedo, se olhar no espelho e perceber-se, mas não reconhecer aquele rosto, as manchas, as rugas, a textura do cabelo, sua cor, o formato das orelhas, nariz e queixo, não entender o porquê de seus olhos serem da cor que são, não perceber o que tem demais naquele rosto...
O que falta nele afinal??
Falta significado, falta algo que os diga “o porque” de seus rostos serem da forma que são do tipo: “há esse nariz é da minha avó”, “esse queixo forte é do meu pai”, “aaaa, essas malditas orelhas de abano de família”, “a que olhos lindos me minha mãe me deixou”.
Mas afinal, o que são essas informações??
O seu rosto está lhe contando a sua história, a sua descendência, cada vez que você se olha você está olhando para as eras de laços familiares que acabaram por formas todos os traços do seu rosto, este que você carrega e comunica, este que diz quem é você para os outros, este que é sua identidade, ele trás o significado de “de onde você veio”, assim é o nosso tamanho, cor, e coisas do gênero... A História do seu rosto pode ajudar você a entender quem você é.
Na frente do espelho você lembra-se disso, e mais, lembra que você está com uma idade tal e que esta idade diz muito sobre você através de sua Experiência. E sua experiência nada mais é que a história que você tem traçado. Sua história, seus significados, seus símbolos, suas crenças, sua cultura, que por mais que seja tão comum á todos, em você isso toma um significado único, pois jamais existirá “dois vocês”, você é único porque a sua história é única. A História do seu rosto e da sua cultura podem ajudar você a descobrir quem é.
Mas você não para, e se pergunta por que tenho esta religião, porque falo esta língua, porque sou desse partido, porque canto este hino, porque tenho este time?? E sua resposta é que você nasceu num país específico, num estado específico, numa região específica, onde seus traços culturais são comuns a todos. A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio pode ajudar você a entender quem você é.
E mais perguntas... Porque vivo num pais democrático, porque tenho que votar, porque as leis são desta forma e não de outra, porque meu país tem este hino especificamente, porque estas cores na bandeira?? A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio, a História do seu país pode ajudá-lo á entender quem você é.
E você numa grande confusão amplia essas perguntas porque estou nesse país específico e não e outro, porque os países são como são, porque não são todos iguais, porque todos não falam a mesma língua se é tudo humano, da mesma espécie??
A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio, a história do seu país, A história dos diferentes países podem ajudar você a entender o porque das coisas terem o lugar que tem.
Mas a língua... você travou nisto, porque todos não falamos a mesma língua, temos os mesmos direitos, agimos da mesma forma, temos a mesma cultura se somos todos aparentemente iguais?
A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio , a história do seu país, A história dos países, a História da Cultura podem lhe dar essa pista...
E aí... e aí você acorda desse seu sonho louco e angustiante e fica muito triste porque tem que acordar cedo para ir para a escola e pensa... “mas que danado de sonho era aquele estou todo angustiado, mas não consigo me lembrar e pra piorar minha primeira aula é com professor Fernando e sua maldita aula de História, afinal, pra que eu quero saber de histórias de pessoas mortas, de culturas, de meios, de países, de símbolos, um monte de nome que não entendo e pra quê, isso não me diz nada.... aaaaaaaaaaaaaaa que saco”
Fim da historinha...
História é uma ferramenta assim como a matemática (que estuda o universo da linguagem numérica) ou a física (que estuda os movimentos da natureza e os impelidos pelo homem) ou a química (que estuda a natureza dos compostos e suas conexões). A História é uma ferramenta que ajuda o homem a entender a sua trajetória, de onde veio, os caminhos que trilhou, seu aprendizado no caminho, a passagem disso a “outros”(povos ou pessoas) que ganhou o nome de CULTURA, seu caminho intelectual, geográfico e de interação com outros humanos. E estes diversos caminhos seguidos através das eras da evolução, fizeram de uma mesma espécie uma amálgama (uma mistura) de diversas culturas fazendo com que estas se diferenciassem e tomassem caminhos no intuito de se definir. A História do Homem ajuda a definir de onde viemos e porque somos da forma como somos, com todos os nossos traços culturais.
Estudar História é se deixar levar pela vasta informação que forma a cultura humana através de povos, culturas, línguas, políticas, economias, artes, mais diversos que habitam a superfície do globo estudo este que compreende as eras em que o homem tem deixado seus registros sendo eles os mais diversos.
Estudar História e uma tentativa de ao entender a trajetória do homem, dos grandes heróis, dos pequenos, dos não-heróis, das pequenas ou grandes histórias, das mais diversas formas de interação que o homem com o outro, com a natureza e com a sua religiosidade, ou não.
Estudar História é mergulhar no mar do passado para nos encontrarmos nadando no presente sabendo de onde veio toda aquela “água”...
Tendo isso em mente, mergulhemos todos, e certamente após desse grande mergulho no tempo, ao final não encontraremos nada mais que a NÓS MESMOS enquanto também participantes deste imenso processo sem fim...
...porém agora cheio de significado ...ou simplesmente de histórias para contar.
Porque estudar Historia???
Bem, por motivos óbvios vocês tem que estudar História para fazer uma boa prova de vestibular e passar por mais este estágio da vida de vocês... mas será somente para isso que nos serve o seu estudo??
