Pessoas Medíocres nos são importantes tanto quando pessoas admiráveis...
Elas são o paralelo... a injunção que não cola....
Os paradoxos que andam juntas...
Saímos de um e encontramos o outro... entre uma pessoa e outra, entre uma aula e outra, entre um bate papo e outro...
Um Medíocre é alguém que tem que ressaltar todo o tempo o quando ele “é”, seja lá o que for... o Admirável não tem essa pretensão, ele pouco se importa com status, com como as pessoas o vêem, ele gosta de ser aceito, como todos, gosta de ser ouvido, mas além de tudo reconhece a sua simplicidade, pois bebeu da simples verdade que tira o chão de qualquer ser humano no caminho da intelectualidade, quando aprendemos uma coisa, tomamos a noção das milhares de outras que não poderemos apreender...
O Admirável reconhece-se como pouco, não por humildade, mas por constatação...
O Medíocre reconhece o muito que é e tem títulos que ostenta por merecimento...
É fácil reconhecer um Admirável... ele é alguém que quando fala, sentimos um “desequilíbrio na força”, sentimos fontes novas de conhecimento, sentimos que nele há muito que se aprender, e ele muitas vezes nem se dá conta que é como um imã sem que faça nenhuma força, ser Admirável é atrair sem querer...
É fácil reconhecer um Medíocre... ele está sempre sorrindo, ele é simpático, ele a tudo responde, ele tudo sabe, apesar de ninguém lhe perguntar nada, ele formula suas próprias perguntas e arrota as respostas. Um Medíocre é o outro pólo do imã, é um repelente, é desagradável orbitar em sua volta, ele também cria um “desequilíbrio na força”, mas apenas para sabermos que não é ali que queremos estar.
Em suma o Medíocre é uma parte que colocamos num todo para fazermos em nossa mente tudo o que não queremos ser...
Já os admiráveis são todos em cada um que admiramos por nossa vida e daríamos tudo para sermos de longe parecidos com eles...
PS: coloquei neste texto Medíocre e Admirável com letras maiúsculas porque representam duas pessoas que fizeram parte da minha vida esse ano. Para cada um tenho um diferente rosto.
Um deles coloco no meu personagem oposto a tudo o que não quero ser, o outro coloco no meu panteão de admirados símbolos de tudo o que quero crescer...
Mas a ambos meu obrigado
domingo, 27 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Desvanece aos poucos, mas ainda lembro o espectro do que ficou tatuado....
Desvanece aos poucos, mas ainda lembro o espectro do que ficou tatuado....
É noite, estávamos saindo do trabalho, conversando, percebi seus olhares insinuantes. É verdade que sempre rolou um flerte, mas uma coisa indefinida que nunca ficou muito claro para mim, até aquela noite achava que era coisa da minha cabeça...
Saímos do trabalho conversando, caminhando para fora vários assuntos vem a baila, mas seu conteúdo pouco importa para mim, movo meus lábios em argumentos que pouco me importam, o que conta para mim é estar ali olhando para ela. Seu jeito de andar, a forma como move os cabelos, o desenho da boca, a forma como fala, o volume dos seios por baixo da roupa de executiva, aliás todo o seu volume, curvas, caminhos vastos num corpo que de longe e a muito namoro com os olhos.
Sinto por ela uma paixão que faz remexer tudo em meu corpo, mas ela não sabe, pelo menos achava eu.
Na saída tomamos juntos uma condução para uma confraternização, não me lembro se um taxi, não me lembro se carros de amigos, não me lembro o que conversávamos, apenas o desejo se fazia presente em meu peito que forte pulsava. Aliás eu não sei nem como estava conseguindo conversar tamanha a emoção daquela noite.
Da confraternização pouco lembro, não poderia produzir uma linha se quer de nada que se passou. Lembro apenas que bebi, aliás, bebemos. E já do lado de fora ela vem para o meu lado e roça em meu corpo e sussurra em meus ouvidos “quero fazer sexo hoje”.... Aquilo bate direto em meu coração que agora não mais pulsa, mas martela tudo o que há em mim ao ponto das pernas não mais obedecerem, ao ponto de perder a firmeza quando ela se curva e me beija. É como fogo que ao encostar em mim escorrega para dentro do meu corpo inflamando tudo o que eu sou. Estou apaixonado. Doentemente apaixonado e só agora me dou conta. Seu beijo leva um tempo infindo. Não me lembro de tê-la abraçado, lembro da sensação violenta de voar, de sair de mim e ser ela e ser eu, e me perder no fogo que fazia a chama arder com uma intensidade que em minha vida inteira não tinha sentido.
E mais uma vez após separar-se de minha boca, roçando seu corpo voluptuoso e convidativo no meu convida “quero fazer sexo... agora”. Como podem palavras serem precursores de orgasmos, mas me lembrando agora era mais ou menos isso que eu conseguia pensar.
