terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Primeira divagação sem sentido...

Gostaria de fazer um primeiro texto com a profundidade que me acho imbuído, com a certeza que me acho em pessoa, com as verdades que me defendo, com as letras que trariam magnanimidade as palavras que me fariam um imortal... sonho de todo escritor.

Mas a simplicidade é minha pena (no caso teclado) e não sou muito mais do que um simples vivente, escrevente de mim e leitor do outros, a profundidade me passa longe, as certezas não moram em mim as verdades me escorregam pelos dedos e minhas letras nada mais são que apenas arranjos de conexões verbais e nominais...

Entre querer e ser existe uma ponte muitas vezes intransponível...

Dizem os otimistas que tudo nos é possível, mas a vida nos ensina que só nos é possível o que está em nosso caminho ou ao nosso alcance, as vezes não condiz sonho e realidade...

O sonho não é meu guia assim como não sou cético a ponto de ser niilista, mas antes sou alguém que tenta um equilíbrio entre ambos e maior parte do tempo me perco tentando me encontrar...

Esse primeiro texto é leso como os que assim se seguirão...

Bem espero ser menos infeliz nas minhas próximas divagações...

Um comentário:

  1. Exatamente por não ter a preocupação com a arte metódica, por tantos objetivada, que por ela tantos se artificializam (obviamente há os realmente talentosos incontestavelmente), é que seus pensamentos escritos são interessantes. Com uma construção baseada em críticas, seus textos tem um sentido reflexivo, tornando-os, sim, arte...a arte de contestar, de questionar, de construir (e/ou desconstruir) ideias e contextos. Quando vc fala em texto "leso", lembre-se que nos momentos de "leseira" é que mais estamos livres e agimos sem amarras (falo por experiência cotidiana própria! hehe).

    Eu sei que vc tem muito guardado ainda. Estarei esperando suas divagações noturnas...

    Sua seguidora nº1...na rede e na SUA rede. ;)

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