":um dos meus maiores sonhos fernando, é um dia chegar a ser pelo menos metade do que vc é hj....como pessoa e professor....Um dia eu quero entra numa sala de aula e ser prestigiado pelo os alunos assim como vc...tudo isso pela sua capacidade de interagir com os alunos ,ter uma visao totalmete diferente do que vem ser propriamente dita "educaçao"..e quando eu alcançar tudo isso,chegarei pra vc e irei te agradecer por ter sido um dos pilares da minha formaçao.por ter sido uma inspiraçao pra nunca desistir de ser PROFESSOR....obrigado por tudo fernando...bjos"
(Depoimento colhido do orkut)
São coisas assim que surgem do nada que fazem a gente rever nossas vidas, olhar pra traz e dizer que valeu a pena... Nos fazemos pessoas enquanto pessoas nas vidas de outras pessoas... É bom saber que não nos encerramos em nos mesmos, deixamos um pouco onde passamos e influenciamos pessoas no bom caminho...
Momentos assim são raros... e me faço sempre grato por ser cúmplice no caminho que as pessoas optam por seguir...
Obrigado minha querida, minha xará...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
O lado ruim de crescer...
Diz uma frase senso comum o seguinte “se você ama deixe partir, se voltar é porque te amava de verdade, se não voltar não era amor enfim”... É mais ou menos assim...
Bem o problema é que demoramos uma vida aprendendo a amar, e muitas vezes passamos batido no entendimento de tal sentimento...
Quando simples, novos, obtusos... frases como esta acima fazem muito sentido... Mas com a experiência adquirimos significados diferentes para cada “frase” de nossas vidas... isso é amadurecer... é resignificar, reescrever, remontar... e é justamente essa mudança que não condiz com a condição imutável do amor “infantil”...
Quando se vai, se vai uma pessoa e esta passa por experiências que a refazem, assim como aquele que ficou, e quando de fazem encontro não mais são as mesmas... o reflexo do sentimento é o mesmo, as pessoas não, não há encaixe, não há mais espaço, pois teriam que ser acompanhados por tal alteração, a briga neste caso é fazer o antigo sentimento reconhecer as novas pessoas e neste caso sempre há a morte... ou a morte do sentimento para o surgimento de um novo, ou a morte do elo e a definitiva separação... Processo este que pode ocorrer no encontro ou no exílio...
Crescer é entender que a vida não vem pronta em filmes, livros ou frases de efeito,
crescer é escrever em nossa alma as experiências pelas quais passamos e deixar como reflexo o pouco que entendemos em nossos olhos cansados e nossas rugas presentes...
Crescer é deixar ir sabendo que precisava sê-lo...
Crescer é entender que portas se fecham para que novas abram...
Crescer é aguentar tudo calado... e quando isso te sufocar... deixar isso virar letras e escrever para tirar um pouco disso de si...
Crescer é saber... que as pessoas não voltam...
Bem o problema é que demoramos uma vida aprendendo a amar, e muitas vezes passamos batido no entendimento de tal sentimento...
Quando simples, novos, obtusos... frases como esta acima fazem muito sentido... Mas com a experiência adquirimos significados diferentes para cada “frase” de nossas vidas... isso é amadurecer... é resignificar, reescrever, remontar... e é justamente essa mudança que não condiz com a condição imutável do amor “infantil”...
Quando se vai, se vai uma pessoa e esta passa por experiências que a refazem, assim como aquele que ficou, e quando de fazem encontro não mais são as mesmas... o reflexo do sentimento é o mesmo, as pessoas não, não há encaixe, não há mais espaço, pois teriam que ser acompanhados por tal alteração, a briga neste caso é fazer o antigo sentimento reconhecer as novas pessoas e neste caso sempre há a morte... ou a morte do sentimento para o surgimento de um novo, ou a morte do elo e a definitiva separação... Processo este que pode ocorrer no encontro ou no exílio...