Ela diz “tem um motel aqui ao lado”, e me puxa pela mão e me leva, eu não ando eu flutuo e não acredito que em pouco tempo aquele corpo vai estar ao alcance das minhas mãos, da minha boca, me regalo no ante-gozo do prazer ao simples pensamento enquanto ela me puxa.
Ao saímos para rua, ela está deserta. Andamos a passos rápidos. Ao lado ela vê um prédio se dirige para ele. Não é um motel. Ao andarmos passamos por alguns meninos de rua. Chegando mais próximos ao prédio, vemos que não são meninos, mas rapazes, eles nos importunam, pedem, dizemos que não temos nada, eles nos seguem. Entramos no prédio pelas escadas da frente. Não há porteiros, não há ninguém na madrugada, não há ninguém lá embaixo, está tudo fechado. Os rapazes nos seguem. Rápido tento forçar a porta antes que cheguem. Não consigo. Minha colega se desespera ao ver que eles possuem facas e sorriem para ela. A intencionalidade deles está no ar. Era a mesma que a minha, mas sem o consentimento da minha colega.
Eles vão para o lado dela, nesse momento forço mais a porta e consigo entrar no prédio, ela me segue, eles nos seguem. Corremos... subimos... ninguém para nos ajudar, o pânico começa e me tomar apenas por imaginar o que poderiam fazer com ela.
Na correria desabalada entramos em um dos apartamentos e lá reside um senhor. Eles entram, quebram ameaçam perturbam, puxam a faca, um deles pelo menos. Minha colega chora e se esconde somos todos desespero.
Olho para a faca erguida que vem em minha direção e olho para o rapaz que empunha, sinto nele medo, também o sinto, mas ainda o sinto mas nele. Ele é franzino. Lutamos, corpo a corpo, tomo-lhe a faca, corto-o com sua própria arma, ele grita, os outros fogem.
Sinto alívio...
Olho para minha colega, levo-a para a varanda e embalo seu choro, limpo suas lágrimas e digo que nunca deixaria que nada lhe acontecesse....
Mas...
Mas este estado de paz dura pouco, porque um pouco depois surge na porta... ele... o irmão daquele que eu tinha esfaqueado e que se esvai em sangue na cozinha.
Ele é a maldade em pessoa, ele exala ruindade, ela extravasa seus olhos e me fura, e me corta, tenho pânico só de olhar para ele. Careca, olhos fundos vestido de regata preta, empunha uma faca e decididamente entra lentamente no apartamento para vingar os seu irmão.
A minha única reação nesse momento e abandonar minha colega na varanda e andar de costa para a cozinha com um medo que nunca senti em toda a minha vida. Ele vai entrando cada vez mais e eu recuando até que ele cruza comigo e se dirige ao dono da casa. Neste momento eu estou do lado de fora do apartamento segurando a maçaneta da porta da área de serviço enquanto escuto o que julgo ser o dono gritando de pânico “NÂÂÂÂÂÂÂÂOOOOO!!!!!!”. É um barulho ensurdecedor. Neste momento sei que ele está sendo brutalemente esfaqueado. Meu medo cresce e faz com que eu feche cada vez mais aporta da área de serviço, comigo lá fora.
Me isolo lá fora com medo que ele venha se livrar de mim e sofrendo a culpa por não poder fazer nada quando quanto a minha colega, minha paixão, que isolei lá dentro junto com o monstro, mas que a falta de coragem me impede de resgatá-la. Sofro de medo e culpa e nesse momento minha força se concentra na minha mão em impedir que a porta se abra e ele me ache. Sou engolfado pela escuridão das escadas que estão atrás de mim imerso na minha dor que não pode ser gritada e sim obrigatoriamente suprimida.
Começo a suar e o mundo a minha volta esquenta... abro os olhos e tudo está negro... minha mão está firme, mas tudo está negro, estou suando muito, sinto minha respiração pela primeira vez naquela noite, meu coração disparando... e o negro começa a tomar a forma do meu quarto... demoro a perceber que tudo fora um sonho... passo uns dez minutos com os olhos arregalados sentindo a sensação de medo, de pânico, até que meu consciente assume e comando e diz que tudo não passou de uma fantasia.
Me levanto são 3:36 da madrugada, tomo água, ando, ligo a televisão, assisto o fim de um filme velho. Aos poucos volto ao meu estado normal. Depois de meia hora volto para cama e durmo novamente sem sonhos desta vez...
Ao acordar de manhã me dou conta de tudo o que se passou e percebo que meu consciente assume de vez o controle. Me dei conta do mal com que tive contato. Um mal demasiado humano e presente, que me fez abandonar o que para mim era um símbolo de desejo e paixão e assim me mostrar o quanto sou pequeno e fraco ante a uma sensação de medo que meu subconsciente compreende. E nos momentos em que meu consciente baixa muito a guarda, essa lembrança ganha corpo e encontra um caminho para se mostrar.
Não sei de fato, e agora é o meu lado consciente que está escrevendo, se fui muito exposto a maldades nesse nível ... talvez haja um bloqueio que me impeça de lembrar. Mas certamente o meu inconsciente sabe o que é isso, com toda a sua simbologia de significados.
