segunda-feira, 31 de maio de 2010

muito foda isso...

Certa vez li que só se divide aquilo que temos em excesso. Não sei se li isso num livro de auto ajuda ou nos caminhos que tracei por muitos e muitos livros de religião, das mais diversas fontes... E de fato este argumento me é muito aprazível e compreensivo.
Mas e quando não se tem muito em excesso?
E quando o que temos não é excesso?
E quando o que temos não nos basta, não nos responde, quando não estamos completos, quando sentimos que estamos “furados” e quanto mais tentamos nos preencher mais as “verdades” escorrem e pouco se retém, e o pouco que se retém não se compreende...

Em resumo, hj é segunda e minha cabeça está assim... muito foda isso...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O texto que não deveria ganhar corpo... que não deveria ser escrito...

Não me orgulho de pensar assim, não me acho melhor, não me envaidece, não me alivia, não me são mais que palavras que pululam minha mente... mas prementes... sempre...
Engraçado... mesmo agora quando me predisponho a escrever, não acho as corretas palavras... como se fosse errado falar isso, deixar escrito...
Talvez algo ainda reste, e este algo, este quase nada me impede de fazer palavras de minhas idéias....
Medo?
Culpa?
De mim mesmo ?
Minhas leituras me levaram para este caminho, minha visão me levou a vários lugares, a reflexão, esta minha chaga, me tem ocupado muitos dos meus momentos de calar... Não sei como nasceu isso, talvez a forma de ver que não pude turvar com a beleza com que as pessoas vêem tudo... um olhar cético que me acompanha para qualquer horizonte que não me abandona...
É de fato uma merda isso...
Mas não encontro o entroncamento onde peguei o caminho errado...
Aliás até posso ver...
Mas será que quero???
Merda... não foi dessa vez que escrevi, mas... o farei...

terça-feira, 4 de maio de 2010

As escolhas...
São tantas e infindas, versáteis e caóticas...
Tantos caminhos,meandros e curvas...
Tantas vertentes que vertem em chuva...
E mostram não sem jeito...
O quanto rala o sujeito,
Tentando acertar o caminho perfeito...

Podre de triste essas rimas pobres, porém latentes num coração que pouco encherga o caminho que trilha, tortuoso e penumbroso sem facho de luz...
Mas hoje muito ciênte de apoios que tanto ajudam no caminho.

Ainda andando vou trilhar...
Este caminho velho;
que se faz novamente ao raiar,
E tento com meu pouco talento;
fazer o tempo andar mais devagar,
Para assim poder fazer...
ser e acontecer...
tudo aquilo que argumeta meu peito.

Deveras um lixo porém meu...

Queria nesses dias ser um budista....

De fato... de fato... de fato...afinal FATOS, momentos, instantes, de fato é disso que é feita a vida... Gostaria de ser generalizante proferidor de verdades, mas falo em meu nome apenas e digo que MINHA vida é feita de FATOS, MOMENTOS, INSTANTES...
Odeio este meu formato de vida de instantes, de inconstância, de caminhos que pouco controlo e quando os tento, muitas vezes me falta a força e a coragem para tal...
Queria nesses dias ser um budista, ser oriental, ser do outro lado e sondar a possibilidade do nirvana... É uma idéia anômala a tudo o que é ocidental, é anômalo a tudo o que vemos e vivemos... a idéia presente da anulação, da dissipação, da descaracterização da individualidade...
... ser como uma gota que dissolve no oceano, e não ser mais gota e ser o oceano e não ser mais um, ser todo e não ser ao mesmo tempo, experimentar a fusão com o mundo e não ser mais a si... abandonar-se, desistir de tudo o que me torna eu...
Sondo esta idéia como quem saboreia os últimos segundos de um sonho gostoso antes de despertar...