O que eu acho do amor...
Nunca escrevi nada neste blog sobre o que eu acho do amor. Esta será a primeira vez, não sei se a ultima, até porque o que acho do amor é algo muito simples de e raso... Toda a profundidade do que acho cabe numa frase....
Amar é simples ... é só amar...
Mas acho que é aí que reside toda a complicação... porque com as pessoas nada é apenas por ser... tudo é:
porque tem que ser/
porque sempre foi assim/
porque aprendi assim/
porque meus pais disseram assim/
porque nos filmes é assim/
porque nos livros é assim/
porque aprendi com meus amigos (as) assim/
porque a vida é assim /
porque assim é a sociedade na qual vivo /
porque é assim na minha religião/
porque ... porque ... porque ... porque nos inventamos tudo, reescrevemos tudo até o amar e nisso esquecemos o que nascemos sabendo...
Que amar é como respirar /
amar é como ver /
é como sentir /
é como estar /
amar é simplesmente amar.
Nos sabemos amando apenas porque sabemos, não há lógica ou cultura ou construção, apenas amamos é simples... Mas só se desprendendo de tudo o que passamos a vida toda “aprendendo” ou melhor é só desaprendendo tudo o que sabemos é que “reaprendemos” a amar com a profundidade da simplicidade que só este sentimento permite.
Sei que o amor é um laço que nos prende, nos prende não porque queremos, mas porque os outros querem... os outros nos dão seus ”laços“ e fazemos deles extensões de nós e fazemos pontes, e fazemos nós que ficam fortes ou fracos dependendo do quão sentimos... amamos porque amamos e isso foge a “lógica” como muitas coisas, hoje vejo... Laços que fazem do outro nós mesmos, sua dor, sua alegria, seu sucesso e sua queda são os nossos... amizade, paixão, ódio, repúdio...variantes do sentimento que conecta todos os seres humanos e a isso damos o nome de amor.
Apesar de ter conjugado no plural ... este é o sentimento como entendo no meu singular... é assim que “desaprendi”... e quando o amor é formado por uma energia positiva, é a força mais avassaladora que se pode sentir e por ela movemos o mundo, mesmo que não saiamos do canto... movendo mundos que são os nossos.
É o que eu acho do amor...
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Mensagem de uma ex-aluna... motivos que ainda me fazem gostar destra profissão...
Acabando o ano né Fernando Barcellos?Soa até estranho n te chamar de Ferd's,Ferdinho,Ferdito...Pois é,não haverão mais segundas com aulas descontraídas,e como explicar que uma aluna de saúde seja tão assídua às aulas de história? Só mesmo quem é aluno de Ferd's sabe o motivo.O primeiro professor que me fez assistir uma aula de antiguidade e ainda achar divertido,acho que pq nunca haviam me contado as entrelinhas da história,as "fofocas".Modesto,tu sempre falas que é um mero professor,que ainda tem muito a aprender,coisa e tal.Eu tenho que dizer que discordo completamente,muito pelo contrário,acho até que há muitos professores com muito mais bagagem que deveriam aprender contigo.Para mim,perguntas nunca foram necessárias,objetividade,clareza,destreza ao escolher como passar um assunto para adolescentes dispersos e conseguir prender-lhes a atenção são seu ponto forte.Durante esse ano eu vi pessoas que começaram a gostar de história por tua culpa! Não há como assistir a uma aula e não se envolver,não querer se aprofundar,uma das poucas aulas onde dificilmente haviam conversas paralelas.Admiro-o não só como professor,mas como pessoa,por ser tão autêntico,pela sua índole,personalidade,posso dizer Ferdinho,que me tornei sua amiga.
Não poderia deixar de lhe agradecer por todo esse ano,por sua plena dedicação a todos os alunos em troca apenas da satisfação de compartilhar todo seu conhecimento,por toda sua paciência,sua disponibilidade,pelas conversas hilárias,por acreditar em mim e nunca deixar que eu me subestimasse,por ter sido o melhor e mais inusitado professor que já tive,sem dúvida alguma,eu amadureci.
E ano que vem,se Deus quiser,quando eu estiver nas minhas aulas de anatomia estudando todos aqueles ossos,eu vou sempre lembrar com nostalgia da frase mais repetida durante todo esse ano:"Tempo bom que não volta mais".
:)
Depoimento da ex-aluna Lays... Postado dia 15 de dezembro de 2011
Não poderia deixar de lhe agradecer por todo esse ano,por sua plena dedicação a todos os alunos em troca apenas da satisfação de compartilhar todo seu conhecimento,por toda sua paciência,sua disponibilidade,pelas conversas hilárias,por acreditar em mim e nunca deixar que eu me subestimasse,por ter sido o melhor e mais inusitado professor que já tive,sem dúvida alguma,eu amadureci.
E ano que vem,se Deus quiser,quando eu estiver nas minhas aulas de anatomia estudando todos aqueles ossos,eu vou sempre lembrar com nostalgia da frase mais repetida durante todo esse ano:"Tempo bom que não volta mais".
:)
Depoimento da ex-aluna Lays... Postado dia 15 de dezembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
ficcção...
As vezes escuto, “mas porque você lê isso”, um certo desmerecimento pelo fato do gosto pela ficcção...
Então ponho-me a pensar... se as verdades podem cambiar para mentiras, em certo sentido podem virar a invenção de alguém, o ponto de vista de quem vê cambiado em verdade. Quando numa leitura de ficcção, sei que aquilo é puramente a criação de alguém que não se propõem verdade além das páginas na qual se encerra a narrativa. Sendo assim uma mentira que reside na verdade de quem cria. Em oposição a mentira embasada de verdade dependendo de quem vê...
Será mesmo tão longe a barreira entre a ficcção e as verdades?
Engraçado é viver num mundo onde a verdade residia no fato de que a Terra estava parada no universo e a ficcção residia na cabeça louca que fazia o homem navegar as 20 mil léguas submarinas...
Ou mesmo a verdade estava no fato de que o mundo tinha cantos, limites, que o mar se acabava e o fim do mundo estava depois dos mares e a ficcção residia na mitologia de Ícaro, onde só em histórias o homem podia voar tal qual um pássaro...
Gostaria de ver como a maioria... cada coisa em seu lugar, mas acabo vendo que verdade, ficção ou mentira, não é uma questão de razão ou lógica, mas de tempo e lugar de enunciação... e neste momento confundo um com outro...
... ou simplesmente a verdade é que sou idiota...
Então ponho-me a pensar... se as verdades podem cambiar para mentiras, em certo sentido podem virar a invenção de alguém, o ponto de vista de quem vê cambiado em verdade. Quando numa leitura de ficcção, sei que aquilo é puramente a criação de alguém que não se propõem verdade além das páginas na qual se encerra a narrativa. Sendo assim uma mentira que reside na verdade de quem cria. Em oposição a mentira embasada de verdade dependendo de quem vê...
Será mesmo tão longe a barreira entre a ficcção e as verdades?
Engraçado é viver num mundo onde a verdade residia no fato de que a Terra estava parada no universo e a ficcção residia na cabeça louca que fazia o homem navegar as 20 mil léguas submarinas...
Ou mesmo a verdade estava no fato de que o mundo tinha cantos, limites, que o mar se acabava e o fim do mundo estava depois dos mares e a ficcção residia na mitologia de Ícaro, onde só em histórias o homem podia voar tal qual um pássaro...
Gostaria de ver como a maioria... cada coisa em seu lugar, mas acabo vendo que verdade, ficção ou mentira, não é uma questão de razão ou lógica, mas de tempo e lugar de enunciação... e neste momento confundo um com outro...
... ou simplesmente a verdade é que sou idiota...
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Meu tempo e seu tempo...
Meu tempo...