Outros podem até dizer que meu sonho não passa de uma alegoria parabólica do mundo em que vivemos e no qual bebemos da violência...
Mas...
Acho que qualquer pessoa sabe que o sentimento de ser expectador de violência é um e ser vítima impotente é outra. E neste caso meu subconsciente teima em me dizer que eu conheço o segundo tipo, por mais que eu não faça essa ponte com o concreto ou o real consciente.
Enfim foi uma noite difícil, esse não foi o primeiro e certamente não será o último.
É noite, estávamos saindo do trabalho, conversando, percebi seus olhares insinuantes. É verdade que sempre rolou um flerte, mas uma coisa indefinida que nunca ficou muito claro para mim, até aquela noite achava que era coisa da minha cabeça...
Saímos do trabalho conversando, caminhando para fora vários assuntos vem a baila, mas seu conteúdo pouco importa para mim, movo meus lábios em argumentos que pouco me importam, o que conta para mim é estar ali olhando para ela. Seu jeito de andar, a forma como move os cabelos, o desenho da boca, a forma como fala, o volume dos seios por baixo da roupa de executiva, aliás todo o seu volume, curvas, caminhos vastos num corpo que de longe e a muito namoro com os olhos.
Sinto por ela uma paixão que faz remexer tudo em meu corpo, mas ela não sabe, pelo menos achava eu.
Na saída tomamos juntos uma condução para uma confraternização, não me lembro se um taxi, não me lembro se carros de amigos, não me lembro o que conversávamos, apenas o desejo se fazia presente em meu peito que forte pulsava. Aliás eu não sei nem como estava conseguindo conversar tamanha a emoção daquela noite.
Da confraternização pouco lembro, não poderia produzir uma linha se quer de nada que se passou. Lembro apenas que bebi, aliás, bebemos. E já do lado de fora ela vem para o meu lado e roça em meu corpo e sussurra em meus ouvidos “quero fazer sexo hoje”.... Aquilo bate direto em meu coração que agora não mais pulsa, mas martela tudo o que há em mim ao ponto das pernas não mais obedecerem, ao ponto de perder a firmeza quando ela se curva e me beija. É como fogo que ao encostar em mim escorrega para dentro do meu corpo inflamando tudo o que eu sou. Estou apaixonado. Doentemente apaixonado e só agora me dou conta. Seu beijo leva um tempo infindo. Não me lembro de tê-la abraçado, lembro da sensação violenta de voar, de sair de mim e ser ela e ser eu, e me perder no fogo que fazia a chama arder com uma intensidade que em minha vida inteira não tinha sentido.
E mais uma vez após separar-se de minha boca, roçando seu corpo voluptuoso e convidativo no meu convida “quero fazer sexo... agora”. Como podem palavras serem precursores de orgasmos, mas me lembrando agora era mais ou menos isso que eu conseguia pensar.
Ela diz “tem um motel aqui ao lado”, e me puxa pela mão e me leva, eu não ando eu flutuo e não acredito que em pouco tempo aquele corpo vai estar ao alcance das minhas mãos, da minha boca, me regalo no ante-gozo do prazer ao simples pensamento enquanto ela me puxa.
Ao saímos para rua, ela está deserta. Andamos a passos rápidos. Ao lado ela vê um prédio se dirige para ele. Não é um motel. Ao andarmos passamos por alguns meninos de rua. Chegando mais próximos ao prédio, vemos que não são meninos, mas rapazes, eles nos importunam, pedem, dizemos que não temos nada, eles nos seguem. Entramos no prédio pelas escadas da frente. Não há porteiros, não há ninguém na madrugada, não há ninguém lá embaixo, está tudo fechado. Os rapazes nos seguem. Rápido tento forçar a porta antes que cheguem. Não consigo. Minha colega se desespera ao ver que eles possuem facas e sorriem para ela. A intencionalidade deles está no ar. Era a mesma que a minha, mas sem o consentimento da minha colega.
Eles vão para o lado dela, nesse momento forço mais a porta e consigo entrar no prédio, ela me segue, eles nos seguem. Corremos... subimos... ninguém para nos ajudar, o pânico começa e me tomar apenas por imaginar o que poderiam fazer com ela.
Na correria desabalada entramos em um dos apartamentos e lá reside um senhor. Eles entram, quebram ameaçam perturbam, puxam a faca, um deles pelo menos. Minha colega chora e se esconde somos todos desespero.
Olho para a faca erguida que vem em minha direção e olho para o rapaz que empunha, sinto nele medo, também o sinto, mas ainda o sinto mas nele. Ele é franzino. Lutamos, corpo a corpo, tomo-lhe a faca, corto-o com sua própria arma, ele grita, os outros fogem.
Sinto alívio...
Olho para minha colega, levo-a para a varanda e embalo seu choro, limpo suas lágrimas e digo que nunca deixaria que nada lhe acontecesse....
Mas...