Pequena historinha...
Imagine acordar de manhã cedo, se olhar no espelho e perceber-se, mas não reconhecer aquele rosto, as manchas, as rugas, a textura do cabelo, sua cor, o formato das orelhas, nariz e queixo, não entender o porquê de seus olhos serem da cor que são, não perceber o que tem demais naquele rosto...
O que falta nele afinal??
Falta significado, falta algo que os diga “o porque” de seus rostos serem da forma que são do tipo: “há esse nariz é da minha avó”, “esse queixo forte é do meu pai”, “aaaa, essas malditas orelhas de abano de família”, “a que olhos lindos me minha mãe me deixou”.
Mas afinal, o que são essas informações??
O seu rosto está lhe contando a sua história, a sua descendência, cada vez que você se olha você está olhando para as eras de laços familiares que acabaram por formas todos os traços do seu rosto, este que você carrega e comunica, este que diz quem é você para os outros, este que é sua identidade, ele trás o significado de “de onde você veio”, assim é o nosso tamanho, cor, e coisas do gênero... A História do seu rosto pode ajudar você a entender quem você é.
Na frente do espelho você lembra-se disso, e mais, lembra que você está com uma idade tal e que esta idade diz muito sobre você através de sua Experiência. E sua experiência nada mais é que a história que você tem traçado. Sua história, seus significados, seus símbolos, suas crenças, sua cultura, que por mais que seja tão comum á todos, em você isso toma um significado único, pois jamais existirá “dois vocês”, você é único porque a sua história é única. A História do seu rosto e da sua cultura podem ajudar você a descobrir quem é.
Mas você não para, e se pergunta por que tenho esta religião, porque falo esta língua, porque sou desse partido, porque canto este hino, porque tenho este time?? E sua resposta é que você nasceu num país específico, num estado específico, numa região específica, onde seus traços culturais são comuns a todos. A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio pode ajudar você a entender quem você é.
E mais perguntas... Porque vivo num pais democrático, porque tenho que votar, porque as leis são desta forma e não de outra, porque meu país tem este hino especificamente, porque estas cores na bandeira?? A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio, a História do seu país pode ajudá-lo á entender quem você é.
E você numa grande confusão amplia essas perguntas porque estou nesse país específico e não e outro, porque os países são como são, porque não são todos iguais, porque todos não falam a mesma língua se é tudo humano, da mesma espécie??
A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio, a história do seu país, A história dos diferentes países podem ajudar você a entender o porque das coisas terem o lugar que tem.
Mas a língua... você travou nisto, porque todos não falamos a mesma língua, temos os mesmos direitos, agimos da mesma forma, temos a mesma cultura se somos todos aparentemente iguais?
A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio , a história do seu país, A história dos países, a História da Cultura podem lhe dar essa pista...
E aí... e aí você acorda desse seu sonho louco e angustiante e fica muito triste porque tem que acordar cedo para ir para a escola e pensa... “mas que danado de sonho era aquele estou todo angustiado, mas não consigo me lembrar e pra piorar minha primeira aula é com professor Fernando e sua maldita aula de História, afinal, pra que eu quero saber de histórias de pessoas mortas, de culturas, de meios, de países, de símbolos, um monte de nome que não entendo e pra quê, isso não me diz nada.... aaaaaaaaaaaaaaa que saco”
Fim da historinha...
História é uma ferramenta assim como a matemática (que estuda o universo da linguagem numérica) ou a física (que estuda os movimentos da natureza e os impelidos pelo homem) ou a química (que estuda a natureza dos compostos e suas conexões). A História é uma ferramenta que ajuda o homem a entender a sua trajetória, de onde veio, os caminhos que trilhou, seu aprendizado no caminho, a passagem disso a “outros”(povos ou pessoas) que ganhou o nome de CULTURA, seu caminho intelectual, geográfico e de interação com outros humanos. E estes diversos caminhos seguidos através das eras da evolução, fizeram de uma mesma espécie uma amálgama (uma mistura) de diversas culturas fazendo com que estas se diferenciassem e tomassem caminhos no intuito de se definir. A História do Homem ajuda a definir de onde viemos e porque somos da forma como somos, com todos os nossos traços culturais.
Estudar História é se deixar levar pela vasta informação que forma a cultura humana através de povos, culturas, línguas, políticas, economias, artes, mais diversos que habitam a superfície do globo estudo este que compreende as eras em que o homem tem deixado seus registros sendo eles os mais diversos.
Estudar História e uma tentativa de ao entender a trajetória do homem, dos grandes heróis, dos pequenos, dos não-heróis, das pequenas ou grandes histórias, das mais diversas formas de interação que o homem com o outro, com a natureza e com a sua religiosidade, ou não.
Estudar História é mergulhar no mar do passado para nos encontrarmos nadando no presente sabendo de onde veio toda aquela “água”...
Tendo isso em mente, mergulhemos todos, e certamente após desse grande mergulho no tempo, ao final não encontraremos nada mais que a NÓS MESMOS enquanto também participantes deste imenso processo sem fim...
...porém agora cheio de significado ...ou simplesmente de histórias para contar.
Esta semana são dois os homens da minha vida...