Me divido entre trabalhos, ou estando neles, ou planejando eles. Me faço muitos, quando leio, pois leio por interesse, por curiosidade, por estudo, por vaidade, por conhecimento e por planejamento; assim livros são diversos um pouco de cada e poucos são os que termino ultimamente. Quando estou em casa, computador me atualizando, baixando, pesquisando, tirando duvidas ou apenas jogando conversa fora. Meu braço sempre tem um relógio para me manter no ritmo, meu celular sempre perto para me acordar e lembrar de meus compromissos. Minha cabeça é um mar que pouco navega em calmarias, sempre longe divagando, planejando, especulando, lembrando, reaprendendo. Meu tempo urge e passa rápido. Dias passam e quando olho a semana já foi o mês, o ano. Daqui a pouco já é natal... Espera mas isso não foi há dois meses? Não já faz quase um ano.
Seu tempo...
Se divide entre acordar e dormir, entre marcar jogos em cartões de loteria, em ler cabeçalhos de jornal quando consegue achar seus óculos.
A marcação do tempo,se faz nas horas em que os remédios em ordem devem ser tomados... o rádio se faz ouvir em toda parte; um triste chiado que reflete o tempo em excesso que passa como areia por um buraco muito apertado.
O arrastar dos chinelos marcam o ritmo lento, do caminho interminável até o banheiro. O banho é lento e a boa vontade tem que ajudar para a barba e o cabelo fazer...
O sonho vaga para sua casa longe... para sua esposa longe... para sua ex-vida longe... assim meditando o tempo se alonga e no espaço de uma semana passa um mês.
O olhar curioso, a mente arguta, presos num corpo cujo tempo cobra seu pedágio, a cada passo, a cada palavra a cada tempo...
Uma vida de esperar...
Como podem tempos tão diferentes dialogarem num espaço que nunca antes existiu ?
Inevitavelmente se chocam, lutam, e como toda contenda, acham o equilíbrio onde há sempre perdas e ganhos...
Meu tempo aprendeu a contemplar o passar do tempo em silêncio ao seu lado...
Meu tempo, aprendeu a esperar seu tempo numa conversa, a esperar sua resposta...
Meu tempo aprendeu a contemplar a beleza que reside na velhice, que não é nada menos que o elo que traçamos com algo que esquecemos em prol de nossa arrogância... sempre dependemos do outro se não hoje, ontem e provavelmente amanhã...
Seu tempo aprendeu a ser mais independente...
Seu tempo aprendeu a ser mais leve...
Seu tempo aprendeu a sorrir onde antes só havia dor...
Seu tempo deixou se infectar pela juventude e seu natural desleixo pelas coisas simples, tirando o peso daquilo que não deve pesar...
Sei que são apenas palavras a esmo... tolas... rasas... medíocres... mas precisavam sair...
Acima de tudo sei que seu sorriso enrugado, careca e com poucos dentes conecta nossos tempos e na troca de olhos entramos na mesma frequência, nos entendemos e fazemos o que tem que ser feito no tempo que precisar seja ele lento ou longo...
Infelizmente eu sei que vou sentir falta disso...
Me divido entre trabalhos, ou estando neles, ou planejando eles. Me faço muitos, quando leio, pois leio por interesse, por curiosidade, por estudo, por vaidade, por conhecimento e por planejamento; assim livros são diversos um pouco de cada e poucos são os que termino ultimamente. Quando estou em casa, computador me atualizando, baixando, pesquisando, tirando duvidas ou apenas jogando conversa fora. Meu braço sempre tem um relógio para me manter no ritmo, meu celular sempre perto para me acordar e lembrar de meus compromissos. Minha cabeça é um mar que pouco navega em calmarias, sempre longe divagando, planejando, especulando, lembrando, reaprendendo. Meu tempo urge e passa rápido. Dias passam e quando olho a semana já foi o mês, o ano. Daqui a pouco já é natal... Espera mas isso não foi há dois meses? Não já faz quase um ano.
Seu tempo...
Se divide entre acordar e dormir, entre marcar jogos em cartões de loteria, em ler cabeçalhos de jornal quando consegue achar seus óculos.
A marcação do tempo,se faz nas horas em que os remédios em ordem devem ser tomados... o rádio se faz ouvir em toda parte; um triste chiado que reflete o tempo em excesso que passa como areia por um buraco muito apertado.
O arrastar dos chinelos marcam o ritmo lento, do caminho interminável até o banheiro. O banho é lento e a boa vontade tem que ajudar para a barba e o cabelo fazer...
O sonho vaga para sua casa longe... para sua esposa longe... para sua ex-vida longe... assim meditando o tempo se alonga e no espaço de uma semana passa um mês.
O olhar curioso, a mente arguta, presos num corpo cujo tempo cobra seu pedágio, a cada passo, a cada palavra a cada tempo...
Uma vida de esperar...
Como podem tempos tão diferentes dialogarem num espaço que nunca antes existiu ?
Inevitavelmente se chocam, lutam, e como toda contenda, acham o equilíbrio onde há sempre perdas e ganhos...
Meu tempo aprendeu a contemplar o passar do tempo em silêncio ao seu lado...
Meu tempo, aprendeu a esperar seu tempo numa conversa, a esperar sua resposta...
Meu tempo aprendeu a contemplar a beleza que reside na velhice, que não é nada menos que o elo que traçamos com algo que esquecemos em prol de nossa arrogância... sempre dependemos do outro se não hoje, ontem e provavelmente amanhã...
Seu tempo aprendeu a ser mais independente...
Seu tempo aprendeu a ser mais leve...
Seu tempo aprendeu a sorrir onde antes só havia dor...
Seu tempo deixou se infectar pela juventude e seu natural desleixo pelas coisas simples, tirando o peso daquilo que não deve pesar...
Sei que são apenas palavras a esmo... tolas... rasas... medíocres... mas precisavam sair...
Acima de tudo sei que seu sorriso enrugado, careca e com poucos dentes conecta nossos tempos e na troca de olhos entramos na mesma frequência, nos entendemos e fazemos o que tem que ser feito no tempo que precisar seja ele lento ou longo...
Infelizmente eu sei que vou sentir falta disso...
sábado, 15 de outubro de 2011
O causo matuto de Maomé
"Esse é um velhinho, produzido na universidade, mas que precisava estar aqui... é longo, mas como toda história, interessante..."
Minha história é muito grande;
e dela conto só um pedaço.
E não me peça mais que isso;
pois sou velho e logo me bate o cansaço.
Tem muié nessa conversa;
vou logo dizendo.
Começo então pela minha senhora;
E sua história vou trazendo.
Khadija era uma senhora;
cheia de formosura.
Além de rica, era desenrolada;
virada em diabrura.
Já eu era um beduíno fei;
que nem uma mula.
Mas a esperteza era minha amiga;
e me ajudava no comércio.
Caba macho que nem eu;
não tinha nenhum exército;
Andava nas lonjura dos deserto;
debaixo de sol e areia.
Fazendo comércio, trocando produto;
até que a vida me presenteia.
Minha fama crescia como bom trabalhador.
Viajado e experiente, não negava expediente.
A senhora se chegô, contratou o serviço.
Axemita que era, não deixei pra ninguém;
conversa vai, conversa vêm;
terminou sendo ela;
a primeira do meu harém.
Patente não tinha;
dinheiro tão pouco.
Mas casado com Khadija;
tratei de viajar um pouco.
Aplicando sua riqueza;
no meu conhecimento.
Levei chuva, tomei vento;
conheci turmas, tribos e templos.
E prosiando um pouco lá e um pouco cá;
conheci credos e crenças por exemplo.
Com 40 anos eu estava quando ele apareceu.
Era alto, bonito e brilhava mais que um camafeu.
Olhou pra mim de cima a baixo;
medindo cada um de meus passo.
E como um rei ordenou-me recitar.
O corpo sacudiu, a boca tremeu e os verso saiu.
Fui contar a todos a novidade,
uma missão nova eu tinha.
Levar a fé, prosperidade e conhecimento.
Alguns taxaram –me logo de doido,
mas muito ouviram meu argumento.
Quando afirmei que só Allah,
era o rei do firmamento.
Sei que fiz a coisa certa,
Mas não calculei o ribuliço.
Só porque eu dizia que a coisa toda tava errada;
onde já se viu fé em um monte de deus omisso.
Pois o pau comeu no comeu no centro,
Facada, grito, dor e lamento.
Fugi de Meca debaixo de pau e vento.