Mas este estado de paz dura pouco, porque um pouco depois surge na porta... ele... o irmão daquele que eu tinha esfaqueado e que se esvai em sangue na cozinha.
Ele é a maldade em pessoa, ele exala ruindade, ela extravasa seus olhos e me fura, e me corta, tenho pânico só de olhar para ele. Careca, olhos fundos vestido de regata preta, empunha uma faca e decididamente entra lentamente no apartamento para vingar os seu irmão.
A minha única reação nesse momento e abandonar minha colega na varanda e andar de costa para a cozinha com um medo que nunca senti em toda a minha vida. Ele vai entrando cada vez mais e eu recuando até que ele cruza comigo e se dirige ao dono da casa. Neste momento eu estou do lado de fora do apartamento segurando a maçaneta da porta da área de serviço enquanto escuto o que julgo ser o dono gritando de pânico “NÂÂÂÂÂÂÂÂOOOOO!!!!!!”. É um barulho ensurdecedor. Neste momento sei que ele está sendo brutalemente esfaqueado. Meu medo cresce e faz com que eu feche cada vez mais aporta da área de serviço, comigo lá fora.
Me isolo lá fora com medo que ele venha se livrar de mim e sofrendo a culpa por não poder fazer nada quando quanto a minha colega, minha paixão, que isolei lá dentro junto com o monstro, mas que a falta de coragem me impede de resgatá-la. Sofro de medo e culpa e nesse momento minha força se concentra na minha mão em impedir que a porta se abra e ele me ache. Sou engolfado pela escuridão das escadas que estão atrás de mim imerso na minha dor que não pode ser gritada e sim obrigatoriamente suprimida.
Começo a suar e o mundo a minha volta esquenta... abro os olhos e tudo está negro... minha mão está firme, mas tudo está negro, estou suando muito, sinto minha respiração pela primeira vez naquela noite, meu coração disparando... e o negro começa a tomar a forma do meu quarto... demoro a perceber que tudo fora um sonho... passo uns dez minutos com os olhos arregalados sentindo a sensação de medo, de pânico, até que meu consciente assume e comando e diz que tudo não passou de uma fantasia.
Me levanto são 3:36 da madrugada, tomo água, ando, ligo a televisão, assisto o fim de um filme velho. Aos poucos volto ao meu estado normal. Depois de meia hora volto para cama e durmo novamente sem sonhos desta vez...
Ao acordar de manhã me dou conta de tudo o que se passou e percebo que meu consciente assume de vez o controle. Me dei conta do mal com que tive contato. Um mal demasiado humano e presente, que me fez abandonar o que para mim era um símbolo de desejo e paixão e assim me mostrar o quanto sou pequeno e fraco ante a uma sensação de medo que meu subconsciente compreende. E nos momentos em que meu consciente baixa muito a guarda, essa lembrança ganha corpo e encontra um caminho para se mostrar.
Não sei de fato, e agora é o meu lado consciente que está escrevendo, se fui muito exposto a maldades nesse nível ... talvez haja um bloqueio que me impeça de lembrar. Mas certamente o meu inconsciente sabe o que é isso, com toda a sua simbologia de significados.
Outros podem até dizer que meu sonho não passa de uma alegoria parabólica do mundo em que vivemos e no qual bebemos da violência...
Mas...
Acho que qualquer pessoa sabe que o sentimento de ser expectador de violência é um e ser vítima impotente é outra. E neste caso meu subconsciente teima em me dizer que eu conheço o segundo tipo, por mais que eu não faça essa ponte com o concreto ou o real consciente.
Enfim foi uma noite difícil, esse não foi o primeiro e certamente não será o último.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Dia dos namorados...
Dia dos namorados chegando... tempo de elaborar as estratégias de (re)conquista.
Tempo dos clichês, vinho, flores, motel, velas, entradas, conversas,“eu te amo”, “te quero”, te prometo...”, “te...”, “te...”, e por aí vai...
Somos neste dia desta forma por uma imposição social, cultural, midiática.
Enfim artificial, previsível, sem expectativas que não sejam as óbvias.
E neste caso sigo a corrente pois como integrante da massa, tenho que me fazer como tal e entro no mundo dos clichês...
Mas muito mais aprazível acho é o inesperado... O presente surpresa, a declaração de graça, quando você cria o “seu dia dos namorados” e você celebra, algo que vc acha importante e não o que o mundo grita dizendo o que você deve achar importante.
Não que eu seja contra o ritual, ou os rituais clichês que envolvem o mundo da sexualidade, mas... o improviso, os sofás alheios, os suspiros roubados, as horas contadas, o corpo desperto, a pressão daquele momento que “não pode, podendo”, a mão que não deveria ficar, a roupa que deveria, o cabelo que não poderia ser assanhado e o amarrotado da roupa descoberto segundo após “o crime”, essa emoção dia comercial nenhum é capaz de proporcionar...
Seria até um bom discurso, mas vou ter que comprar presente de qualquer forma... aiai...