Crescer é entender que a vida não vem pronta em filmes, livros ou frases de efeito,
crescer é escrever em nossa alma as experiências pelas quais passamos e deixar como reflexo o pouco que entendemos em nossos olhos cansados e nossas rugas presentes...
Crescer é deixar ir sabendo que precisava sê-lo...
Crescer é entender que portas se fecham para que novas abram...
Crescer é aguentar tudo calado... e quando isso te sufocar... deixar isso virar letras e escrever para tirar um pouco disso de si...
Crescer é saber... que as pessoas não voltam...
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Da Sarça ao nada...
De todas as cenas desata maravilhosa animação, entre a abertura do mar vermelho sendo fendido em dois, ou mesmo a o ser gigante que mostra sua sombra entre as águas, as pregas, a corridas de bigas, as musicas, roteiro e os lindos cenários... De todas essas cenas, a que posso assistir um sem número de vezes e em todas me emocionar, é a conversa com a sarça ardente...
Me arrepio quando vejo, o espírito criador se fazendo voz humana, se fazendo fogo, se fazendo tátil para que Moisés possa senti-lo... Sentir sua mensagem, sua voz, seu brado de justiça... Menos a mensagem, mais o conato, um entre centenas de milhares, um que pode trocar umas palavras com este que se esconde atrás de nossos olhos, no interior de nossa compleição, este que nos é e nos fez...
A conversa é breve, simples e objetiva, mas há imposição, cuidado, respeito, e amor... para com o pequeno ser que recebe sua incumbência...
E quem nesta gigante Terra não gostaria de ser assim agraciado com este momento, com este sentir, com esta magnífica experiência capaz de mudar as montanhas de nossas almas de lugar... Basta uma idéia deste guia e tudo se faz nada e o nada se faz em toda acepção do fazer...
Mas...
E aí cabe um gigante “mas”, há o momento em que o filme acaba... a emoção passa, a razão retorna e você pensa... “Onde, onde posso eu também escutar essa voz? Seria eu também digno dessa benesse?”.
E as várias religiões aí estão para fazer quem quiser ouvir, o que bem quiser ouvir, travestido de amor, verdade, ajuda e paz. Travestido porque muitas vezes a “verdade” é bem outra.
E após muito tempo depois do filme ter acabado, você está na rua, em pleno natal, pessoas muitas, correndo de um lado para outro cheias de dinheiro nos bolsos correndo de um lado para o outro esperando pelo dia 24-25 para comemorar o amor de Deus que se fez carne para guiar o povo...
Povo...
Mesmo povo que na correria do natal não nota... a criança que está na ponte, com apenas uma camisa cobrindo seu mirrado corpo. Aparenta algo que um dia foi branco, ele é moreno, deve ter uns 9 ou 10 anos, a mão se ergue repetidas vezes e baixa vazia...
As pessoas estão sem dinheiro...
As pessoas estão apressadas...
As pessoas não vêem...
É nesse momento que me pergunto... Será que Deus vê? Será que se faria fogo para afugentar as dores desta criança entre centenas? E quando será isso? Será que ele vê?
Minha educação religiosa passada, me diz que sim, que ele tudo vê... tudo sabe, em tudo está... Mas será que ele vê? Será que sente a minha dor ou ver? Será que sente a fome, a dor, o frio, o desprezo, a falta de amor... Será que ele, isso tudo vê?
É nesse momento que os diálogos não fecham e o que leio ou li não faz o menor sentido...
Não faz nenhum sentido...
E porque não se fazer voz, luz, amor, paz para os que precisam, onde está a mão que toca, acaricia e tira o medo do Vale das Sombras...
Alguma coisa neste gigante contexto está muito errada, ou a leitura ou o criador... ou ainda mais provável o entendimento... Mas isso não saberei jamais...afinal...
Não faz o menor sentido...
Infelizmente...
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Quem sabe um dia....