Chegando em Yatreb,
comecei eu o tormento.
Invadi a Caaaba, destruí todo o templo;
e disse alto para todos ouvirem:
“Que Allá é o cara, e eu o represento”.
De Medina fiz minha casa,
e do monoteísmo meu argumento.
As pessoas simples logo se aproxegaram,
pois o corão era para elas um acalento.
Já os mais rico e poderoso,
num gostaro da minha reza.
Trataro logo de impatá;
butando terra com muita pressa.
Para uns levei a palavra;
e um pouco de convencimento.
Pros que me dero trabalho;
levei a espada e deles só escutei o lamento.
O Islã ganhou o mundo,
e virou modo de vida.
E mesmo após a minha morte,
não deixou de ser querida.
Se espaiô feito rastro de poiva;
conquistando povos e gentes sem medida.
Na África lutou;
Na Ásia conquistou;
Na Europa morou;
E na França so não entrou,
porque Carlos Martel
Caba macho que era;
O expansionismo segurou.
Num renego nada do que fiz.
Em muitos aspectos;
fui até muito feliz.
Conheci, cresci e aprendi.
Lutei e amei.
E muito me arrependi
das coisas erradas que fiz.
E das vezes que me perdi.
Meu único tormento,
que me leva a este lamento.
É saber que mesmo depois de tanto tempo;
ainda há sofrimento sem acalento
E que as guerras ainda são
uma constante infelizmente.
E tão cedo não vejo o fim
deste conflito intermitente.
Que tanto maltrata a alma humana,
e enfraquece o coração da gente.
Minha história é muito grande;
e dela conto só um pedaço.
E não me peça mais que isso;
pois sou velho e logo me bate o cansaço.
Tem muié nessa conversa;
vou logo dizendo.
Começo então pela minha senhora;
E sua história vou trazendo.
Khadija era uma senhora;
cheia de formosura.
Além de rica, era desenrolada;
virada em diabrura.
Já eu era um beduíno fei;
que nem uma mula.
Mas a esperteza era minha amiga;
e me ajudava no comércio.
Caba macho que nem eu;
não tinha nenhum exército;
Andava nas lonjura dos deserto;
debaixo de sol e areia.
Fazendo comércio, trocando produto;
até que a vida me presenteia.
Minha fama crescia como bom trabalhador.
Viajado e experiente, não negava expediente.
A senhora se chegô, contratou o serviço.
Axemita que era, não deixei pra ninguém;
conversa vai, conversa vêm;
terminou sendo ela;
a primeira do meu harém.
Patente não tinha;
dinheiro tão pouco.
Mas casado com Khadija;
tratei de viajar um pouco.
Aplicando sua riqueza;
no meu conhecimento.
Levei chuva, tomei vento;
conheci turmas, tribos e templos.
E prosiando um pouco lá e um pouco cá;
conheci credos e crenças por exemplo.
Com 40 anos eu estava quando ele apareceu.
Era alto, bonito e brilhava mais que um camafeu.
Olhou pra mim de cima a baixo;
medindo cada um de meus passo.
E como um rei ordenou-me recitar.
O corpo sacudiu, a boca tremeu e os verso saiu.
Fui contar a todos a novidade,
uma missão nova eu tinha.
Levar a fé, prosperidade e conhecimento.
Alguns taxaram –me logo de doido,
mas muito ouviram meu argumento.
Quando afirmei que só Allah,
era o rei do firmamento.
Sei que fiz a coisa certa,
Mas não calculei o ribuliço.
Só porque eu dizia que a coisa toda tava errada;
onde já se viu fé em um monte de deus omisso.
Pois o pau comeu no comeu no centro,
Facada, grito, dor e lamento.
Fugi de Meca debaixo de pau e vento.
Chegando em Yatreb,
comecei eu o tormento.
Invadi a Caaaba, destruí todo o templo;
e disse alto para todos ouvirem:
“Que Allá é o cara, e eu o represento”.
De Medina fiz minha casa,
e do monoteísmo meu argumento.
As pessoas simples logo se aproxegaram,
pois o corão era para elas um acalento.
Já os mais rico e poderoso,
num gostaro da minha reza.
Trataro logo de impatá;
butando terra com muita pressa.
Para uns levei a palavra;
e um pouco de convencimento.
Pros que me dero trabalho;
levei a espada e deles só escutei o lamento.
O Islã ganhou o mundo,
e virou modo de vida.
E mesmo após a minha morte,
não deixou de ser querida.
Se espaiô feito rastro de poiva;
conquistando povos e gentes sem medida.
Na África lutou;
Na Ásia conquistou;
Na Europa morou;
E na França so não entrou,
porque Carlos Martel
Caba macho que era;
O expansionismo segurou.
Num renego nada do que fiz.
Em muitos aspectos;
fui até muito feliz.
Conheci, cresci e aprendi.
Lutei e amei.
E muito me arrependi
das coisas erradas que fiz.
E das vezes que me perdi.
Meu único tormento,
que me leva a este lamento.
É saber que mesmo depois de tanto tempo;
ainda há sofrimento sem acalento
E que as guerras ainda são
uma constante infelizmente.
E tão cedo não vejo o fim
deste conflito intermitente.
Que tanto maltrata a alma humana,
e enfraquece o coração da gente.
Pré-Lúdico-2011
Palvras soltas, perdidas no ar...
É assim que quero ser, assim me quero estar...
Longe longe no vagar...
Quero na lembrança repousar...
Do pouco que fui, no aluno continuar...
É isso que sou, é isso que somos,
Pequenos intervalos, entre o tocar e o sair...
É isso que sou, é isso que somos,
Falas controlalas do intento de atrair...
É isso que sou, é isso que somos,
Sou o tempo em palavras estimulando o agir...
É isso que sou é isso que somos,
Um adeus no fim do ano, no antever de um sorriso conseguir.
Minha meta é a sua,
Sua luta é a minha
Minha luta é com rima,
E sua meta uma rinha
Dos sorrisos, assuntos e falas...
Das brincadeiras trelas e zunidos...
Dos assuntos que davam sono na sala...
É disso que lembro, é isso que levo comigo...
Vencer é a meta
Lutar é o destino
Ser aluno é eterno
Neste caminho de espinho...
Mas, se assim sou e me mantenho...
Assim crio, assim ordeno...
Sejam alunos de suas metas
E líderes de seu destino...
Foi isso que ensinei,
História foi apenas um caminho.
É assim que quero ser, assim me quero estar...
Longe longe no vagar...
Quero na lembrança repousar...
Do pouco que fui, no aluno continuar...
É isso que sou, é isso que somos,
Pequenos intervalos, entre o tocar e o sair...
É isso que sou, é isso que somos,
Falas controlalas do intento de atrair...
É isso que sou, é isso que somos,
Sou o tempo em palavras estimulando o agir...
É isso que sou é isso que somos,
Um adeus no fim do ano, no antever de um sorriso conseguir.
Minha meta é a sua,
Sua luta é a minha
Minha luta é com rima,
E sua meta uma rinha
Dos sorrisos, assuntos e falas...
Das brincadeiras trelas e zunidos...
Dos assuntos que davam sono na sala...
É disso que lembro, é isso que levo comigo...
Vencer é a meta
Lutar é o destino
Ser aluno é eterno
Neste caminho de espinho...
Mas, se assim sou e me mantenho...
Assim crio, assim ordeno...
Sejam alunos de suas metas
E líderes de seu destino...
Foi isso que ensinei,
História foi apenas um caminho.
domingo, 14 de agosto de 2011
De fato estou diferente...
Recentemente ouvi a seguinte frase “você está diferente, não está parecendo aquela pessoa que eu conheci...” De fato, tenho que concordar.
O fogo ainda crepita em mim, a chama que me consome quando vejo algo que não concordo, ou quando escuto algo que julgo errado. Mas de fato não é mais como era, a impulsividade está dando lugar a outra coisa, uma versão analítica, observadora, um olhar do outro que me toma e me faz ver com a perspectiva alheia... Desta forma o fogo agora é baixo, uma chama azul, que morneia meus atos, minhas atitudes, e o repensar constante das consequências.