Tempo dos clichês, vinho, flores, motel, velas, entradas, conversas,“eu te amo”, “te quero”, te prometo...”, “te...”, “te...”, e por aí vai...
Somos neste dia desta forma por uma imposição social, cultural, midiática.
Enfim artificial, previsível, sem expectativas que não sejam as óbvias.
E neste caso sigo a corrente pois como integrante da massa, tenho que me fazer como tal e entro no mundo dos clichês...
Mas muito mais aprazível acho é o inesperado... O presente surpresa, a declaração de graça, quando você cria o “seu dia dos namorados” e você celebra, algo que vc acha importante e não o que o mundo grita dizendo o que você deve achar importante.
Não que eu seja contra o ritual, ou os rituais clichês que envolvem o mundo da sexualidade, mas... o improviso, os sofás alheios, os suspiros roubados, as horas contadas, o corpo desperto, a pressão daquele momento que “não pode, podendo”, a mão que não deveria ficar, a roupa que deveria, o cabelo que não poderia ser assanhado e o amarrotado da roupa descoberto segundo após “o crime”, essa emoção dia comercial nenhum é capaz de proporcionar...
Seria até um bom discurso, mas vou ter que comprar presente de qualquer forma... aiai...
segunda-feira, 7 de junho de 2010
“caldinho de peixe podre?”
Chegando a Livraria Cultura....
Andando desde o Cinema São Luiz, atravessando a ponte (sei lá que nome) admirando os prédios, a Faculdade Maurício de Nassau com seu “mimetizante” tom róseo-violeta, a sujeira, os livros no chão, os cheiros, as flores, pessoas, pessoas, pessoas, sábado de manhã, os livros do sebo, “Não, não tem esse”, “Não, não tenho galego”, “Pow, vendi semana passada”, passos, pessoas, prédios, sujeira, ando, ando, ando, mais uma ponte... cheio de mar??? Cadê o cheiro de mar??
Cheiro de peixe, morto, muito forte, penso “são vendedores, eles sempre colocam suas bancas aqui”. Mas está muito forte o cheiro e não há bancas.
Cruzo a ponte, espuma no rio??? Não olho e vejo ... peixes, dezenas, centenas, milhares, manchas brancas vagando pelas ondas. Cheiro forte que se desprende de suas carnes pútridas... Toda a ponte rescende a peixe morto.
Todos os peixes são iguais, percebo, não há espécies diferentes, apenas uma. São pequenos brancos, e navegam juntos ao sabor fétido das correntes.
Escuto atrás de mim um diálogo
- “Meu Deus, isso é por causa da poluição?”
- “Não sei.”
- É sim, essas fábricas despejam seu lixo no rio e os peixes morrem.”
Me afasto tenho pressa....
Na Cultura ando, ando, ando, escolho, incomodo, e exerço o meu liseu e não compro nada...
Na saída pelo Shopping Paço Alfândega me dou com uma recepção de lançamento de uma revista e apreciação de alguns quadros...
Recepção... alguns garçons interpretam que minha roupa desleixada é proposital e não caso da minha pouca importância para isto e sou servido... caldinho de peixe... bom... muito bom...
Saio...
Atravessando a ponte novamente escuto outro diálogo...
- "E esse monte de peixe?"
- "Há, isso é esse pessoal que pesca para vender, e como não vende tudo, joga o que sobra no mar."
- "Mas isso tudo?"
- "É."
- "As vezes eles não vendem bem, o gelo acaba, fica podre."
Confesso, faz mais sentido, são todos os peixes iguais.... me identifico mais com essa história...
Não pude reprimir o riso ao final da ponte ... “caldinho de peixe podre?”
Mas...
Podre são as pessoas que fodem com a natureza desta forma?
Podre são os peixes na sua fedentina?
Podre é o pássaro que vi levar o peixe para seu ninho, provavelmente alimentar seus filhotes com peixe podre?
Podre sou eu a me comer em um lugar no qual não fui convidado?
Ou podre estava o caldinho que tomei...
Porra mas estava bom...
Porém sublimemente podre esta este texto... minha única certeza...
Andando desde o Cinema São Luiz, atravessando a ponte (sei lá que nome) admirando os prédios, a Faculdade Maurício de Nassau com seu “mimetizante” tom róseo-violeta, a sujeira, os livros no chão, os cheiros, as flores, pessoas, pessoas, pessoas, sábado de manhã, os livros do sebo, “Não, não tem esse”, “Não, não tenho galego”, “Pow, vendi semana passada”, passos, pessoas, prédios, sujeira, ando, ando, ando, mais uma ponte... cheio de mar??? Cadê o cheiro de mar??
Cheiro de peixe, morto, muito forte, penso “são vendedores, eles sempre colocam suas bancas aqui”. Mas está muito forte o cheiro e não há bancas.
Cruzo a ponte, espuma no rio??? Não olho e vejo ... peixes, dezenas, centenas, milhares, manchas brancas vagando pelas ondas. Cheiro forte que se desprende de suas carnes pútridas... Toda a ponte rescende a peixe morto.