Quem sabe um dia....
vire lembrança esquecida nos textos de sua vida
Quem sabe um dia....
eu vire página amarelada nos teus cadernos guardados
Quem sabe um dia....
eu vire pedaço comido por traça
Quem sabe um dia....
eu vire nada e o nada me vire...
Quem sabe um dia....
vire lembrança esquecida nos textos de sua vida
Quem sabe um dia....
eu vire página amarelada nos teus cadernos guardados
Quem sabe um dia....
eu vire pedaço comido por traça
Quem sabe um dia....
eu vire nada e o nada me vire...
Quem sabe um dia....
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Closer to the Edge...
- (...) boa noite com quem falo?
- Você fala com Fernando...
- CPF do senhor por favor...
- Não sou cliente de sua empresa, mas quero conversar com um supervisor seu, porque você não tem poder ou autonomia para atender meu problema...
- Sr. Eu posso atende-lo.
- Não, não pode, gostaria de falar com um supervisor seu.
- Sr. Está em minha alçada atendê-lo.
- Não, não está, gostaria de tratar com seu supervisor...
- Sr. Um momento.
- ok.
(após uns 5 min.)
- Sr.?
- Diga.
- Minha supervisão encontra-se em reunião, mas ela me informou que deixa-se o seu numero que ela fará o retorno ao final da reunião.
- Não, não deixarei meu telefone, e não ficarei esperado uma ligação que não ocorrerá.
- Mas Sr., lhe informei que minha supervisora encontra-se em reunião.
- Esperarei então...
- tudo bem SR!!!
( 17 min. Depois)
- Sr.?
- Diga...
- Minha supervisora ainda se encontra em reunião, ela pediu mais uma vez para que o senhor deixa-se seu numero para um posterior contato.
- Não deixarei meu numero, esperarei a reunião terminar.
- TUDO BEM SR!!!
( mais 25 min depois )
Outra voz, uma voz feminina – Sr?
- Diga.
- Meu nome é (...) e vim lhe informar que a supervisora está em reunião.
- Tudo bem, já tinha dito para o seu colega que iria esperar.
( silêncio )
(28 min. depois )
O primeiro atendente – SR.?
- Diga.
- A reunião não acabou, o senhor não poderia deixar os eu numero para contato?
- Não, não irei deixar o meu numero, vou falar com a sua supervisora hoje. Deixar meu numero para um posterior contato não é uma opção.
(silêncio )
( mais 27 min. )
A supervisora atende – Olá ?
- Olá. É vc a supervisora?
- Sim, chamo-me (...) o que houve?
Explico o problema, ela toma as iniciativas que um atendente não poderia. Meu problema foi resolvido.
Fui educado, simples, claro, objetivo.
Problema resolvido.
Minha mãe entra na história...
- (...) porque vc ligou?
- Porque aquela situação estava me incomodando
- Vc está estressado, não deveria ter ligado, é só uma coisinha besta.
Retomando... Fui educado, simples, claro, objetivo por um problema que estava me incomodando e ao olhos de outros sou chato e estressado, porque faço valer meus direitos... Saio como o errado da história...
Moral da história...é bem mais fácil botar no cu do certo que entender o errado... Entender o errado é mais complicado, porque o errado ta fazendo o “certo” no seu ”direito”, já o “certo” ta fazendo “errado” por estar estressando o “certo”.
Ou mais simples o errado sou sempre eu...Botar no cu deste “ninguém”que sou é mais simples, porque ninguém se importa com o cu de "ninguém". Cada um que cuide do seu mesmo “errado”.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Mentiram para vocês...
• Quando disseram que a televisão é diversão para toda a família.
• Quando disseram que futebol e religião não se discutem.
• Quando disseram que jornais informam.
• Quando disseram que cinema é um bom programa para o final de semana.
• Quando disseram que pipoca combina com guaraná.
• Mentiram quando disseram que professores educam.
• Mentiram quando disseram que particulares são melhores que públicas.