As dores do mundo ainda são minhas dores, menos vis ao meu corpo, mais violentas a minha possível alma.
De fato estou diferente...
Recentemente ouvi a seguinte frase “uma criança muito pequena nos conecta com uma outra parte de nós, que parecia não existir ou estava adormecida, acabamos revivendo-nos sendo crianças estando com elas...”algo do tipo. De fato tenho que concordar.
Uma pequena criança sob nossos cuidados, sua fragilidsade em nossos braços, sua curiosidade sob nossos olhares, e somos também participantes de cada uma de suas descobertas, as coisas simples como andar, tocar, experimentar, pegar, rir, vestir, banhar, tudo ganha um novo sentido, por mais velhos que sejam nossos padrões e costumes. Os filhos não são uma tentativa de perpetuação da espécie, filhos são uma perpetuação de nos mesmos enquanto nós... Quando tudo passa a não ter mais graça, ela volta sob os olhares dos novos e os novos alheios são os nossos e nossa vida segue com um novo colorido.
De fato estou diferente...
Recentemente ouvi a seguinte frase “ele está melhor não é?” De fato, tenho que concordar.
As vezes a vida maltrata pessoas que não podem se defender, pessoas que não reclamam, pessoas que viveram muito, e agora não mais podem com a carga de dor que as vezes e vida pode trazer. E quando esbarramos com pessoas assim, ignoramos ou entramos em sua guerra particular contra o cotidiano. Olhando com seus olhos, entrando em seu mundo, sentindo a dor que não é dita. É fazendo parte de suas vidas que nos conectamos com o frágil da vida com a sensibilidade que é peculiar a quem é mais simples, mais frágil, mais quebradiço. Conectar-se com pessoas assim nos faz ver a vida de um ponto que não é muito fácil de encarar, a dor da solidão e da dependência.
De fato estou diferente...
A lágrima que lava minha face apenas mostra que pessoas tolas e impulsivas assim como sou, as vezes podem ser vitimas do excesso de olhar, de uma observação em câmera lenta de fatos simples do dia-a-dia... os que de fato tornam a minha existência feliz...
De fato as coisas simples são raras, raras porque dependem do olhar, olhar que muitas vezes se faz ausente, ausente que muitas vezes se faz presente no olhar, olhar que agora me toma e aplaca meu fogo...
De fato estou diferente...
O fogo ainda crepita em mim, a chama que me consome quando vejo algo que não concordo, ou quando escuto algo que julgo errado. Mas de fato não é mais como era, a impulsividade está dando lugar a outra coisa, uma versão analítica, observadora, um olhar do outro que me toma e me faz ver com a perspectiva alheia... Desta forma o fogo agora é baixo, uma chama azul, que morneia meus atos, minhas atitudes, e o repensar constante das consequências.
As dores do mundo ainda são minhas dores, menos vis ao meu corpo, mais violentas a minha possível alma.
De fato estou diferente...
Recentemente ouvi a seguinte frase “uma criança muito pequena nos conecta com uma outra parte de nós, que parecia não existir ou estava adormecida, acabamos revivendo-nos sendo crianças estando com elas...”algo do tipo. De fato tenho que concordar.
Uma pequena criança sob nossos cuidados, sua fragilidsade em nossos braços, sua curiosidade sob nossos olhares, e somos também participantes de cada uma de suas descobertas, as coisas simples como andar, tocar, experimentar, pegar, rir, vestir, banhar, tudo ganha um novo sentido, por mais velhos que sejam nossos padrões e costumes. Os filhos não são uma tentativa de perpetuação da espécie, filhos são uma perpetuação de nos mesmos enquanto nós... Quando tudo passa a não ter mais graça, ela volta sob os olhares dos novos e os novos alheios são os nossos e nossa vida segue com um novo colorido.
De fato estou diferente...
Recentemente ouvi a seguinte frase “ele está melhor não é?” De fato, tenho que concordar.
As vezes a vida maltrata pessoas que não podem se defender, pessoas que não reclamam, pessoas que viveram muito, e agora não mais podem com a carga de dor que as vezes e vida pode trazer. E quando esbarramos com pessoas assim, ignoramos ou entramos em sua guerra particular contra o cotidiano. Olhando com seus olhos, entrando em seu mundo, sentindo a dor que não é dita. É fazendo parte de suas vidas que nos conectamos com o frágil da vida com a sensibilidade que é peculiar a quem é mais simples, mais frágil, mais quebradiço. Conectar-se com pessoas assim nos faz ver a vida de um ponto que não é muito fácil de encarar, a dor da solidão e da dependência.
De fato estou diferente...
A lágrima que lava minha face apenas mostra que pessoas tolas e impulsivas assim como sou, as vezes podem ser vitimas do excesso de olhar, de uma observação em câmera lenta de fatos simples do dia-a-dia... os que de fato tornam a minha existência feliz...
De fato as coisas simples são raras, raras porque dependem do olhar, olhar que muitas vezes se faz ausente, ausente que muitas vezes se faz presente no olhar, olhar que agora me toma e aplaca meu fogo...
De fato estou diferente...
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Do filme Amor nos tempos de cólera.
"- Eu quero ser rico como o senhor.
- Eu não sou rico. Sou um homem pobre com dinheiro. O que não é a mesma coisa."
De fato este trecho pôs-me a pensar...
"- Você acredita em deus?
- Não. Mas tenho medo dele..."
Esse sim ferveu minha cabeça...
- Eu não sou rico. Sou um homem pobre com dinheiro. O que não é a mesma coisa."
De fato este trecho pôs-me a pensar...
"- Você acredita em deus?
- Não. Mas tenho medo dele..."
Esse sim ferveu minha cabeça...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Não me lembro onde vi isso...
"Quando as pessoas estão reclamando, significa que elas estão bem, porque as pessoas que realmente sofrem apenas cerram os dentes e seguem."
PS: Lembrarei...
PS: Lembrarei...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Essa tive que colocar inteira.... o mundo ficou louco mesmo...
Ministros do STF liberam marchas da maconha por unanimidade
BRASÍLIA - Com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF), as marchas da maconha podem agora ser organizadas livremente em todo o País. Proibir as manifestações públicas em favor da descriminalização da droga configura, no entendimento dos ministros do STF, violação às liberdades de reunião e de expressão.
Por decisão do STF, proferida nesta quarta-feira, 15, o Estado não pode interferir, coibir essas manifestações ou impor restrições ao movimento. A polícia só poderá vigiá-las e tão somente para garantir a segurança e o direito dos manifestantes de expressarem suas opiniões de forma pacífica.
O relator do processo, ministro Celso de Mello, censurou expressamente 'os abusos que têm sido perpetrados pelo aparato policial' nas manifestações recentes em favor da liberação da maconha. No caso mais emblemático, a tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo coibiu, no mês passado, a realização da Marcha da Maconha. Ao contrário do que ocorreu, afirmou Celso de Mello, a polícia deve ser acionada para garantir a liberdade dos manifestantes.
'A liberdade de reunião, tal como delineada pela Constituição, impõe, ao Estado, um claro dever de abstenção, que, mais do que impossibilidade de sua interferência na manifestação popular, reclama que os agentes e autoridades governamentais não estabeleçam nem estipulem exigências que debilitem ou que esvaziem o movimento, ou, então, que lhe embaracem o exercício', afirmou Celso de Mello.
'Disso resulta que a polícia não tem o direito de intervir nas reuniões pacíficas, lícitas, em que não haja lesão ou perturbação da ordem pública. Não pode proibi-las ou limitá-las. Assiste-lhe, apenas, a faculdade de vigiá-las, para, até mesmo, garantir-lhes a sua própria realização. O que exceder a tais atribuições, mais do que ilegal, será inconstitucional', acrescentou.
Se manifestações por mudanças na legislação fossem proibidas, ressaltou o presidente do Supremo, Cezar Peluso, a legislação penal brasileira nunca seria alterada. 'Nenhuma lei, nem penal, pode se blindar contra a discussão de seu conteúdo, nem a constituição', concordou o ministro Carlos Ayres Britto.