Esta semana são dois os homens da minha vida...
Um deles a ficção louca e rápida de Dan Brown – O Ultimo Símbolo – cujo personagem, seu herói intelectual, mais uma vez é colocado em outra louca aventura de mitos, obras de arte, simbologia, crime e muita diversão, pelo menos para mim leitor fiel devoto das obras de meu estimado Dan... e admirador do personagem Langdom e da sua incomparável e mente analítica que nem fudendo alguém tem aquilo na vida real hahahahaha....
O outro homem da minha vida desta semana é Hobsbawm com seu - A Era do Extremos – vulgo “o fininho” e sua análise desse nosso trágico século XX que tanto mudou a concepção do homem criando num espaço muito pequeno de tempo mudanças que alteraram o homem do século XX como em nenhuma outra época da humanidade, devido aos diversos avanços nas mais diversas áreas... Claro é a visão dele, mas muito me ajuda até pq o cara viveu praticamente quase todo o século XX, meu velhinho preferido...
Um deles a ficção louca e rápida de Dan Brown – O Ultimo Símbolo – cujo personagem, seu herói intelectual, mais uma vez é colocado em outra louca aventura de mitos, obras de arte, simbologia, crime e muita diversão, pelo menos para mim leitor fiel devoto das obras de meu estimado Dan... e admirador do personagem Langdom e da sua incomparável e mente analítica que nem fudendo alguém tem aquilo na vida real hahahahaha....
O outro homem da minha vida desta semana é Hobsbawm com seu - A Era do Extremos – vulgo “o fininho” e sua análise desse nosso trágico século XX que tanto mudou a concepção do homem criando num espaço muito pequeno de tempo mudanças que alteraram o homem do século XX como em nenhuma outra época da humanidade, devido aos diversos avanços nas mais diversas áreas... Claro é a visão dele, mas muito me ajuda até pq o cara viveu praticamente quase todo o século XX, meu velhinho preferido...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
CORAGEM.....
Este é mais um dos antigos... faz teeeeeeeeeeeempo que escrevi, mas assim como meu ultimo texto antigo, continua tão atual quanto...
"Quem sou, o que sou, o que represento, nada. Que faço para ter o direito de julgar o mundo, qual a parcela da minha ajuda, nenhuma. Quem sou, sou mais um que entre tantos numa multidão, perde sua individualidade e se torna massa. Mas dentre tudo o que não tenho e que não represento, algo hoje, teve o poder de tirar a minha atenção fazendo-me sair deste ritmo normal, pois tenho o estranho e incomodo costume de ver e enxergar. Parecem coisas parecidas mas enxergar é ver o que sempre vemos e nunca enxergamos... Confuso?? Explicarei. Estava eu voltando para casa e no ônibus me veio uma figura interessante, uma blusa preta usada por um rapaz de pele escura e um tanto quanto sujo e mal cheiroso... Mas isto não vêm ao caso... Observando a figura de sua blusa logo reconheci o talvez mais popular herói do planeta, chamado pelo nome de super-homem, belo em sua capa, com cores vivas, voando... Então minha mente começou a divagar sobre a palavra que logo me veio a cabeça, coragem. Veja leitor, se não é muita coragem sair pelo mundo arriscando a vida lutando contra vilões, em prol da justiça e da harmonia. Mas fiquei triste ao lembrar de seu companheiro o Batman, coitado, teve os pais assassinados por um maníaco, causa que dá inicio ao nascimento do herói. E são muitas histórias trágicas, o tio do homem aranha é alvejado por uma bala no meio de um parque... que pena... a família do Justiceiro é toda aniquilada... que dizer então do demolidor que é um herói cego... tantas histórias trágicas, de personagens que com sua infinita força de vontade e com ajuda de alguns super poderes mudam o destino e interferem na vida de todo um planeta de ficção.... ficção?? Será mesmo que só na ficção que eles interferem, vejo tantos jovens em conversas sobre quem é o melhor, quem é o mais forte, quem é o mais admirável e principalmente em eras de computadores que ajudaram a dar um bum no cinema democratizando e disseminando-os pelo mundo a fora...Interessante como tanta coisa acontece em nossa mente em apenas alguns segundos... Mas alguns poucos segundos depois me dei conta de que eu estava realmente olhando para um herói, meu coração deu um salto, pois por detrás daquela roupa que tanto olhei, disfarçado estava ele lá. Não estava voando é verdade, nem era musculoso, nem tinha cara de mal, mas a coragem é algo inerente a um herói e nele naquele momento reconheci, o reconheci... Ele distribuía papeizinhos com pequenos recados, e após isso, incomodou à todos dentro do ônibus pq ousou falar ao ponto de ser ignorado, pedia um pouco para si e seus irmãos famintos, superou naquele momento a humilhação, a fome, a vergonha, o medo, foi o centro das atenções, mesmo dos que viraram o rosto, e naquele momento ele foi mais do que qualquer um dentro do ônibus, ele ousou naquele momento lutar contra todo um mundo de rejeição e de ostracismo o qual o sistema o confina, e lutou brava e honrosamente assim como todos os heróis, com a arma que ninguém pode lhe tirar que é a vontade. O herói de verdade, não usa capas, não faz justiça com as próprias mãos, não voa, não é um ícone de beleza, não é rico, muito menos super poderoso, é aquele que apesar de todas as adversidades e quando tudo está contra si, ele luta e luta. A fé nestas pessoas é algo impressionante, não uma fé religiosa, e às vezes até o é, mas mais do que isso é uma fé que crê que o manhã talvez seja um pouco melhor do que o hoje e uma fé que inda mesmo em dias de egoísmo e solidão se crê no auxílio que só o próximo pode oferecer, pois o governo, este a muito que está preocupado em seu próprio crescimento. E o jovem, pobre marionete, é conduzido hoje com muita facilidade a cultuar falsos heróis.
