Hoje as palavras não são minhas amigas, escorrem por meus dedos como arreia que tento reter, junto com um pouco de mim que também escorre e se esvai pelo ralo de mim...
Ou nas palavras de Renato “vem de repente um anjo triste perto de mim” e me faz companhia, ouve o teclar de meus dedos, espreita por meu ombro para ver se falo dele. Só ele é meu companheiro, e talvez esteja triste e isso de alguma forma irradie para mim, vem como ondas e ondas e ondas e ondas. Me toma de surpresa leva meus pensamentos para o abismo de mim e deixa o peso se apossar de meu corpo me puxando para o chão, para a cama, para laconidade, me puxa para mim que sou tão meu que não sou mais de ninguém, nem de mim mesmo e é nesse tempo que me tenho saudade do mim que sorri e que agora tão distante vaga longe daqui...
Hj a noite anjo, somos só vc e eu, vc no seu silêncio eu no meu teclar, no meu vagar, no meu pesar... esta noite vai demorar a passar... Fico na companhia ensurdecedora do silêncio que me toma nesses momentos...
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... hj as palavras não são minhas amigas...
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um anjo..? eu acredito em anjos...
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