Mentiram, porque a mentira embasada na “verdade”, manipula e acumula poder... poder que canalizado, gera controle... Controle que bem guiado gera ordem... Ordem que rege o Sistema... Sistema que não deve ser contestado, transformando mentira em verdade.
Se a vida é um processo em constante mutação, interminável, onde a regra geral é ditada pela mudança e pela transformação, porque optamos por acreditar em verdades prontas, estagnadas, imutáveis. Se há algo que é constante é a inconstância.
Naturalmente somos mudança, de bebes em crianças, em jovens, em adultos, em idosos, em adubo...
Naturalmente somos inocentes, moldados, montados, educados, rebeldes, conformados, senis...
Naturalmente somos alunos a um tempo e professores em outro...
Se tudo a nossa volta muda o tempo todo, porque nos agarramos a “verdades” e julgamos que estas nos definem...? “Esse é meu time”, “Essa é minha religião”, “Sou assim mesmo”, “Esta é minha cidade”, “Esta é minha escolha”. Pensam que se agarrando a determinadas opções estas irão definir-nos.
Mentiram para vocês mais uma vez...
Mas afinal, quando chega a verdade?
A resposta é simples...
• O tempo da verdade chega quando optamos por nos destruir;
• O tempo da verdade chega quando optamos por nos descobrir;
• O tempo da verdade chega quando mudamos de canal ou desligamos a Tv.
• O tempo da verdade chega quando nos fazemos enxergar com nossos olhos;
• O tempo da verdade chega quando procuramos nossas verdades, quando as verdades que nos deram não nos servem mais;
O tempo da verdade nos chega apenas... e muitas vezes não estamos prontos para ela, assim fazemos a escolha entre viver na caverna ou ousar sair dela e pagar o preço por deixar de ser aquilo que éramos e lutar para não sermos mortos por nossos irmãos...
• A mentira consola... a verdade corrompe;
• A mentira sopra... a verdade machuca;
• A mentira forra o caminho por onde andamos... a verdade nos é insuportável
• A mentira exala um doce perfume... a verdade é uma merda.
A vida pode ser um imaculado apanhado de mentiras, ou um poço doloroso de verdade...
• Seus pais mentem;
• seus amigos mentem;
• seu chefe mente;
• seu namorado(a) mente;
• seu professor mente;
• o contexto social do que fazemos parte mente;
Mas as vezes também falam verdades...
Achar o filtro que nos diz o que é um e o que é outro é a tarefa do real comprometimento com a educação a qual me proponho enquanto educador. Não ensinar o que são verdades ou mentiras, mas minha tarefa é mostrá-los, ensiná-los, educá-los no sentido em que se saibam iludidos e que se saibam detentores do poder de enxergar. Só somos enganados quando delegamos poder, quando nos deixamos enganar, quando deixamos que outros nos digam o que é certo. Minha tarefa é mostrar que só somos vítimas enquanto queremos, só somos fracos enquanto queremos, só somos ignorantes por opção.
História é um apanhado de uma série de mentiras por nos inventadas para assim inventar verdades que possamos entender, que possamos julgar, quantificar, medir, justificar. História é uma mentira com critério. História é uma mentira científica.
História é uma forma de analisar o mundo, e através de suas leituras nos reescrevemos enquanto frutos de suas mentiras e verdades, para assim termos as armas para poder compreender nosso presente, nos compreender como pessoas, enxergar as mentiras do mundo pelo prisma das “verdades” que optamos por acreditar.
• Quando disseram que futebol e religião não se discutem.
• Quando disseram que jornais informam.
• Quando disseram que cinema é um bom programa para o final de semana.
• Quando disseram que pipoca combina com guaraná.
• Mentiram quando disseram que professores educam.
• Mentiram quando disseram que particulares são melhores que públicas.
Mentiram, porque a mentira embasada na “verdade”, manipula e acumula poder... poder que canalizado, gera controle... Controle que bem guiado gera ordem... Ordem que rege o Sistema... Sistema que não deve ser contestado, transformando mentira em verdade.