O mundo incute em nossas mentes ociosas que os heróis nascem em estúdios, em roteiros, em cinemas, mas será que não convivemos com eles, será que não cruzamos com eles todos os dias... Pois digo que eles andam por aí disfarçados e assim como hoje saí de meu mundinho e enxerguei um, talvez dia destes enxergue outro, e quem sabe que outra lição de coragem acabarei aprendendo... e quem sabe... e quem sabe.... afinal quem é que sabe, será que o sistema quer que eu saiba ???"
"Quem sou, o que sou, o que represento, nada. Que faço para ter o direito de julgar o mundo, qual a parcela da minha ajuda, nenhuma. Quem sou, sou mais um que entre tantos numa multidão, perde sua individualidade e se torna massa. Mas dentre tudo o que não tenho e que não represento, algo hoje, teve o poder de tirar a minha atenção fazendo-me sair deste ritmo normal, pois tenho o estranho e incomodo costume de ver e enxergar. Parecem coisas parecidas mas enxergar é ver o que sempre vemos e nunca enxergamos... Confuso?? Explicarei. Estava eu voltando para casa e no ônibus me veio uma figura interessante, uma blusa preta usada por um rapaz de pele escura e um tanto quanto sujo e mal cheiroso... Mas isto não vêm ao caso... Observando a figura de sua blusa logo reconheci o talvez mais popular herói do planeta, chamado pelo nome de super-homem, belo em sua capa, com cores vivas, voando... Então minha mente começou a divagar sobre a palavra que logo me veio a cabeça, coragem. Veja leitor, se não é muita coragem sair pelo mundo arriscando a vida lutando contra vilões, em prol da justiça e da harmonia. Mas fiquei triste ao lembrar de seu companheiro o Batman, coitado, teve os pais assassinados por um maníaco, causa que dá inicio ao nascimento do herói. E são muitas histórias trágicas, o tio do homem aranha é alvejado por uma bala no meio de um parque... que pena... a família do Justiceiro é toda aniquilada... que dizer então do demolidor que é um herói cego... tantas histórias trágicas, de personagens que com sua infinita força de vontade e com ajuda de alguns super poderes mudam o destino e interferem na vida de todo um planeta de ficção.... ficção?? Será mesmo que só na ficção que eles interferem, vejo tantos jovens em conversas sobre quem é o melhor, quem é o mais forte, quem é o mais admirável e principalmente em eras de computadores que ajudaram a dar um bum no cinema democratizando e disseminando-os pelo mundo a fora...Interessante como tanta coisa acontece em nossa mente em apenas alguns segundos... Mas alguns poucos segundos depois me dei conta de que eu estava realmente olhando para um herói, meu coração deu um salto, pois por detrás daquela roupa que tanto olhei, disfarçado estava ele lá. Não estava voando é verdade, nem era musculoso, nem tinha cara de mal, mas a coragem é algo inerente a um herói e nele naquele momento reconheci, o reconheci... Ele distribuía papeizinhos com pequenos recados, e após isso, incomodou à todos dentro do ônibus pq ousou falar ao ponto de ser ignorado, pedia um pouco para si e seus irmãos famintos, superou naquele momento a humilhação, a fome, a vergonha, o medo, foi o centro das atenções, mesmo dos que viraram o rosto, e naquele momento ele foi mais do que qualquer um dentro do ônibus, ele ousou naquele momento lutar contra todo um mundo de rejeição e de ostracismo o qual o sistema o confina, e lutou brava e honrosamente assim como todos os heróis, com a arma que ninguém pode lhe tirar que é a vontade. O herói de verdade, não usa capas, não faz justiça com as próprias mãos, não voa, não é um ícone de beleza, não é rico, muito menos super poderoso, é aquele que apesar de todas as adversidades e quando tudo está contra si, ele luta e luta. A fé nestas pessoas é algo impressionante, não uma fé religiosa, e às vezes até o é, mas mais do que isso é uma fé que crê que o manhã talvez seja um pouco melhor do que o hoje e uma fé que inda mesmo em dias de egoísmo e solidão se crê no auxílio que só o próximo pode oferecer, pois o governo, este a muito que está preocupado em seu próprio crescimento. E o jovem, pobre marionete, é conduzido hoje com muita facilidade a cultuar falsos heróis.
O mundo incute em nossas mentes ociosas que os heróis nascem em estúdios, em roteiros, em cinemas, mas será que não convivemos com eles, será que não cruzamos com eles todos os dias... Pois digo que eles andam por aí disfarçados e assim como hoje saí de meu mundinho e enxerguei um, talvez dia destes enxergue outro, e quem sabe que outra lição de coragem acabarei aprendendo... e quem sabe... e quem sabe.... afinal quem é que sabe, será que o sistema quer que eu saiba ???"
