sábado, 11 de agosto de 2012
...quando...
Amores são para sempre, paixões são eternas, amizades para a vida inteira, e então entre o devaneio, no meio do sonho, com o doce ainda na boca... tudo acaba. Mas onde ficam o sempre, o eterno e o para sempre? Ficam esmagados sob algo que costumamos chamar de maturidade...Hoje entendo porque há o saudosismo da infância, de fato sempre, eterno e inteiro existem, num espaço de tempo expecífico que não transcentem o eterno, passam ilesos apenas por alguns anos da mais tenra infancia. Então não faça essa cara para mim quando eu te jogar o óbvio na cara, tudo acaba, mesmo eu e vc... a grande diferença reside numa palavra do mundo adulto ...quando ............................... .....................................................................................................................................................................................................................................................................
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
tô nem aí...
Hoje cheguei a conclusão de que palavras repetidas de fato não servem, porque você as usa, na imaginação de que não as usará novamente e usa, usa, usa indefinidamente num exercício cíclico que não tem fim... Acho que a teleologia é linda mas certos estavam os gregos, tudo é cíclico, da história as pessoas, com certas revoluções forma-se círculos concêntricos que nos formam mas nunca fora de nossa forma redonda e impenetrável... Peço demissão das palavras... esforço em vão levar o que acho aos outros.... pois agora que se fodam e aprendam com meu silêncio e se não quiserem fodam-se também, de fato, tô nem aí...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Novos ares...começando tudo novamente... ainda bem...
Menos um... ontem foi o ultimo dia de menos um stress na minha vida. Acabaram-se pessoas falsas, mau preparadas, encontros, sorrisos falsos, trabalho leso e sem sentido... Ontem caiu um saco de tijolos que estava amarrado em meus ombros. Foi importante como toda lembrança ruim o é. Uma vez para nunca mais. Mas essa uma vez sempre se reveste de diferenças.
Vida nova, novos locais, pessoas, sonhos e expectativas... novas possibilidades de experimentar o bom e o ruim, pelo menos são novos, há ainda a chance se ser algo bom... estava cansado de saber ter que viver o ruim...
Novos ares...começando tudo novamente... ainda bem...
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
... minha ultima amiga...
Engraçado como para mim escrever não vem dos dedos, se houver uma alma, minhas letras vem de lá. Só quando sinto o trepidar daquilo que não me é consciente é que transbordam por meus dedos letras confusas tentado a ordem entre o caos. Talvez assim se faça ordem, talvez assim se faça paz, talvez assim eu me cale novamente, talvez assim a voz de dentro não se ouça, e talvez seja um esforço totalmente inútil me sufocar tanto ao ponto de sentir o sufocar consciente daquilo que não deveria sentir.
Hoje vejo que quando você foi, quebrou-se o ultimo elo que me prendia ainda a doce-amarga infância, os sonhos, projeções, duvidas, inconstâncias tão peculiares a mais tenra infância, se foram no momento do adeus.
A vida adulta é tão diferente, tão estranha, tão mais áspera, tão mais rasa e seca.
Diferente daquilo que nos mostram quando somos pequenos, querendo logo ser grandes para desfrutar do sonho que infelizmente vira realidade.
Estranha, não se encontram mais os laços nobres que se aprendem na infância, não se é mais cortes, educado, ou mesmo amigo pelo simples fato de sê-lo, o é ou o somos quando nos interessa se não deixa-se estar fenecer, morrer.
Áspera, o tato não muda, endurece a sensibilidade que paulatinamente é treinada para tornar da pele um couro, dos pés cascos, e dos ombros suportes onde o mundo irá pesar sem pena, sem mágoa, sem final feliz porque todo final traz consigo o triste.
Rasa, as durezas da vida nos põe tão ríspidos que tomamos nosso eu e fazemos de uma imagem o nosso todo, e o todo se perde na imagem daquilo que se apresenta na superfície e passamos um dia por opção a ser rasos e depois o somos por obrigação porque esquecemos o caminho de dentro de nós e assim o caminho do outro.
Seca, com o tempo as alterações da vida nos colocam em caminhos onde a diluição de sensações nos chega como remédio para as dores de quem é muito sensível. É um caminho, não o melhor, porém um. Seca pois a adultecência vê tudo ir e ficar o oco, o desenho daquilo que um dia foi, o vão nas areias de mim, na saudade que repousa daquela que foi minha ultima amiga.
... minha ultima amiga.
Amanhã o sol nascerá e me dirá que a vida segue, agora adulta, e as alterações da vida se chocam com o paradoxo da estática mudez de um mundo que deixa de ser para não perder, perde por não viver, não vive para não sofrer e sofre porque não viveu.
A ultima lição... deixar... ser adulto... minha ultima amiga...
....“Um dia”....
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