A decisão do Supremo impede que juízes, como vinham fazendo, impeçam a realização dessas manifestações, alegando que os participantes estariam fazendo uma apologia ao crime, o que é tipificado como crime pelo Código Penal e prevê pena de detenção de três a seis meses. 'A Marcha da Maconha busca expor, de maneira organizada e pacífica, as idéias, a visão, as concepções, as críticas, se propostas, daqueles que participam como organizadores ou manifestantes', enfatizou Celso de Mello.
Ressalvas. Mas os ministros deixaram claro que as manifestações não podem servir de proteção para atos de violência ou discriminatórios ou para o consumo livre de drogas. O ministro Luiz Fux acrescentou que os participantes da marcha também não poderão incitar ou incentivar o consumo da maconha.
Os juízes também não poderão proibir ou exigir que as manifestações mudem de nome, ressaltou a ministra Cármen Lúcia. Em Brasília, por exemplo, por ordem judicial, a marcha da maconha teve o nome alterado para marcha da pamonha. 'A liberdade é mais criativa que qualquer grilhão, que qualquer algema que possa se colocar no povo', afirmou a ministra.
A ação julgada nesta quarta-feira, 15, pelo STF foi protocolada em 2009 procuradora-geral da República em exercício, Deborah Duprat. Participaram do julgamento os ministros Celso de Mello, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Marco Aurélio Mello e Cezar Peluso. Não participaram da sessão os ministros Dias Toffoli, que estava impedido por ter dado parecer sobre o caso quando era advogado-geral da União, Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes - os dois estão viajando.
Texto atualizado às 20h30.
Texto retirado do site:
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/ministros-do-stf-liberam-marchas-da-maconha-por-unanimidade
BRASÍLIA - Com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF), as marchas da maconha podem agora ser organizadas livremente em todo o País. Proibir as manifestações públicas em favor da descriminalização da droga configura, no entendimento dos ministros do STF, violação às liberdades de reunião e de expressão.
Por decisão do STF, proferida nesta quarta-feira, 15, o Estado não pode interferir, coibir essas manifestações ou impor restrições ao movimento. A polícia só poderá vigiá-las e tão somente para garantir a segurança e o direito dos manifestantes de expressarem suas opiniões de forma pacífica.
O relator do processo, ministro Celso de Mello, censurou expressamente 'os abusos que têm sido perpetrados pelo aparato policial' nas manifestações recentes em favor da liberação da maconha. No caso mais emblemático, a tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo coibiu, no mês passado, a realização da Marcha da Maconha. Ao contrário do que ocorreu, afirmou Celso de Mello, a polícia deve ser acionada para garantir a liberdade dos manifestantes.
'A liberdade de reunião, tal como delineada pela Constituição, impõe, ao Estado, um claro dever de abstenção, que, mais do que impossibilidade de sua interferência na manifestação popular, reclama que os agentes e autoridades governamentais não estabeleçam nem estipulem exigências que debilitem ou que esvaziem o movimento, ou, então, que lhe embaracem o exercício', afirmou Celso de Mello.
'Disso resulta que a polícia não tem o direito de intervir nas reuniões pacíficas, lícitas, em que não haja lesão ou perturbação da ordem pública. Não pode proibi-las ou limitá-las. Assiste-lhe, apenas, a faculdade de vigiá-las, para, até mesmo, garantir-lhes a sua própria realização. O que exceder a tais atribuições, mais do que ilegal, será inconstitucional', acrescentou.
Se manifestações por mudanças na legislação fossem proibidas, ressaltou o presidente do Supremo, Cezar Peluso, a legislação penal brasileira nunca seria alterada. 'Nenhuma lei, nem penal, pode se blindar contra a discussão de seu conteúdo, nem a constituição', concordou o ministro Carlos Ayres Britto.
A decisão do Supremo impede que juízes, como vinham fazendo, impeçam a realização dessas manifestações, alegando que os participantes estariam fazendo uma apologia ao crime, o que é tipificado como crime pelo Código Penal e prevê pena de detenção de três a seis meses. 'A Marcha da Maconha busca expor, de maneira organizada e pacífica, as idéias, a visão, as concepções, as críticas, se propostas, daqueles que participam como organizadores ou manifestantes', enfatizou Celso de Mello.
Ressalvas. Mas os ministros deixaram claro que as manifestações não podem servir de proteção para atos de violência ou discriminatórios ou para o consumo livre de drogas. O ministro Luiz Fux acrescentou que os participantes da marcha também não poderão incitar ou incentivar o consumo da maconha.
Os juízes também não poderão proibir ou exigir que as manifestações mudem de nome, ressaltou a ministra Cármen Lúcia. Em Brasília, por exemplo, por ordem judicial, a marcha da maconha teve o nome alterado para marcha da pamonha. 'A liberdade é mais criativa que qualquer grilhão, que qualquer algema que possa se colocar no povo', afirmou a ministra.
A ação julgada nesta quarta-feira, 15, pelo STF foi protocolada em 2009 procuradora-geral da República em exercício, Deborah Duprat. Participaram do julgamento os ministros Celso de Mello, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Marco Aurélio Mello e Cezar Peluso. Não participaram da sessão os ministros Dias Toffoli, que estava impedido por ter dado parecer sobre o caso quando era advogado-geral da União, Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes - os dois estão viajando.
Texto atualizado às 20h30.
Texto retirado do site:
http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/ministros-do-stf-liberam-marchas-da-maconha-por-unanimidade
sábado, 11 de junho de 2011
... apenas nada mais...
E quando a solidão é tão grande que quando olho para o lado apenas o negro vazio me chega...
E quando a solidão é tão grande que quando olho para dentro, apenas o negro vazio me é...
E quando a solidão é tão grande que quando olho para cima vejo apenas nuvens e nada mais que gases...
E quando a solidão é tão grande... que não sei como gritar o indizível...
... e aí apenas sei que me abandonei e tudo começa onde parou, indelével, como se nunca tivesse abandonado o peito, apenas adormecido...
... apenas nada mais...
E quando a solidão é tão grande que quando olho para dentro, apenas o negro vazio me é...
E quando a solidão é tão grande que quando olho para cima vejo apenas nuvens e nada mais que gases...
E quando a solidão é tão grande... que não sei como gritar o indizível...
... e aí apenas sei que me abandonei e tudo começa onde parou, indelével, como se nunca tivesse abandonado o peito, apenas adormecido...
... apenas nada mais...
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Agora é a minha vez...
No lugar errado...
Pelo motivo errado...
Sendo "bom" de forma errada...
O "personágem" falhou...
O presente falhou...
O sorriso falhou...
A gentileza paga com porrada...
A outra face está roxa...
...
...
...
Agora é a minha vez...
Agora me serei... sem a máscara...
Agora é a minha vez...
Pancada paga com pancada...
Agora é a minha vez...
Pelo motivo errado...
Sendo "bom" de forma errada...
O "personágem" falhou...
O presente falhou...
O sorriso falhou...
A gentileza paga com porrada...
A outra face está roxa...
...
...
...
Agora é a minha vez...
Agora me serei... sem a máscara...
Agora é a minha vez...
Pancada paga com pancada...
Agora é a minha vez...
"Seja bem vindo"
Troco passos em vão procurando me estar;
Vago pelas dobras tentando esconder;
As palavras devem sair e causarem o mal-star;
E só assim me fazer entender.
Mas o entendimento é meu, apenas meu;
Sem amigos, colegas, gentes presentes;
São a face que espreita, pessoas nas ausentes.
Apenas sorrisos frouxos, abraços flácidos.
Sentimentos tão vazios quanto ácidos...
A espera para corroer o que ainda não se foi...
Minhas ultimas forças... apesar do caminho novo...
Minhas ultimas forças apesar de todo o esforço...
Sempre só...
Sempre caminhos...
Sempre só...
Sempre o engano...
Sempre procurando...
Sempre lutando...
Mas sempre só...
...
Vago pelas dobras tentando esconder;
As palavras devem sair e causarem o mal-star;
E só assim me fazer entender.
Mas o entendimento é meu, apenas meu;
Sem amigos, colegas, gentes presentes;
São a face que espreita, pessoas nas ausentes.