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Sorvete com sangue
Esse é velhinho... porém ainda atual... bem de qq forma coloquei pra vc ler...
"E do silêncio, se ouve, rompendo a noite, lacerando a paz que reina às 6 horas da tarde, quando num sábado todos se reúnem placidamente para o ritual do sorvete. Da minha casa também escuto, todo o bairro escuta, correria, gente se escondendo, alguns gritam, uma desmaia. Sete tiros a queima roupa. Ninguém sabe porque, ninguém sabe de onde, mas todos reconhecem um corpo que pinga vermelho e suja o semblante dos que tomam sorvete, deixando-os rubros de medo e nojo.
Urubus seriam mais pacientes esperando o corpo perecer, mas o bicho homem, este alimenta-se por vezes do sofrimento alheio. Forma-se uma roda em volta do corpo, comentários, pilhérias.... “--Papai eu quero um sorvete...” “--Calma filhinha...” todos empurram, todos querem ver e arrancar um pedaço daquela história trágica para poder aumenta-la quando em casa chegarem... “- Papai o meu sorvete....” ( a menina impacienta-se ), o pai dando um meio sorriso “-É menos um malandro...” o sangue goteja... “-Papai onde está o meu sorvete ?”. E tudo vermelho se espalha, as pessoas se afastam. Violência deixa de ser artigo de jornal, reportagem de TV, está no cotidiano, numa esquina num bar, num cruzamento num show, numa sala de cinema, num ônibus, num trem... “-Papai!!!”...”Deve ter merecido” ... “-Coitadinho...” “-Tu viu, tu viu??” “-Não perdi, merda ...” barulho, confusão, sangue, muito sangue... Barulho de sirene, enfermeiros, médico. “-Se afastem por favor!” É uma algazarra, uma diversão, uma novidade na monotonia do bairro. Não dói, não machuca, não fere mais ver a dor alheia pois ela já é normal. É encontrada num abrir de janelas e ao dormir somos embalados por seu som. “-Papai meu sorvete” a menininha entende apenas que seu sorvete demora e a impaciência a consome.
O corpo ainda respira, não geme, não grita, a dor é demasiada para qualquer esforço. É levado, fecham as portas da ambulância que sai gritando para o mundo, nada menos que mais uma ocorrência. A diversão acaba, as pessoas se dispersam, os clientes entram e o sangue é mais um enfeite da bela sorveteria... “-Quer de quê querida?” “Morango pai...” Alguém do lado pensa.... morango... vermelho... “Que gosto teria sorvete de sangue...” todos riem.... riem... Mas para onde foram o respeito, a pena, a sensibilidade. A indiguinação e a vontade de mudar? Morreram algumas horas depois junto com o rapaz, que após uma cirurgia cuja higiene deixa muito a desejar, é abandonado numa maca nos corredores do um hospital público dando a chance para a infecção hospitalar que irá consumir até o seu último suspiro.
Mas a quem importa esta história, que história mais chata e sem graça... E aí leitor vai um sorvete ?"
"E do silêncio, se ouve, rompendo a noite, lacerando a paz que reina às 6 horas da tarde, quando num sábado todos se reúnem placidamente para o ritual do sorvete. Da minha casa também escuto, todo o bairro escuta, correria, gente se escondendo, alguns gritam, uma desmaia. Sete tiros a queima roupa. Ninguém sabe porque, ninguém sabe de onde, mas todos reconhecem um corpo que pinga vermelho e suja o semblante dos que tomam sorvete, deixando-os rubros de medo e nojo.
Urubus seriam mais pacientes esperando o corpo perecer, mas o bicho homem, este alimenta-se por vezes do sofrimento alheio. Forma-se uma roda em volta do corpo, comentários, pilhérias.... “--Papai eu quero um sorvete...” “--Calma filhinha...” todos empurram, todos querem ver e arrancar um pedaço daquela história trágica para poder aumenta-la quando em casa chegarem... “- Papai o meu sorvete....” ( a menina impacienta-se ), o pai dando um meio sorriso “-É menos um malandro...” o sangue goteja... “-Papai onde está o meu sorvete ?”. E tudo vermelho se espalha, as pessoas se afastam. Violência deixa de ser artigo de jornal, reportagem de TV, está no cotidiano, numa esquina num bar, num cruzamento num show, numa sala de cinema, num ônibus, num trem... “-Papai!!!”...”Deve ter merecido” ... “-Coitadinho...” “-Tu viu, tu viu??” “-Não perdi, merda ...” barulho, confusão, sangue, muito sangue... Barulho de sirene, enfermeiros, médico. “-Se afastem por favor!” É uma algazarra, uma diversão, uma novidade na monotonia do bairro. Não dói, não machuca, não fere mais ver a dor alheia pois ela já é normal. É encontrada num abrir de janelas e ao dormir somos embalados por seu som. “-Papai meu sorvete” a menininha entende apenas que seu sorvete demora e a impaciência a consome.