Todos os peixes são iguais, percebo, não há espécies diferentes, apenas uma. São pequenos brancos, e navegam juntos ao sabor fétido das correntes.
Escuto atrás de mim um diálogo
- “Meu Deus, isso é por causa da poluição?”
- “Não sei.”
- É sim, essas fábricas despejam seu lixo no rio e os peixes morrem.”
Me afasto tenho pressa....
Na Cultura ando, ando, ando, escolho, incomodo, e exerço o meu liseu e não compro nada...
Na saída pelo Shopping Paço Alfândega me dou com uma recepção de lançamento de uma revista e apreciação de alguns quadros...
Recepção... alguns garçons interpretam que minha roupa desleixada é proposital e não caso da minha pouca importância para isto e sou servido... caldinho de peixe... bom... muito bom...
Saio...
Atravessando a ponte novamente escuto outro diálogo...
- "E esse monte de peixe?"
- "Há, isso é esse pessoal que pesca para vender, e como não vende tudo, joga o que sobra no mar."
- "Mas isso tudo?"
- "É."
- "As vezes eles não vendem bem, o gelo acaba, fica podre."
Confesso, faz mais sentido, são todos os peixes iguais.... me identifico mais com essa história...
Não pude reprimir o riso ao final da ponte ... “caldinho de peixe podre?”
Mas...
Podre são as pessoas que fodem com a natureza desta forma?
Podre são os peixes na sua fedentina?
Podre é o pássaro que vi levar o peixe para seu ninho, provavelmente alimentar seus filhotes com peixe podre?
Podre sou eu a me comer em um lugar no qual não fui convidado?
Ou podre estava o caldinho que tomei...
Porra mas estava bom...
Porém sublimemente podre esta este texto... minha única certeza...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Fantasiado de mendigo
Se um dia alguém me pergunta-se qual a cena mais bizarra que já presenciei, eu responderia que foi algo simples, que provavelmente passaria despercebido a muitas pessoas, mas para mim foi bizarro.
Um dia, não lembro bem quando, também não lembro bem porque, estava eu numa manhã de carnaval a no calçadão de Boa Viagem esperando só alguém ou algum grupo de amigos que ia chegar, enfim não lembro o motivo. Mas lembro da sensação de estar cedo a olhar para a bela manhã de céu azul, cheiro de mar, os trabalhares colocando suas cadeiras, o dia desabrochando. O sol já presente, mas apenas mostrando seus belos traços e não ainda seu calor abrasador. Por traz de mim, belos prédios de apartamentos caros que todos os dias tem este belo cenário para despertar, suntuosas fachadas, carros importados estacionados na rua, pessoas caminhando nesta bela manhã de carnaval.
E então meu olho parou num entulho, um monte de lixo que estava embaixo do banco que separa a areia do calçadão. Certamente que este lixo destoava da beleza natural do lugar e da limpeza que estava o calçadão naquele dia. Mas bem deixei pra lá...
De uma das ruas saiu uma troça de carnaval e muitas pessoas que já estavam a todo gás muito cedo naquela manhã.
Eu não sou um folião de forma alguma, mas acho bonito ver passar as pessoas com aquela felicidade pelo fato de estarem ali na algazarra. Me aproximei da entrada da rua para melhor ver a troça.
Quando eu estava me aproximando é que notei que aquele entulho de lixo era nada menos que um senhor agarrado a um saco, provavelmente com suas posses, tão sujo quanto ele dormindo embaixo do banco. E minha visão ficou presa naquele senhor aparentemente com idade avançada, não se via seus cabelos, estava com uma espécie de gorro, dormindo, desligado do mundo. O belo mundo a sua volta e ele ali destoando de toda a cena dormindo.
Fiquei olhando para o senhor por muito tempo até que o mesmo acordou por causa do barulho da troça que passou ao seu lado, o rosto desorientado, e logo para meu espanto ele começou mesmo sentado a se sacudir no ritmo...
Ficou de pé e começou a se mexer de acordo com as batidas da música e seguiu acompanhando a troça, esquecido da sua sujeira, esquecido da fome, esquecido do sono, naquele momento ele era mais um folião, naquele momento estava fantasiado de mendigo, e o grupo acolheu seu novo integrante, e seguiram cantando e dançando sem se dar conta da loucura que estavam imersos todos.
Eles foram e em mim ficou a lembrança e os olhos marejados por aquele senhor que mesmo ciente de sua situação naquele momento se deixou levar e brincou, e foi mais um e fez parte, e se tornou parte de uma sociedade que o coloca a margem. Brincando ele se colocou em sociedade mesmo que por alguns minutos, mesmo que por alguns momentos, penso seu, sua dor ficou ali comigo e com ele só havia alegria...
Uma alegria que nunca compreendi...
E acho que jamais compreenderei...