Se a vida é um processo em constante mutação, interminável, onde a regra geral é ditada pela mudança e pela transformação, porque optamos por acreditar em verdades prontas, estagnadas, imutáveis. Se há algo que é constante é a inconstância.
Naturalmente somos mudança, de bebes em crianças, em jovens, em adultos, em idosos, em adubo...
Naturalmente somos inocentes, moldados, montados, educados, rebeldes, conformados, senis...
Naturalmente somos alunos a um tempo e professores em outro...
Se tudo a nossa volta muda o tempo todo, porque nos agarramos a “verdades” e julgamos que estas nos definem...? “Esse é meu time”, “Essa é minha religião”, “Sou assim mesmo”, “Esta é minha cidade”, “Esta é minha escolha”. Pensam que se agarrando a determinadas opções estas irão definir-nos.
Mentiram para vocês mais uma vez...
Mas afinal, quando chega a verdade?
A resposta é simples...
• O tempo da verdade chega quando optamos por nos destruir;
• O tempo da verdade chega quando optamos por nos descobrir;
• O tempo da verdade chega quando mudamos de canal ou desligamos a Tv.
• O tempo da verdade chega quando nos fazemos enxergar com nossos olhos;
• O tempo da verdade chega quando procuramos nossas verdades, quando as verdades que nos deram não nos servem mais;
O tempo da verdade nos chega apenas... e muitas vezes não estamos prontos para ela, assim fazemos a escolha entre viver na caverna ou ousar sair dela e pagar o preço por deixar de ser aquilo que éramos e lutar para não sermos mortos por nossos irmãos...
• A mentira consola... a verdade corrompe;
• A mentira sopra... a verdade machuca;
• A mentira forra o caminho por onde andamos... a verdade nos é insuportável
• A mentira exala um doce perfume... a verdade é uma merda.
A vida pode ser um imaculado apanhado de mentiras, ou um poço doloroso de verdade...
• Seus pais mentem;
• seus amigos mentem;
• seu chefe mente;
• seu namorado(a) mente;
• seu professor mente;
• o contexto social do que fazemos parte mente;
Mas as vezes também falam verdades...
Achar o filtro que nos diz o que é um e o que é outro é a tarefa do real comprometimento com a educação a qual me proponho enquanto educador. Não ensinar o que são verdades ou mentiras, mas minha tarefa é mostrá-los, ensiná-los, educá-los no sentido em que se saibam iludidos e que se saibam detentores do poder de enxergar. Só somos enganados quando delegamos poder, quando nos deixamos enganar, quando deixamos que outros nos digam o que é certo. Minha tarefa é mostrar que só somos vítimas enquanto queremos, só somos fracos enquanto queremos, só somos ignorantes por opção.
História é um apanhado de uma série de mentiras por nos inventadas para assim inventar verdades que possamos entender, que possamos julgar, quantificar, medir, justificar. História é uma mentira com critério. História é uma mentira científica.
História é uma forma de analisar o mundo, e através de suas leituras nos reescrevemos enquanto frutos de suas mentiras e verdades, para assim termos as armas para poder compreender nosso presente, nos compreender como pessoas, enxergar as mentiras do mundo pelo prisma das “verdades” que optamos por acreditar.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Apenasmente sendo-me...
Trocando passos com o destino...
Trocando com os destinos de cada passo...
Destinos trocados em cada passo...
Passos meus...deveras meus...
Trocando com os destinos de cada passo...
Destinos trocados em cada passo...
Passos meus...deveras meus...
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Declaração interessante...