O corpo ainda respira, não geme, não grita, a dor é demasiada para qualquer esforço. É levado, fecham as portas da ambulância que sai gritando para o mundo, nada menos que mais uma ocorrência. A diversão acaba, as pessoas se dispersam, os clientes entram e o sangue é mais um enfeite da bela sorveteria... “-Quer de quê querida?” “Morango pai...” Alguém do lado pensa.... morango... vermelho... “Que gosto teria sorvete de sangue...” todos riem.... riem... Mas para onde foram o respeito, a pena, a sensibilidade. A indiguinação e a vontade de mudar? Morreram algumas horas depois junto com o rapaz, que após uma cirurgia cuja higiene deixa muito a desejar, é abandonado numa maca nos corredores do um hospital público dando a chance para a infecção hospitalar que irá consumir até o seu último suspiro.
Mas a quem importa esta história, que história mais chata e sem graça... E aí leitor vai um sorvete ?"
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Alcunha... alcunha... alcunha...
“Contudo, no seu caso, e a bem da verdade, depois de analisar melhor a questão, sou forçada a concluir (pois as circunstâncias assim me levam) que nem sequer é o caso de covardia o que existe. É muito pior. É, assumida ou não, a simpatia e mesmo a identidade com os torturadores, a aceitação e mesmo a aprovação da tortura, a vontade de os proteger mesmo a custo de parecer covarde e desleal, por querer preservar a possibilidade, que lhe deve decerto ser muito cara e muito desejável, de a tortura poder voltar a existir, de ela poder ainda voltar a se repetir, e sempre dentro da mais completa e total impunidade, e sem uma única voz que se levante em protesto, sem ninguém a lhe dizer um só "basta!",”
“Porque você é a favor da tortura e dos torturadores, está do lado deles, você quer a tortura, você a apoia, e bate palmas para os torturadores.”
“Enganei-me. Mas não faz mal. Infelizmente ainda há muita gente como você. Há muita gente como Hitler, e o neo nazismo por vezes eclode e com toda a força na Alemanha e em outros lugares do planeta.”
Estes são três trechos que se referem a minha pessoa, ditos por uma grande amiga minha no ápice de sua decepção comigo.
Por um erro de interpretação fui colocado com o mais execrável que se possa ter em matéria de ser humano fui nivelado a um nazista e seu desprezo pela vida, fui colocado como um sádico conivente com a dor alheia, alguém que goza ao ver o sofrimento alheio...
Certamente nunca alguém foi tão fundo na tentativa de me magoar com palavras como minha querida amiga...
E ela só foi assim tão certeira oportuna e feliz em sua tentativa porque me atacou na minha área no âmago da História, me colocando ao lado de pessoas incrivelmente desprezíveis... E fez algo que só os amigos tem a habilidade... magoar. Só eles o podem fazer, conhecido nos importunam, inimigos nem os vemos, mas amigos quando querem tem o poder de fazer a devastação em nossos corações, porque quando estes disseminam o mal o fazem direto em nosso lado mais doce, já que é nele que elas moram.
O meu “coração” é endurecido por fora não é mais uma “esponja”, é mais como um parede e para trespassá-la não é fácil, para deixá-la, tão pouco, e a cada porrada suas paredes torna-se mais firmes, mais rijas e com menos espaço no interior...
Talvez um dia não haja mais espaço e de fato me torne o misantropo que temo me tornar, ou talvez um amigo mais do que especial tenha a força de alargar esse espaço mais ainda... não espero muito, aliás nada espero, apenas vivo, mas nem assim estou eximido dos revezes com os quais sou congratulado certas vezes...
Não sei se bem mereci minhas acusações, de meu ponto de vista são infundadas mas do ponto de vista do meu “agressor” são relevantes...
Deixo o tempo ser o cimento que há de fechar e causar uma forte cicatriz nesta ferimento que ainda sangra, mas que há de fechar como todos... o tempo é mais forte que qualquer sentimento e tem um poder que ainda não compreendo, apenas o sondo, mas já estou me habituando a ser seu fiel admirador... meu obrigado ao tempo.
“Porque você é a favor da tortura e dos torturadores, está do lado deles, você quer a tortura, você a apoia, e bate palmas para os torturadores.”
“Enganei-me. Mas não faz mal. Infelizmente ainda há muita gente como você. Há muita gente como Hitler, e o neo nazismo por vezes eclode e com toda a força na Alemanha e em outros lugares do planeta.”
Estes são três trechos que se referem a minha pessoa, ditos por uma grande amiga minha no ápice de sua decepção comigo.
Por um erro de interpretação fui colocado com o mais execrável que se possa ter em matéria de ser humano fui nivelado a um nazista e seu desprezo pela vida, fui colocado como um sádico conivente com a dor alheia, alguém que goza ao ver o sofrimento alheio...
Certamente nunca alguém foi tão fundo na tentativa de me magoar com palavras como minha querida amiga...
E ela só foi assim tão certeira oportuna e feliz em sua tentativa porque me atacou na minha área no âmago da História, me colocando ao lado de pessoas incrivelmente desprezíveis... E fez algo que só os amigos tem a habilidade... magoar. Só eles o podem fazer, conhecido nos importunam, inimigos nem os vemos, mas amigos quando querem tem o poder de fazer a devastação em nossos corações, porque quando estes disseminam o mal o fazem direto em nosso lado mais doce, já que é nele que elas moram.