Um dia, não lembro bem quando, também não lembro bem porque, estava eu numa manhã de carnaval a no calçadão de Boa Viagem esperando só alguém ou algum grupo de amigos que ia chegar, enfim não lembro o motivo. Mas lembro da sensação de estar cedo a olhar para a bela manhã de céu azul, cheiro de mar, os trabalhares colocando suas cadeiras, o dia desabrochando. O sol já presente, mas apenas mostrando seus belos traços e não ainda seu calor abrasador. Por traz de mim, belos prédios de apartamentos caros que todos os dias tem este belo cenário para despertar, suntuosas fachadas, carros importados estacionados na rua, pessoas caminhando nesta bela manhã de carnaval.
E então meu olho parou num entulho, um monte de lixo que estava embaixo do banco que separa a areia do calçadão. Certamente que este lixo destoava da beleza natural do lugar e da limpeza que estava o calçadão naquele dia. Mas bem deixei pra lá...
De uma das ruas saiu uma troça de carnaval e muitas pessoas que já estavam a todo gás muito cedo naquela manhã.
Eu não sou um folião de forma alguma, mas acho bonito ver passar as pessoas com aquela felicidade pelo fato de estarem ali na algazarra. Me aproximei da entrada da rua para melhor ver a troça.
Quando eu estava me aproximando é que notei que aquele entulho de lixo era nada menos que um senhor agarrado a um saco, provavelmente com suas posses, tão sujo quanto ele dormindo embaixo do banco. E minha visão ficou presa naquele senhor aparentemente com idade avançada, não se via seus cabelos, estava com uma espécie de gorro, dormindo, desligado do mundo. O belo mundo a sua volta e ele ali destoando de toda a cena dormindo.
Fiquei olhando para o senhor por muito tempo até que o mesmo acordou por causa do barulho da troça que passou ao seu lado, o rosto desorientado, e logo para meu espanto ele começou mesmo sentado a se sacudir no ritmo...
Ficou de pé e começou a se mexer de acordo com as batidas da música e seguiu acompanhando a troça, esquecido da sua sujeira, esquecido da fome, esquecido do sono, naquele momento ele era mais um folião, naquele momento estava fantasiado de mendigo, e o grupo acolheu seu novo integrante, e seguiram cantando e dançando sem se dar conta da loucura que estavam imersos todos.
Eles foram e em mim ficou a lembrança e os olhos marejados por aquele senhor que mesmo ciente de sua situação naquele momento se deixou levar e brincou, e foi mais um e fez parte, e se tornou parte de uma sociedade que o coloca a margem. Brincando ele se colocou em sociedade mesmo que por alguns minutos, mesmo que por alguns momentos, penso seu, sua dor ficou ali comigo e com ele só havia alegria...
Uma alegria que nunca compreendi...
E acho que jamais compreenderei...
O Mundo, sorriso, dor, infância...
Há uma frase que permeia minha cabeça a muito tempo e toda uma emoção atrelada a esta frase... Não é nada demais, nem inovador, não é de vanguarda nem nada do tipo, ela apenas ronda...
“O mundo sorri através do sorriso de uma criança”
Confesso... é bobo, óbvio, e não tem nada demais...
Mas acho interessante como as pessoas em geral se sentem bem ao ver uma criança sorrindo, naquele momento, onde a inocência ainda se faz presente, naquele fugaz momento em que não há ironia, em que de fato se sorri com a verdade do rosto e não com a condicionante do dia-a-dia, é inevitável nãos sentir também um prazer incrível com aquela manifestação de felicidade tão pura e verdadeira.
Me regalo cada vez que vejo, não sei se é assim com todo mundo, mas as pessoas do meu mundo pelo menos a mim parecem também embarcar nesta viagem de prazer que o outro nos proporciona.
Porém....quando vejo isto e prazer em mim passa, lembro da outra face, das crianças sérias que não sorriem, daqueles que muito jovens experimentam cargas que adultos não suportariam. A inocência que muitas vezes é utilizada por outros como fonte de poder ou de prazer.
E então lembro de outra
“O mundo morre a cada lágrima derramada por uma criança”
E de fato essa é uma frase que muito me incomoda e muito me diz, cada vez que vejo uma criança de rua cujo pai não pôde dar-lhe o suficiente para que este cresça bem, ou aquele que pede com olhos tristes, ou as muitas histórias de abusos sexuais que leio e vejo que estas crianças tem que suportar de pessoas perturbadas que usam de seus corpos como bem entendem. Só elas sabem o que pode ser uma experiência assim.
A fome que turva seus olhares;
A decepção com um pai que se aproveita sexualmente dela;
A dor nos olhos de quem sofre na pele a violência doméstica;
O medo de escolas que não oferecem segurança para seus alunos;
As cenas bizarras de fome beirando a insensatez em fotos de garotos e garotas africanas;
As fortes cenas de guerra com crianças vítimas de governos genocidas que pouco se importam com suas jovens vidas;
O sofrimento infantil não reconhece classe, cor, etnia, é algo presente em todos os extratos numa fase tão plena da vida que muitas vezes é tolhida por não ser condizente com a realidade em que se vive...
“O mundo sorri através do sorriso de uma criança”
Porém...
