“Contudo, no seu caso, e a bem da verdade, depois de analisar melhor a questão, sou forçada a concluir (pois as circunstâncias assim me levam) que nem sequer é o caso de covardia o que existe. É muito pior. É, assumida ou não, a simpatia e mesmo a identidade com os torturadores, a aceitação e mesmo a aprovação da tortura, a vontade de os proteger mesmo a custo de parecer covarde e desleal, por querer preservar a possibilidade, que lhe deve decerto ser muito cara e muito desejável, de a tortura poder voltar a existir, de ela poder ainda voltar a se repetir, e sempre dentro da mais completa e total impunidade, e sem uma única voz que se levante em protesto, sem ninguém a lhe dizer um só "basta!",”
“Porque você é a favor da tortura e dos torturadores, está do lado deles, você quer a tortura, você a apoia, e bate palmas para os torturadores.”
“Enganei-me. Mas não faz mal. Infelizmente ainda há muita gente como você. Há muita gente como Hitler, e o neo nazismo por vezes eclode e com toda a força na Alemanha e em outros lugares do planeta.”
Estes são três trechos que se referem a minha pessoa, ditos por uma grande amiga minha no ápice de sua decepção comigo.
Por um erro de interpretação fui colocado com o mais execrável que se possa ter em matéria de ser humano fui nivelado a um nazista e seu desprezo pela vida, fui colocado como um sádico conivente com a dor alheia, alguém que goza ao ver o sofrimento alheio...
Certamente nunca alguém foi tão fundo na tentativa de me magoar com palavras como minha querida amiga...
E ela só foi assim tão certeira oportuna e feliz em sua tentativa porque me atacou na minha área no âmago da História, me colocando ao lado de pessoas incrivelmente desprezíveis... E fez algo que só os amigos tem a habilidade... magoar. Só eles o podem fazer, conhecido nos importunam, inimigos nem os vemos, mas amigos quando querem tem o poder de fazer a devastação em nossos corações, porque quando estes disseminam o mal o fazem direto em nosso lado mais doce, já que é nele que elas moram.
O meu “coração” é endurecido por fora não é mais uma “esponja”, é mais como um parede e para trespassá-la não é fácil, para deixá-la, tão pouco, e a cada porrada suas paredes torna-se mais firmes, mais rijas e com menos espaço no interior...
Talvez um dia não haja mais espaço e de fato me torne o misantropo que temo me tornar, ou talvez um amigo mais do que especial tenha a força de alargar esse espaço mais ainda... não espero muito, aliás nada espero, apenas vivo, mas nem assim estou eximido dos revezes com os quais sou congratulado certas vezes...
Não sei se bem mereci minhas acusações, de meu ponto de vista são infundadas mas do ponto de vista do meu “agressor” são relevantes...
Deixo o tempo ser o cimento que há de fechar e causar uma forte cicatriz nesta ferimento que ainda sangra, mas que há de fechar como todos... o tempo é mais forte que qualquer sentimento e tem um poder que ainda não compreendo, apenas o sondo, mas já estou me habituando a ser seu fiel admirador... meu obrigado ao tempo.
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..."talvez um amigo mais do que especial tenha a força de alargar esse espaço mais ainda..."
ResponderExcluirSomos seres passiveis a erros,o que não diminui nossa responsabilidade quando magoamos pessoas que sabemos que somos nutridos e que nutrimos bons sentimentos.
Diria a esta pessoa dona de toda essa, conclusão e opinião, que, nunca vi alguém sentir tanto quando se refere aos menos favorecidos,nunca vi um jovem no ápice da vida deixar seu corpo refletir em problemas físicos incertezas e impotências de forma tão dada.
A pessoa que escreve estes textos tem vários defeitos, mas se tem uma coisa que ele tem pra dar, vender e emprestar é COMPAIXÃO, e por muitas vezes sofre por isso.
Imagino que mais uma vez não deve ter sido fácil digerir e aprender com mais essa, mas sei que certamente algo de muito bom e proveitoso saiu ou ainda saíra disso, afinal estamos em constante aprendizado.
Sem contar que certamente já tem trabalhadores na duplicação deste imenso coração aí!