Declaração retirada do site: http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3319570642025357346
"A questão é muito complexa', disse Haddad em resposta ao deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), que sugeriu, em audiência na Comissão de Educação e Cultura da Câmara, que as avaliações fossem enviadas via satélite para cada local de aplicação, onde os testes seriam impressos. 'Não é seguro o procedimento, qualquer transmissão de dados é capturável. A ideia deve ser estudada, verificada, mas hoje essa transmissão é muito arriscada, mesmo criptografada', afirmou o ministro. 'Há hoje esses pequenos gênios, hackers, que chegam a conseguir derrubar um site de banco"
É de fato muito interessante quando um ministro faz uma declaração como esta sobre as possíveis falhas no envio de dados através da Rede... Me lembrou o diretor do TRE afirmando CATEGORICAMENTE que o sistema de envio de votos pela NÂO PODERIA ser tocado por hackers, de fato o programa do TRE é anti-falhas e anti-quebra...
Não seria legal então o pessoal do TRE fazer essa distribuição on line das provas, já que seu sistema é inquebrável... ou será que o ministro pode ter razão quanto as falhas???
Assim me abre uma pequena brecha para perguntar...
O nosso atual sistema eleitoral poder ter falhas?
Resp: NÂO
O nosso atual sistema eleitoral on-line poderia algum dia ter falhas?
Resp: NÂO
Se por acaso fosse a público que o sistema do TRE sofreu invasões... isso viria a público?
Resp: NÂO
O nosso sistema Republicano-Democrático de eleição se manteria depois de uma falha como estas?
Resp: NÃO
Então é por isso que nunca vi falhas e nunca vou ver?
Resp: SIM
Se o sistema inquebrável do TRE é tão perfeito certamente países como os EUA o usam, claro...?
Resp: NÃO.
Não é no mínimo interessante que um dos países mais ricos, influentes e líderes de tecnologia não façam eleições com sistema de contagem on-line?
Resp: SIM.
Isso significa que o Brasil é melhor do que os EUA no quesito "organização de eleição"?
Resp: NÃO
No que se confia então, nas cédulas ou nos computadores?
Resp: em quem é mais fácil confiar? No ministro que fala abertamente que não confia no sistema de envio on-line, já que este é falho e diariamente a polícia federal desbanca hackers que desbloqueiam todas as portas pela internet, entrando em tudo, sendo noticiados com uma certa frequencia, ou acreditar num representante do órgão que simplesmente NÂO PODE FALHAR? NÃO É QUE ELE NÃO PODE, ELE NÃO DEVE, A FALHA NESSE CASO NÃO É OPÇÃO, ELA NÃO EXISTE, POIS SE EXISTIR... SE EXISTIR... "NÃO... DEFINITIVAMENTE NÃO EXISTE"
"A questão é muito complexa', disse Haddad em resposta ao deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), que sugeriu, em audiência na Comissão de Educação e Cultura da Câmara, que as avaliações fossem enviadas via satélite para cada local de aplicação, onde os testes seriam impressos. 'Não é seguro o procedimento, qualquer transmissão de dados é capturável. A ideia deve ser estudada, verificada, mas hoje essa transmissão é muito arriscada, mesmo criptografada', afirmou o ministro. 'Há hoje esses pequenos gênios, hackers, que chegam a conseguir derrubar um site de banco"
É de fato muito interessante quando um ministro faz uma declaração como esta sobre as possíveis falhas no envio de dados através da Rede... Me lembrou o diretor do TRE afirmando CATEGORICAMENTE que o sistema de envio de votos pela NÂO PODERIA ser tocado por hackers, de fato o programa do TRE é anti-falhas e anti-quebra...
Não seria legal então o pessoal do TRE fazer essa distribuição on line das provas, já que seu sistema é inquebrável... ou será que o ministro pode ter razão quanto as falhas???
Assim me abre uma pequena brecha para perguntar...
O nosso atual sistema eleitoral poder ter falhas?
Resp: NÂO
O nosso atual sistema eleitoral on-line poderia algum dia ter falhas?
Resp: NÂO
Se por acaso fosse a público que o sistema do TRE sofreu invasões... isso viria a público?
Resp: NÂO
O nosso sistema Republicano-Democrático de eleição se manteria depois de uma falha como estas?