Apenas sorrisos frouxos, abraços flácidos.
Sentimentos tão vazios quanto ácidos...
A espera para corroer o que ainda não se foi...
Minhas ultimas forças... apesar do caminho novo...
Minhas ultimas forças apesar de todo o esforço...
Sempre só...
Sempre caminhos...
Sempre só...
Sempre o engano...
Sempre procurando...
Sempre lutando...
Mas sempre só...
...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
The Road

O que é a arte??
Recorrendo a manuais didáticos, as interpretações mais diversas são colocadas, dependendo de quem escreve, dependendo de que “arte”, dependendo de que recorte temporal, geográfico ou mesmo subjetivo.
Meu senso comum o define simplesmente como uma forma de expressão, um olhar singular, a recriação ou a criação de contextos sob os mais diversos pontos de vista. Arte é deixar sair, é comunicar, é a intenção de se fazer representar aquilo que corrompe a superfície do ego e rasga a pele do comum para mostrar o comum de forma incomum... Arte é uma forma de ler o mundo ou de escrever o mundo ou no mundo...
Mas porque esses pensamentos me ocorrem...
Só escrevo quando me sinto incomodado com algo, quando sinto que algo tira a minha estabilidade, sendo assim sou um escritor “desequilibrado” sempre que me faço a “pena”...
O que me pôs a “pena”, ou que tirou meu equilíbrio foi o fato de ter assistido dois filmes de ficção científica num mesmo dia...
Ambos são expressões de arte, a cinematográfica... ambos americanos... ambos feitos com a intenção de entreter o cidadão e fazer entrar dinheiro no bolso dos acionistas...
Minha intenção não é fazer uma comparação(já fazendo ) mas apenas notei como podemos ser tocados de diferentes formas de arte e sentirmos o vazio ou o fazer por fazer para ganhar dinheiro ou quando sentimos o premente cutucar que só uma boa obra de arte pode fazer...
Hoje fui tocado por um filme que na época de seu lançamento, 2009, não foi muito divulgado por aqui, a crítica não se estendeu muito sobre ele... e o assisti mais de chatice do que por qualquer coisa, pois é até um filme complicado de se achar numa boa qualidade na internet.
The Road, uma história pós-apocalitica, que mostra a pior face do ser humano contra ela mesma... É um filme que transita no território do “e se”. No caso do filme especificamente, “ e se a Guerra Fria de fato tivesse desencadeado uma guerra nuclear...” como seria a vida? O que restaria da Terra? O que restaria do ser humano? E o que é um ser que vive sem uma sociedade, mergulhado na barbárie da sobrevivência a qualquer custo? Onde fica o amor, respeito, carinho, fé ? Onde fica Deus neste caos?
É um filme denso... incomoda... é perturbador e mostra o “comum” sob um ponto de vista que acho que é o que deve ser o papel do arte... nos tirando do comum para ver o comum sob outros aspectos e assim refletirmos sobre nos mesmos enquanto pessoas, enquanto subjetivos, enquanto irmãos de jornada, enquanto cidadãos do mundo...
É a nossa vez e o que fizermos com nosso presente será o nosso legado...
Perturbador e necessário assim como entendo que a arte deva ser...
terça-feira, 19 de abril de 2011
A luta mais difícil é aquela que não ocorre

O soco não dado...
O grito que ficou preso...
A lágrima que não foi derramada...
E o ódio reteso...
A dor que ficou trancada...
No coração de paredes laceradas...
Teima em vazar pelos lados...
Da arquitetura por deus preparada...
O que foi, não é mais...
Mas aqui ainda reside...
O grito de dor lacinante...
Que não saiu e está triste...
E me invade e me toma...
E me leva e retorna...
E me cria uma redoma
De agonia dor e lama...
Lutar é preciso, cada dia que levanto...
Mas o peso é presente...
Mesmo quando tento o canto...
A voz sai rouca e desmedida...
Lenta e doída...
Mesmo assim ainda tento...
Mesmo abrindo-me a ferida...
Cada vaso, cada treva...
Cada canto, cada célula...
Cada jeito, cada canto...
Cada momento, cada tanto...
Mesmo assim é fraco o meu canto...
E meu sofrimento é deveras...
A dor real que se tem de uma luta perante as trevas...
Que a dor me tome, e faça de mim sua morada...
Deixo-te como recado um pouco de minha amanda...
Da qual nada mais há se não um pouco de pensamento...
Que vai com tempo nas minhas asas enamoradas...
Escrevo porque desisto...
Desisto porque canso...
Canso porque chaga...
Chaga sem o canto...
Canto sem o dono...
Dono sem mais nem o pranto...
Canso simplesmente porque canso...
(Texto feito a muito, muito tempo, tanto que o tempo se esqueceu de tudo das letras significados e substância ... Esquecido dos porões eletronicos... achado muito por acaso, mas que não perdeu sua beleza com o tempo...)
terça-feira, 22 de março de 2011
Não querer dormir...

Não querer dormir...
Não querer acoradar...
Não querer sair...
Não despertar do sonhar...
Assim me sinto...
Assim me sou...
Neste pouco que me pinto...
Neste pouco que me dou...
Aconfusão é tanta...e tanto barulho...
Que se faz silêncio... no rosto pleno que torto sorri...
A procura das respostas que se perdem;
Nas tentativas frustradas de explicar o que não se diz...
De ouvir o que não foi falado...
De espreitar para aprender...
E estar sempre errado
Sempre errado
Sempre errado...
Não querer dormir...
quarta-feira, 9 de março de 2011
Ode a Feliz-cidade
O dia amanhece feliz, com o sol despontando, mostrando que mais um dia vem para depois se ir... Mais um dia de felicidade, mais um dia para brincar, mais um dia irreverente, mais um, o ultimo desse ano...
A quarta feira que traz as cinzas de um incêndio de alegrias, que foi mais um carnaval, onde a felicidade de fez entre o povo, as musicas, as troças, os amigos, as noitadas, dias infindáveis, noites alucinantes, bandas, cores, estouros, encontros, beijos, sexo sem compromisso; louco desenfreado neste momento onde tudo pode, os extremos são nossos amigos e a vida dura até a ultima batida dos tambores que não silenciam...
Basta um clique e a felicidade se faz em casa, com a televisão com sua programação especial de carnaval cobrindo todos os focos de folia em diversas partes do país e após as apurações, saldos, vitoriosos de escolas e saudades dos que vão e deixam a força uma festa que deveria durar o ano todo...
Este ano não me fiz presente neste evento, nesta ode a felicidade...
Não me fiz presente...
Não...
Não fiquei em pé horas, em meio a uma multidão de pessoas suando; durante horas a fio esperando para ver artistas que recebem muito dinheiro para se fazerem presentes...
Não participei do fumo de maconha passivo ao relento do Marco Zero...
Não demorei 45 minutos para cruzar o marco zero para poder usar o banheiro...
Não usei uma fantasia ridícula e calorenta apenas para me “enturmar”...
Não presenciei brigas... arrastões... torturas de policiais... gangues...
Não fui roubado pagando preços exorbitantes por uma água quem tem que dar mais de 100 % de lucro afinal sou um “turista” da minha própria terra...
Não torrei em baixo de um sol de rachar entre centenas de milhares de pessoas me deslocando entre trios com som estupidamente alto no Galo da Madrugada...
Não fui roubado em Olinda...
Não tive minha namorada agarrada...
Não morri nas estradas por causa de inconsequentes que bebem o que podem a batem o que querem...
Não vi a imbecilidade das escolas de samba que ... pasmem ... DISPUTAM ... por desfiles melhores... e pior isso é NORMAL...
Não assisti as pontuações das escolas... que hahaha PASMEM... recebem nota, agregam títulos e tem hahaha torcedores...
Não...
Não...
Não...
