quinta-feira, 12 de abril de 2012

De volta para mim...

Olho meus livros, olho-os, e são tantos, tantas viagens, tantos caminhos, tanta cultura, e nem são tantos assim, mas quando olho-os acho-os muitos... e vendo-os, sabendo meus, sabendo lidos (ao menos a maioria), percebo, torno-me cônscio da inutilidade de tal esforço... ainda sou um tolo... Talvez entre os tolos o melhor deles... o que mais se destaca, o mais bobo... certamente e cada vez que olho para meus livros percebo o deboche que fazem de minha cara... Sua cultura não é minha, mas nas mãos de pessoas realmente habilidosas fazem um espetáculo... que nunca fiz... não me sei capaz de tal, não fiz capaz tal ato...

Escuto coisas, vem a meus ouvidos coisas de pessoas ingênuas, dizendo-me isso ou aquilo... Sei-me um bom enrolão, um rufião, um engodo, algo que deveria mas não foi... sei-me um enganador... a cultura zomba da minha cara, quando mais tento fazê-la meu par, mais se afasta apenas para me dizer de longe que jamais serei seu íntimo...

Mas pelo menos talvez eu seja um bom enrolão, um perfeito engodo... Hoje sinto-me tolo...

Talvez o tolo seja um feliz por não saber-se tolo... minha ansia de saber esbarra no real saber e na hora de me esconder minha tolice, esta é a única que se faz presente sem acordo, sem máscara, sem adjetivos...

“As pessoas não mudam...” vejo o espelho gritando-me minha frase na minha cara...

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