Resp: NÃO
Então é por isso que nunca vi falhas e nunca vou ver?
Resp: SIM
Se o sistema inquebrável do TRE é tão perfeito certamente países como os EUA o usam, claro...?
Resp: NÃO.
Não é no mínimo interessante que um dos países mais ricos, influentes e líderes de tecnologia não façam eleições com sistema de contagem on-line?
Resp: SIM.
Isso significa que o Brasil é melhor do que os EUA no quesito "organização de eleição"?
Resp: NÃO
No que se confia então, nas cédulas ou nos computadores?
Resp: em quem é mais fácil confiar? No ministro que fala abertamente que não confia no sistema de envio on-line, já que este é falho e diariamente a polícia federal desbanca hackers que desbloqueiam todas as portas pela internet, entrando em tudo, sendo noticiados com uma certa frequencia, ou acreditar num representante do órgão que simplesmente NÂO PODE FALHAR? NÃO É QUE ELE NÃO PODE, ELE NÃO DEVE, A FALHA NESSE CASO NÃO É OPÇÃO, ELA NÃO EXISTE, POIS SE EXISTIR... SE EXISTIR... "NÃO... DEFINITIVAMENTE NÃO EXISTE"
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Agnóstico...
- Oi pai...
Ele chega, minha vida, minha extensão, meu eu pequeno, meus olhos, mas com a sensibilidade da mãe... Não canso de olhá-lo, sempre saltitante, sempre correndo, sempre feliz... Mas hoje ele vem devagar, lento, trocando passos...
- Pai... pai ... pai...
Pelo tom da voz, problemas, mas o que um garotinho de 13 anos pode ter de tão grave que o deixou tão sério... Mas isso não há de ser nada...
- Pai estou confuso...
Essa é sem duvida a melhor parte de ser pai, ser herói, saber de tudo, ser seu guia... (Ele suspira) Ai ai...
- Diga meu querido... o que foi que te deixou tão sério? Não foi bem na escola hoje? Algum problema?
Ele senta concentrado, no sofá de frente para mim, olha para baixo, o olhar longe, está uma graça assim com essa pose de adulto...
- Quer vir pro colo do pai?
- Tá.
- E agora me diga o que houve?
- Pai... é...
Será que está apaixonado? Será que apanhou na escola... Hum não vejo nada... Será que foi humilhado por algum coleguinha?
- Pai, computadores pensam?
Um sorriso brota em meus lábios, besteira de criança...Aff, por um segundo achei que fosse algo sério...
- Não meu bem, seu computador já falou com você, teve alguma conversa, ele chora sorri, anda, come...?
- Não...
- Pois é só quem faz isso somos nós as pessoas e nos é que pensamos.
- Mas pai, meu professor me falou hoje de um negócio chamado Inteligência Artificial. E fiquei pensando nisso, daí me liguei que só penso porque tenho inteligência. Como as máquinas também tem inteligência, elas também não pensam?
Puta que pariu, de onde saiu isso... (O sorriso já não é o mesmo).
- Bem filho, o que o seu professor falou, foi de programas que todo computador usa, só que estes de Inteligência Artificial, são mais sofisticados, porque através da forma como funcionam, dá a entender que esses programas pensam. Mas nada mais é do que uma...
Porra como é que eu vou explicar isso...
- Bem, deixe eu dar um exemplo... você entra e sai de sites todos os dias não é?
- É.
- Então há programas que dão uma lista para você dos seus sites preferidos. Isso é porque o computador ficou pensando para te mostrar isso, não. Apenas há no computador um programa que reconhece uma quantidade de vezes X que você entra e a partir daí te dá essa informação.
- Entendi...
Ufa, essa cansou... mas enfim ainda herói...
- Mas pai...
Ops... não acabou...
- Mas pai, então um computador não é capaz de nos entender não é?
- Não meu querido, nos que o entendemos, nós que o criamos, somos o mesmo que Deus pra eles...
Entendi...