Este ano não participei desta “feliz-cidade”, não posso compactuar com todo o dinheiro que é desviado para isto enquanto na quinta quando toda essa porra acaba, os mesmos pedintes ainda estão nos ônibus, a mesma polícia ainda é corrupta, onde não se pode andar a noite, pois não há segurança ou policiamento, não há verba para saúde, a educação foi pro caralho a muito tempo, a cidade é um lixo sem infra estrutura para suportar uma população que não para de crescer, sem investimento em meios de transporte mais rápidos, práticos , seguros, saneamento básico numa porra de cidade que tem pouco mais de 50 de pessoas que cagam em vasos sanitários e cadeias que tratam serem humanos como lixo com a desculpa de que não tem dinheiro para revitalizar suas estruturas...
Mas enquanto isso as pessoas estão sorrindo entretidas, divertidas, satisfeitas...
Sabem-se elas poucas... a massa acha que o carnaval é democrático... onde está a democracia onde ricos estão em camarotes, onde estrelas estão a 7 metros de altura longe da ralé, onde a nata brinca em cima de trios ou em barcos... e a porra da ralé se acha democratizada... a mídia, a caralha da mídia mostra que somos todos iguais... mas ... MAS será que as pessoas das escolas receberam o convite para estar ali ou pagaram com trabalho pesado metade daquilo tudo... e de onde vem a outra metade... VCS NÂO SABEM??? Pois continuem rindo, assistindo, bebendo, pulando nesta ode a “feliz-cidade”...
Este ano não fiz parte e sinto-me imensamente feliz por não ter contribuído com o dinheiro de uma garrafa d’água sequer para este insulto feliz a inteligência do ser humano com o mínimo de discernimento...para este ser humano que voz escreve que ainda tem o mínio de compaixão para sorrisos idiotas que não se sabem como tal...
A quarta feira que traz as cinzas de um incêndio de alegrias, que foi mais um carnaval, onde a felicidade de fez entre o povo, as musicas, as troças, os amigos, as noitadas, dias infindáveis, noites alucinantes, bandas, cores, estouros, encontros, beijos, sexo sem compromisso; louco desenfreado neste momento onde tudo pode, os extremos são nossos amigos e a vida dura até a ultima batida dos tambores que não silenciam...
Basta um clique e a felicidade se faz em casa, com a televisão com sua programação especial de carnaval cobrindo todos os focos de folia em diversas partes do país e após as apurações, saldos, vitoriosos de escolas e saudades dos que vão e deixam a força uma festa que deveria durar o ano todo...
Este ano não me fiz presente neste evento, nesta ode a felicidade...
Não me fiz presente...
Não...
Não fiquei em pé horas, em meio a uma multidão de pessoas suando; durante horas a fio esperando para ver artistas que recebem muito dinheiro para se fazerem presentes...
Não participei do fumo de maconha passivo ao relento do Marco Zero...
Não demorei 45 minutos para cruzar o marco zero para poder usar o banheiro...
Não usei uma fantasia ridícula e calorenta apenas para me “enturmar”...
Não presenciei brigas... arrastões... torturas de policiais... gangues...
Não fui roubado pagando preços exorbitantes por uma água quem tem que dar mais de 100 % de lucro afinal sou um “turista” da minha própria terra...
Não torrei em baixo de um sol de rachar entre centenas de milhares de pessoas me deslocando entre trios com som estupidamente alto no Galo da Madrugada...
Não fui roubado em Olinda...
Não tive minha namorada agarrada...
Não morri nas estradas por causa de inconsequentes que bebem o que podem a batem o que querem...
Não vi a imbecilidade das escolas de samba que ... pasmem ... DISPUTAM ... por desfiles melhores... e pior isso é NORMAL...
Não assisti as pontuações das escolas... que hahaha PASMEM... recebem nota, agregam títulos e tem hahaha torcedores...
Não...
Não...
Não...
Este ano não participei desta “feliz-cidade”, não posso compactuar com todo o dinheiro que é desviado para isto enquanto na quinta quando toda essa porra acaba, os mesmos pedintes ainda estão nos ônibus, a mesma polícia ainda é corrupta, onde não se pode andar a noite, pois não há segurança ou policiamento, não há verba para saúde, a educação foi pro caralho a muito tempo, a cidade é um lixo sem infra estrutura para suportar uma população que não para de crescer, sem investimento em meios de transporte mais rápidos, práticos , seguros, saneamento básico numa porra de cidade que tem pouco mais de 50 de pessoas que cagam em vasos sanitários e cadeias que tratam serem humanos como lixo com a desculpa de que não tem dinheiro para revitalizar suas estruturas...
Mas enquanto isso as pessoas estão sorrindo entretidas, divertidas, satisfeitas...
Sabem-se elas poucas... a massa acha que o carnaval é democrático... onde está a democracia onde ricos estão em camarotes, onde estrelas estão a 7 metros de altura longe da ralé, onde a nata brinca em cima de trios ou em barcos... e a porra da ralé se acha democratizada... a mídia, a caralha da mídia mostra que somos todos iguais... mas ... MAS será que as pessoas das escolas receberam o convite para estar ali ou pagaram com trabalho pesado metade daquilo tudo... e de onde vem a outra metade... VCS NÂO SABEM??? Pois continuem rindo, assistindo, bebendo, pulando nesta ode a “feliz-cidade”...
Este ano não fiz parte e sinto-me imensamente feliz por não ter contribuído com o dinheiro de uma garrafa d’água sequer para este insulto feliz a inteligência do ser humano com o mínimo de discernimento...para este ser humano que voz escreve que ainda tem o mínio de compaixão para sorrisos idiotas que não se sabem como tal...
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Esperando a pancada...

Não sinto o chão...
Não sinto a base o alicerce...
Sinto o peso que me impulsiona para baixo...
Numa queda livre a mais de 300 km por hora...
...e cada vez mais rápido...
... nada para impedir;
... nada para segurar;
... nada para retardar a queda;
Uma queda solo até o chão... está cada vez mais perto... Mas ... se meu destino é o chão... vou olhar para o inferno chegando e bater com tudo o que me resta... pois é o que me resta... o erro foi meu... a queda é minha e de mais ninguém...
E nesse vôo de morte que a destruição se faça apenas em mim... assim espero... assim desejo...
... o chão fica mais perto a cada hora...
... e não virarei os olhos...
... não...
...sozinho direto para o chão;
... meu erro;
... minha responsabilidade;
... meu chão...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
apenas flashes....
Quer a receita do sucesso??
Deposite suas fichas em muitos lugares e seja 120% onde as pessoas são 100%...
Não seja melhor que o outros, mas o melhor que vc pode ser...
Encontre seu grande oponente na frente do espelho...
“Conheça-se a você mesmo” e quebre na tapa as paredes dos seus limites...
Bem ou mal o real sucesso só vem da superação... todo o resto é merda...
Deposite suas fichas em muitos lugares e seja 120% onde as pessoas são 100%...
Não seja melhor que o outros, mas o melhor que vc pode ser...
Encontre seu grande oponente na frente do espelho...
“Conheça-se a você mesmo” e quebre na tapa as paredes dos seus limites...
Bem ou mal o real sucesso só vem da superação... todo o resto é merda...
Finalmente... o argumento primevo...
Porque estou aqui...???
Essa é a única e a ultima real pergunta que deve ocupar o todo que são cada um de vocês neste começo de jornada...
Jornada...
Diz um provérbio chinês que “toda jornada começa com o primeiro passo”... e um após o outro...
Qual o passo que queremos dar nesse início??
O passo errado leva a direções erradas, e as vezes perde-se muito tempo para se refazer o caminho, perde-se muito tempo para recomeçar, perde-se muito tempo refazendo-se para recomeçar uma jornada já cansada...
Então mais uma vez me faço pergunta...Porque estou aqui?
Então mais uma vez se façam pergunta ...Porque estão aqui?
Porque este caminho? Porque as longas e cansativas tardes? Porque os livros? Porque as aulas? Porque as duras cadeiras? Porque as horas de estudo? Porque a incerteza da aprovação depois disso tudo?
Porque estou aqui...
Eu sei o porque de estar aqui... estou aqui porque o que amo em mim aqui vive... aqui se manifesta, aqui me sou no melhor do que posso, aqui me faço como quero, aqui é meu lugar... não achei esse lugar, ele me achou e me mostrou que as vezes os caminhos não são claros, mas são como a gravidade nos puxando para nosso real lugar que inevitavelmente acabamos achando...