“O mundo morre a cada lágrima derramada por uma criança”
Não, não sei porque escrevi isso hj... mas o fiz...
“O mundo sorri através do sorriso de uma criança”
Confesso... é bobo, óbvio, e não tem nada demais...
Mas acho interessante como as pessoas em geral se sentem bem ao ver uma criança sorrindo, naquele momento, onde a inocência ainda se faz presente, naquele fugaz momento em que não há ironia, em que de fato se sorri com a verdade do rosto e não com a condicionante do dia-a-dia, é inevitável nãos sentir também um prazer incrível com aquela manifestação de felicidade tão pura e verdadeira.
Me regalo cada vez que vejo, não sei se é assim com todo mundo, mas as pessoas do meu mundo pelo menos a mim parecem também embarcar nesta viagem de prazer que o outro nos proporciona.
Porém....quando vejo isto e prazer em mim passa, lembro da outra face, das crianças sérias que não sorriem, daqueles que muito jovens experimentam cargas que adultos não suportariam. A inocência que muitas vezes é utilizada por outros como fonte de poder ou de prazer.
E então lembro de outra
“O mundo morre a cada lágrima derramada por uma criança”
E de fato essa é uma frase que muito me incomoda e muito me diz, cada vez que vejo uma criança de rua cujo pai não pôde dar-lhe o suficiente para que este cresça bem, ou aquele que pede com olhos tristes, ou as muitas histórias de abusos sexuais que leio e vejo que estas crianças tem que suportar de pessoas perturbadas que usam de seus corpos como bem entendem. Só elas sabem o que pode ser uma experiência assim.
A fome que turva seus olhares;
A decepção com um pai que se aproveita sexualmente dela;
A dor nos olhos de quem sofre na pele a violência doméstica;
O medo de escolas que não oferecem segurança para seus alunos;
As cenas bizarras de fome beirando a insensatez em fotos de garotos e garotas africanas;
As fortes cenas de guerra com crianças vítimas de governos genocidas que pouco se importam com suas jovens vidas;
O sofrimento infantil não reconhece classe, cor, etnia, é algo presente em todos os extratos numa fase tão plena da vida que muitas vezes é tolhida por não ser condizente com a realidade em que se vive...
“O mundo sorri através do sorriso de uma criança”
Porém...
“O mundo morre a cada lágrima derramada por uma criança”
Não, não sei porque escrevi isso hj... mas o fiz...
terça-feira, 1 de junho de 2010
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
Certamente o leitor neste momento se pergunta, “que porra de texto é esse que não diz nada?”. É, de fato ele nada diz, oq eu não quer dizer que ele não tenha tido sentido antes... Está confuso???
Bem o que chamo de “divagação do nada” é o que ocorre quando estamos muito compenetrados explicando algo que nos tirou do eixo, nos impressionou, aliás ME impressionou, e no esforço explicativo de me fazer entender, uso de todos os meus recursos vocais e expressivos para fazer o outro entender o que para mim foi tão impressionante, ( isso desde uma reflexão simples, a algo que eu tenha passado )... E quando você olha para o outro e o porra do outro está com o olhar loooooooooonge, e no máximo faz “hummm”.
Porra eu fico muito puto e olha que a cada dia exponho menos isso... E a cada dia fico mais ciente de que as minhas opiniões não são porra nenhuma mesmo... Calo nestes momentos... A cada dia Calo mais....
Se ao invés de uma longa história expressiva se eu tivesse repetido 18 vezes a frase “A divagação do nada, o discurso do vazio.....” e tivesse me calado, tenho a ligeira impressão que ouviria um “hummm”...
Caralho, muito foda isso....
Calo... cada dia mais... E daí o mundo ta nem aí .... FODA-SE !!!!!
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
Certamente o leitor neste momento se pergunta, “que porra de texto é esse que não diz nada?”. É, de fato ele nada diz, oq eu não quer dizer que ele não tenha tido sentido antes... Está confuso???
Bem o que chamo de “divagação do nada” é o que ocorre quando estamos muito compenetrados explicando algo que nos tirou do eixo, nos impressionou, aliás ME impressionou, e no esforço explicativo de me fazer entender, uso de todos os meus recursos vocais e expressivos para fazer o outro entender o que para mim foi tão impressionante, ( isso desde uma reflexão simples, a algo que eu tenha passado )... E quando você olha para o outro e o porra do outro está com o olhar loooooooooonge, e no máximo faz “hummm”.
Porra eu fico muito puto e olha que a cada dia exponho menos isso... E a cada dia fico mais ciente de que as minhas opiniões não são porra nenhuma mesmo... Calo nestes momentos... A cada dia Calo mais....
Se ao invés de uma longa história expressiva se eu tivesse repetido 18 vezes a frase “A divagação do nada, o discurso do vazio.....” e tivesse me calado, tenho a ligeira impressão que ouviria um “hummm”...
Caralho, muito foda isso....
Calo... cada dia mais... E daí o mundo ta nem aí .... FODA-SE !!!!!
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