No lugar errado...
Pelo motivo errado...
Sendo "bom" de forma errada...
O "personágem" falhou...
O presente falhou...
O sorriso falhou...
A gentileza paga com porrada...
A outra face está roxa...
...
...
...
Agora é a minha vez...
Agora me serei... sem a máscara...
Agora é a minha vez...
Pancada paga com pancada...
Agora é a minha vez...
sexta-feira, 29 de abril de 2011
"Seja bem vindo"
Troco passos em vão procurando me estar;
Vago pelas dobras tentando esconder;
As palavras devem sair e causarem o mal-star;
E só assim me fazer entender.
Mas o entendimento é meu, apenas meu;
Sem amigos, colegas, gentes presentes;
São a face que espreita, pessoas nas ausentes.
Apenas sorrisos frouxos, abraços flácidos.
Sentimentos tão vazios quanto ácidos...
A espera para corroer o que ainda não se foi...
Minhas ultimas forças... apesar do caminho novo...
Minhas ultimas forças apesar de todo o esforço...
Sempre só...
Sempre caminhos...
Sempre só...
Sempre o engano...
Sempre procurando...
Sempre lutando...
Mas sempre só...
...
Vago pelas dobras tentando esconder;
As palavras devem sair e causarem o mal-star;
E só assim me fazer entender.
Mas o entendimento é meu, apenas meu;
Sem amigos, colegas, gentes presentes;
São a face que espreita, pessoas nas ausentes.
Apenas sorrisos frouxos, abraços flácidos.
Sentimentos tão vazios quanto ácidos...
A espera para corroer o que ainda não se foi...
Minhas ultimas forças... apesar do caminho novo...
Minhas ultimas forças apesar de todo o esforço...
Sempre só...
Sempre caminhos...
Sempre só...
Sempre o engano...
Sempre procurando...
Sempre lutando...
Mas sempre só...
...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
The Road

O que é a arte??
Recorrendo a manuais didáticos, as interpretações mais diversas são colocadas, dependendo de quem escreve, dependendo de que “arte”, dependendo de que recorte temporal, geográfico ou mesmo subjetivo.
Meu senso comum o define simplesmente como uma forma de expressão, um olhar singular, a recriação ou a criação de contextos sob os mais diversos pontos de vista. Arte é deixar sair, é comunicar, é a intenção de se fazer representar aquilo que corrompe a superfície do ego e rasga a pele do comum para mostrar o comum de forma incomum... Arte é uma forma de ler o mundo ou de escrever o mundo ou no mundo...
Mas porque esses pensamentos me ocorrem...
Só escrevo quando me sinto incomodado com algo, quando sinto que algo tira a minha estabilidade, sendo assim sou um escritor “desequilibrado” sempre que me faço a “pena”...
O que me pôs a “pena”, ou que tirou meu equilíbrio foi o fato de ter assistido dois filmes de ficção científica num mesmo dia...
Ambos são expressões de arte, a cinematográfica... ambos americanos... ambos feitos com a intenção de entreter o cidadão e fazer entrar dinheiro no bolso dos acionistas...
Minha intenção não é fazer uma comparação(já fazendo ) mas apenas notei como podemos ser tocados de diferentes formas de arte e sentirmos o vazio ou o fazer por fazer para ganhar dinheiro ou quando sentimos o premente cutucar que só uma boa obra de arte pode fazer...
Hoje fui tocado por um filme que na época de seu lançamento, 2009, não foi muito divulgado por aqui, a crítica não se estendeu muito sobre ele... e o assisti mais de chatice do que por qualquer coisa, pois é até um filme complicado de se achar numa boa qualidade na internet.
The Road, uma história pós-apocalitica, que mostra a pior face do ser humano contra ela mesma... É um filme que transita no território do “e se”. No caso do filme especificamente, “ e se a Guerra Fria de fato tivesse desencadeado uma guerra nuclear...” como seria a vida? O que restaria da Terra? O que restaria do ser humano? E o que é um ser que vive sem uma sociedade, mergulhado na barbárie da sobrevivência a qualquer custo? Onde fica o amor, respeito, carinho, fé ? Onde fica Deus neste caos?
É um filme denso... incomoda... é perturbador e mostra o “comum” sob um ponto de vista que acho que é o que deve ser o papel do arte... nos tirando do comum para ver o comum sob outros aspectos e assim refletirmos sobre nos mesmos enquanto pessoas, enquanto subjetivos, enquanto irmãos de jornada, enquanto cidadãos do mundo...
É a nossa vez e o que fizermos com nosso presente será o nosso legado...
Perturbador e necessário assim como entendo que a arte deva ser...
terça-feira, 19 de abril de 2011
A luta mais difícil é aquela que não ocorre

O soco não dado...
O grito que ficou preso...
A lágrima que não foi derramada...
E o ódio reteso...
A dor que ficou trancada...
No coração de paredes laceradas...
Teima em vazar pelos lados...
Da arquitetura por deus preparada...
O que foi, não é mais...
Mas aqui ainda reside...
O grito de dor lacinante...
Que não saiu e está triste...
E me invade e me toma...
E me leva e retorna...
E me cria uma redoma
De agonia dor e lama...
Lutar é preciso, cada dia que levanto...
Mas o peso é presente...
Mesmo quando tento o canto...
A voz sai rouca e desmedida...
Lenta e doída...
Mesmo assim ainda tento...
Mesmo abrindo-me a ferida...
Cada vaso, cada treva...
Cada canto, cada célula...
Cada jeito, cada canto...
Cada momento, cada tanto...
Mesmo assim é fraco o meu canto...
E meu sofrimento é deveras...
A dor real que se tem de uma luta perante as trevas...
Que a dor me tome, e faça de mim sua morada...
Deixo-te como recado um pouco de minha amanda...
Da qual nada mais há se não um pouco de pensamento...
Que vai com tempo nas minhas asas enamoradas...
Escrevo porque desisto...
Desisto porque canso...
Canso porque chaga...
Chaga sem o canto...
Canto sem o dono...
Dono sem mais nem o pranto...
Canso simplesmente porque canso...
(Texto feito a muito, muito tempo, tanto que o tempo se esqueceu de tudo das letras significados e substância ... Esquecido dos porões eletronicos... achado muito por acaso, mas que não perdeu sua beleza com o tempo...)
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