E vocês... porque aqui... quando deixarem de ser perguntas e se fizerem respostas... vocês serão mais do que aprovação, vocês se sentirão parte de algo muito maior e esse algo muito maior é a inevitável conexão do seu eu hoje com seu eu amanhã... a conexão absoluta, do caminho óbvio, da linha inseparável da relação tão humana e tão presente de causa e conseqüência...
Sejam as respostas... ou melhor sejam as causas de suas conseqüências e se saibam assim...
Nesse dia eu serei irrelevante e feliz por isso...
Essa é a única e a ultima real pergunta que deve ocupar o todo que são cada um de vocês neste começo de jornada...
Jornada...
Diz um provérbio chinês que “toda jornada começa com o primeiro passo”... e um após o outro...
Qual o passo que queremos dar nesse início??
O passo errado leva a direções erradas, e as vezes perde-se muito tempo para se refazer o caminho, perde-se muito tempo para recomeçar, perde-se muito tempo refazendo-se para recomeçar uma jornada já cansada...
Então mais uma vez me faço pergunta...Porque estou aqui?
Então mais uma vez se façam pergunta ...Porque estão aqui?
Porque este caminho? Porque as longas e cansativas tardes? Porque os livros? Porque as aulas? Porque as duras cadeiras? Porque as horas de estudo? Porque a incerteza da aprovação depois disso tudo?
Porque estou aqui...
Eu sei o porque de estar aqui... estou aqui porque o que amo em mim aqui vive... aqui se manifesta, aqui me sou no melhor do que posso, aqui me faço como quero, aqui é meu lugar... não achei esse lugar, ele me achou e me mostrou que as vezes os caminhos não são claros, mas são como a gravidade nos puxando para nosso real lugar que inevitavelmente acabamos achando...
E vocês... porque aqui... quando deixarem de ser perguntas e se fizerem respostas... vocês serão mais do que aprovação, vocês se sentirão parte de algo muito maior e esse algo muito maior é a inevitável conexão do seu eu hoje com seu eu amanhã... a conexão absoluta, do caminho óbvio, da linha inseparável da relação tão humana e tão presente de causa e conseqüência...
Sejam as respostas... ou melhor sejam as causas de suas conseqüências e se saibam assim...
Nesse dia eu serei irrelevante e feliz por isso...
domingo, 23 de janeiro de 2011
Convicção...

Convicção...
É acreditar, é ter fé, esperança, lutar pela sua verdade, independente dos títulos, profissões, amadurecimento ou grau de parentesco.
A convicção é a fé em si, que anima(dá alma, substância ou vida) a sua vontade mesmo que você seja o único a acreditar...
E ninguém tem o poder de demovê-lo de uma convicção... exceto que você permita...
Convicção...
... é não parar nunca de lutar;
...é andar com rodas;
... é escrever com olhos;
... é passar no impossível;
... é se rebelar contra o titã;
... é se bater contra um milhão;
... é quebrar a fronteira entre o céu e o inferno;
... é arrancar a foice da morte, olhar fundo em suas órbitas vazias e fazer ela sentir medo da convicção em seu olhos... de que você não irá desistir de você...
Apenas isso...
sábado, 22 de janeiro de 2011
“ele” estará lá...
De fato ele sempre ganha, sedo ele “ele” ou não sedo-o, ele sempre ganha...
Quando olho para fora de mim, me assomam perguntas constantes. Já ouvi que isso se deve a um retardo que possuo, pois estou na idade de certezas, mas a inocência questionadora nunca me abandona ou não amadureço... e as perguntas nunca param, roubam meu sono, roubam minha atenção... roubam meus olhos para fora de mim... talvez achar a resposta ali, escondida, talvez não... independente... sempre perguntas... sempre...
A mais “nova-velha” questão que me assoma não é nem uma pergunta, mas uma constatação... que é “...ele sempre ganha...”.
Pergunto-me... quando pesamos mais que nosso pesos...
Quando não suportamos o andar porque o chão plano vira íngreme...
Quando nos dobramos sobre o ventre tentando aplacar uma dor que não está ali...
Quando os olhos vertem sonhos que não voltam...
Quando sentimos o torpor latente da mente longe e desperta que não nos deixa descansar...
Quando as lágrimas que sorvemos tem gosto amargo do antigo sal de belas praias...
Quando olhamos e não vemos...
Quando sentimos todo o nosso corpo moer e ao mesmo tempo sermos o templo do vazio...
Quando tudo é pesado, escuro, denso, triste, acre...
Quando o zunido que não existe grita no silêncio e rouba os belos sons que antes eram musicas e agora são exasperações de um coração que martela e não pulsa... que trepida e não pulsa, que não bate, não pulsa, um coração que deixa de ser um símbolo para ser músculo...
Quando nos abandonamos, esquecemos nosso amor próprio, nossa segurança, quando aquele do espelho nos olha e nos acha estranho...
Quando as horas se confundem em dias que viram madrugadas e tardes que dão lugar ao sol...
Quando o grito preso na garganta sai e ninguém escuta porque estão todos surdos... ou escutam mas não a você...
...
E quando roubam seu sonho... despedaçam ele... e transformam seu futuro em nada...
Nesse momento demasiadamente humano... metafisicamente humano... dolorosamente humano... como um outro humano pode ter forças para ajudar...? Como outro tão igual a nós em tudo pode ajudar a retirar o peso dos sonhos quebrados de cima de um coração estraçalhado....?
O humano retira a pedra, a chaga, mas... e o que não é palpável...? E o que fica no inexistente presente de nossas mentes...? É a mente doente demasiadamente humana, metafisicamente humana, que cura??? Outro humano...?
Não...
“Ele”...
Nesse momento que a dor não é dizível, palpável, quantificável... no momento em que achamos que vamos morrer e morte não nos leva para um mundo de alívio... neste momento... “ele”... e só aplaca nossas dores...
De forma lenta e permanente... com algo que não pode ser explicado apenas sentido...Seu poder curativo e simples... “ele” criou o remédio indelével do tempo... que destrói qualquer barreira, mesmo a que erguemos quando só o que resta são escombros de dor...
“Ele”... incompreensível, indizível, indelével... mas lá... sempre lá...
Como não se curvar a seu poder... como não reconhecer... a força pura que emana...
Os olhos não vêem, e jamais verão...mas “ele” esta sempre lá...
E na hora que o mundo nos dobra... sempre recorremos... nossa mente abstrata se faz “nele”, o criamos, o vivemos, nos fizemos e somos “nele”... o que é?? Não saberia dizê-lo...
Como negar algo a que recorremos quando somos demasiadamente nós? E não suficientemente nós para nos erguermos sobre nossas pernas...?
Talvez...
Talvez... “seu” eco se estenda pela história da humanidade por conta disso... Em nossa fraqueza “ele”habita... assim como em tudo que somos... Como não recorrer ao que somos... Mas nos somos na hora que recorremos ou há mais...não saberemos jamais...
E mesmo assim “ele” estará lá... porque ele sempre vence.
Mas na hora que você achar que o buraco é muito fundo “ele” estará lá...
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Em algum lugar Darwin errou...
Em algum lugar Darwin errou...
A beleza do toque...
A delicadeza do movimento...
A maciez reconfortante...
O implemento a abstração...
Em algum lugar Darwin errou...
A mão macaca, não compõe...
A mão macaca, não opera...
A mão macaca, não dança...
A mão macaca... ainda existe.
Em algum lugar Darwin errou...
O apedrejar vil...
O esbofetear infantil...
O atirar senil...
Toda essa violência que ... ... pariu !!!
Em algum lugar Darwin errou...
Que para idiotas, Deus enterrou...
Para outros Deus revelou...
E para mim... para mim, Deus re-significou...
Em algum lugar Darwin errou...
E lhe sou grato por seu belo erro...
Somente superando o homem se supera o erro...
Daqueles que tem para si a verdade de quem nunca errou...
Em algum lugar Darwin errou...
Simplesmente... obrigado.
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