O meu “coração” é endurecido por fora não é mais uma “esponja”, é mais como um parede e para trespassá-la não é fácil, para deixá-la, tão pouco, e a cada porrada suas paredes torna-se mais firmes, mais rijas e com menos espaço no interior...
Talvez um dia não haja mais espaço e de fato me torne o misantropo que temo me tornar, ou talvez um amigo mais do que especial tenha a força de alargar esse espaço mais ainda... não espero muito, aliás nada espero, apenas vivo, mas nem assim estou eximido dos revezes com os quais sou congratulado certas vezes...
Não sei se bem mereci minhas acusações, de meu ponto de vista são infundadas mas do ponto de vista do meu “agressor” são relevantes...
Deixo o tempo ser o cimento que há de fechar e causar uma forte cicatriz nesta ferimento que ainda sangra, mas que há de fechar como todos... o tempo é mais forte que qualquer sentimento e tem um poder que ainda não compreendo, apenas o sondo, mas já estou me habituando a ser seu fiel admirador... meu obrigado ao tempo.
Foi colocado no site.... muito bom...
Fiquei muito feliz ao saber que minha crítica do livro O safári da estrela negra de Paul Theroux foi aceita e publicada pelo site da Livraria Cultura... pode ser uma coisa simples, mas me deixou muito feliz ver as minhas palavras ali como a referência para futuros leitores de um bom livro num site respeitável...
Foi um gostoso sorriso num mar de ... bem deixa pra lá... mesmo assim estou feliz...
Foi um gostoso sorriso num mar de ... bem deixa pra lá... mesmo assim estou feliz...
Um safári para todos...
Livro O Safari da estrela negra de Paul Theroux...
Ler O Safári da estrela negra, foi um presente que meu caiu, no colo. Inicialmente me encanei por sua bela foto de capa, posteriormente uma breve leitura me fez querer viajar com o senhor Theroux pelos confins da África, tal qual o mesmo fez saindo do Cairo no Egito em direção a cidade do Cabo na África do Sul, mostrando algo além do usual africano do senso-comum de savanas e animais exóticos.
Através das letras do Sr. Theroux podemos olhar por seus olhos as peculiaridades dos mais diversos povos, das diferentes culturas, conhecer as diferenças peculiares assim como as similaridades com a nossa realidade. Mostrando que mesmo povos nos locais mais remotos, com culturas diversas também debatem e tem as mesmas aflições comuns a todos.
Trata-se de uma visão atual da situação africana feita por uma pessoa com uma tendência a imparcialidade, já que não se trata de um guia de viagens ou apenas um diário, mas antes a reflexão de alguém que retornou a um continente no qual já tinha vivido e que foi grande responsável pelo homem que é hoje. Tentado unir as pontas do homem que foi e do homem que é, da África que foi e da África que é hoje, Paul Theroux nos guia e nos convida a uma viagem longa, tortuosa, às vezes frustrante, às vezes triste, às vezes caótica, porém não menos bela unindo a satisfação de viajar e se conectar com o diferente tão igual que pode ser “o outro”.
O livro em questão não é mais um relato do clichê africano, da sua história de opressão e sofrimento, não coloca a África como vítima do mundo, mas antes é a opinião de alguém que tem a liberdade de fazer seus próprios julgamentos muitas vezes com base em diálogos com as diferentes pessoas com quem interage na sua grande viagem. É a visão acurada de um observador que após ler muitos autores e suas perspectivas sobre o que é e o que não é a África, não tem receio em fazer publica a sua opinião com base em sua vivência anterior na África como professor e como base no seu atual conhecimento.
Tão raro quanto uma estrela negra é se deparar com uma literatura tão vivida, tão tocante e tão convidativa quando a do Sr. Paul Theroux, que convida a embarcar nesse safári de homens e culturas, de povos e políticas, de costumes e modos de vida, de diferentes raças, coletando aqui e ali partes distintas para ajudara formar um pouco de sua visão sobre a África de forma atual, sem dúvida um guia em diversos aspectos muito importante para qualquer curioso acerca da temática.
Um safári por uma estrela negra é antes uma viagem a uma amálgama de culturas que Paul Theroux nos presenteou com seu relato.
Obs: fiz este mesmo comentário para o site da Livraria Cultura, mas não sei se vão publicar...é, quem sabe...
Ler O Safári da estrela negra, foi um presente que meu caiu, no colo. Inicialmente me encanei por sua bela foto de capa, posteriormente uma breve leitura me fez querer viajar com o senhor Theroux pelos confins da África, tal qual o mesmo fez saindo do Cairo no Egito em direção a cidade do Cabo na África do Sul, mostrando algo além do usual africano do senso-comum de savanas e animais exóticos.
Através das letras do Sr. Theroux podemos olhar por seus olhos as peculiaridades dos mais diversos povos, das diferentes culturas, conhecer as diferenças peculiares assim como as similaridades com a nossa realidade. Mostrando que mesmo povos nos locais mais remotos, com culturas diversas também debatem e tem as mesmas aflições comuns a todos.
Trata-se de uma visão atual da situação africana feita por uma pessoa com uma tendência a imparcialidade, já que não se trata de um guia de viagens ou apenas um diário, mas antes a reflexão de alguém que retornou a um continente no qual já tinha vivido e que foi grande responsável pelo homem que é hoje. Tentado unir as pontas do homem que foi e do homem que é, da África que foi e da África que é hoje, Paul Theroux nos guia e nos convida a uma viagem longa, tortuosa, às vezes frustrante, às vezes triste, às vezes caótica, porém não menos bela unindo a satisfação de viajar e se conectar com o diferente tão igual que pode ser “o outro”.
O livro em questão não é mais um relato do clichê africano, da sua história de opressão e sofrimento, não coloca a África como vítima do mundo, mas antes é a opinião de alguém que tem a liberdade de fazer seus próprios julgamentos muitas vezes com base em diálogos com as diferentes pessoas com quem interage na sua grande viagem. É a visão acurada de um observador que após ler muitos autores e suas perspectivas sobre o que é e o que não é a África, não tem receio em fazer publica a sua opinião com base em sua vivência anterior na África como professor e como base no seu atual conhecimento.
Tão raro quanto uma estrela negra é se deparar com uma literatura tão vivida, tão tocante e tão convidativa quando a do Sr. Paul Theroux, que convida a embarcar nesse safári de homens e culturas, de povos e políticas, de costumes e modos de vida, de diferentes raças, coletando aqui e ali partes distintas para ajudara formar um pouco de sua visão sobre a África de forma atual, sem dúvida um guia em diversos aspectos muito importante para qualquer curioso acerca da temática.
Um safári por uma estrela negra é antes uma viagem a uma amálgama de culturas que Paul Theroux nos presenteou com seu relato.
Obs: fiz este mesmo comentário para o site da Livraria Cultura, mas não sei se vão publicar...é, quem sabe...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Meu paradoxo mais do que preferido...
Em uma sala de aula numa cidade de interior...
"Professora, uma pergunta...?
Diga minha querida...
Professora Deus é poderoso?
É minha querida...
Professora, ele é muito poderoso?
É sim...
Professora, então Deus pode criar uma pedra que nem ele mesmo pode levantar?
É... bem... pode minha querida... Aliás não... espere um pouco ( a professora pensa, pensa, pensa...) É... bem ... ele pode sim... aliás não ....Bem, espere mais um pouco (e professora torna a pensar, e pensa, e pensa, e pensa...)"
As vezes as respostas mais complicadas são para as perguntas mais simples...
OBS: A aluna em questão tinha 4 anos de idade...
"Professora, uma pergunta...?
Diga minha querida...
Professora Deus é poderoso?
É minha querida...
Professora, ele é muito poderoso?
É sim...
Professora, então Deus pode criar uma pedra que nem ele mesmo pode levantar?
É... bem... pode minha querida... Aliás não... espere um pouco ( a professora pensa, pensa, pensa...) É... bem ... ele pode sim... aliás não ....Bem, espere mais um pouco (e professora torna a pensar, e pensa, e pensa, e pensa...)"
As vezes as respostas mais complicadas são para as perguntas mais simples...
OBS: A aluna em questão tinha 4 anos de idade...
Primeira divagação sem sentido...
Gostaria de fazer um primeiro texto com a profundidade que me acho imbuído, com a certeza que me acho em pessoa, com as verdades que me defendo, com as letras que trariam magnanimidade as palavras que me fariam um imortal... sonho de todo escritor.
Mas a simplicidade é minha pena (no caso teclado) e não sou muito mais do que um simples vivente, escrevente de mim e leitor do outros, a profundidade me passa longe, as certezas não moram em mim as verdades me escorregam pelos dedos e minhas letras nada mais são que apenas arranjos de conexões verbais e nominais...
Entre querer e ser existe uma ponte muitas vezes intransponível...
Dizem os otimistas que tudo nos é possível, mas a vida nos ensina que só nos é possível o que está em nosso caminho ou ao nosso alcance, as vezes não condiz sonho e realidade...
O sonho não é meu guia assim como não sou cético a ponto de ser niilista, mas antes sou alguém que tenta um equilíbrio entre ambos e maior parte do tempo me perco tentando me encontrar...
Esse primeiro texto é leso como os que assim se seguirão...
Bem espero ser menos infeliz nas minhas próximas divagações...
Mas a simplicidade é minha pena (no caso teclado) e não sou muito mais do que um simples vivente, escrevente de mim e leitor do outros, a profundidade me passa longe, as certezas não moram em mim as verdades me escorregam pelos dedos e minhas letras nada mais são que apenas arranjos de conexões verbais e nominais...
Entre querer e ser existe uma ponte muitas vezes intransponível...
Dizem os otimistas que tudo nos é possível, mas a vida nos ensina que só nos é possível o que está em nosso caminho ou ao nosso alcance, as vezes não condiz sonho e realidade...
O sonho não é meu guia assim como não sou cético a ponto de ser niilista, mas antes sou alguém que tenta um equilíbrio entre ambos e maior parte do tempo me perco tentando me encontrar...
Esse primeiro texto é leso como os que assim se seguirão...
Bem espero ser menos infeliz nas minhas próximas divagações...
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