Adoro ser pai... momentos como esse são magníficos...Mas ele ainda está pensativo...
- Pai o que é alma?
Minha cara agora virou uma interrogação..
- Bem filho, a alma é ... bem... hum ... Todos nós temos uma alma, um corpo que é o que vemos, e uma alma que é invisível. É essa alma que nos foi dada por Deus, e uma das formas da manifestação de nossa alma é justamente a nossa inteligência.
- Entendi.
Caraaaaaaaaaalho... onde danado esse menino passou o dia, numa escola mesmo? Esse menino ta andando com quem?
- Pai então só nós temos alma?
- Todos os animais tem, mas no homem é mais desenvolvida pois temos uma inteligência única.
- Então as máquinas mesmo com a sua inteligência artificial, não tem alma?
- Bem... não.
- Mas pai, se o computador tivesse alma ele poderia nos entender, já que criamos a máquina?
PUTA QUE PARIU ( nesse momento tiro ele do meu colo e olho pra essa peste em forma de garoto... de onde esta vindo isso, esse menino esta possuído) agora estou sério.
- Bem... é... acho que ... é ... com alma ... s... é... espera ( minha cabeça está esquentando)... Sim, se o computador tivesse alma ele nos compreenderia, claro, porque não ?
- Hum.
HUM, ele fez “hum”, e ainda está serio... ai cacete, essa porra ainda não acabou... que raio de menino pra perguntar...
- Então eu posso dizer que apesar do computador ser uma máquina de ultima geração, com milhares de recursos, falta a ela uma peça, que poderíamos chamar de “alma”, para que a máquina tenha mesmo uma inteligência de verdade?
- ... é...
- Hum...
- Pai...
Será que isso não acaba?
- Pai... o que é Deus?
.......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................pariu!!!
- Bem filho Deus é o criador de tudo, tudo o que nos cerca, as pessoas, a natureza, vc, eu, sua mãe, tudo.
- Mas você sabe exatamente o que é Deus, assim como a gente sabe o que são os computadores?
- Não, nós criamos os computadores e por isso sabemos tudo sobre ele, mas Deus nos criou assim, como suas criações sabemos muito de nós, mas muito pouco dele...
Minha cabeça ferve e esse porra de menino ainda está sério... Como pode?? 13 anos e me fuzilar assim???
- Pai, seria correto eu dizer que um computador não pode conhecer o homem porque falta a ele uma parte, e que o homem possui uma parte chamada alma que o ajuda a entender o mundo e as máquinas, mas não a Deus completamente?
- HEIM????
- Pai seria correto dizer que apesar de termos uma alma, nos falta algo para entender Deus completamente, como se nos faltasse uma parte da máquina?
-COMO É???
- Pai, supondo que nos falta essa parte, e o que temos de Deus são suposições, como minha professora e religião pode falar com CERTEZA do que ele é e como ele pensa e age, se nos falta uma parte para entendê-lo?
- PUTA QUE PARIU!!
- Pai o senhor falou um palavrão...
- MENINO QUE PORRA DE PERGUNTAS SÂO ESSAS!!????
- Nada pai, é que tive aula hoje de ...
- DE QUE PORRA VOCÊ TEVE AULA?
- Tive Computação, Religião e Filosofia...
- PUTA QUE PARIU, FOI A PORRA DA FILOSOFIA...
- Pai, quanto palavrão... Ei, o senhor não me respondeu...
- RESPONDER O QUE MENINO, O QUE FOI QUE PORRA TU ME PERGUNTOU...
- Pai sobre a alma do ser ...
-QUE PORRA DE ALMA, VAI PRO TEU QUARTO FAZER AS TAREFAS QUE É MAIS IMPORTANTE...
- Mas pai você não...
- MAS PAI NADA, VAI...
O menino sai sem entender nada...
No outro dia o pai foi a escola fazer uma reclamação formal na escola de que o professor estava pregando princípios satanistas para seus alunos...
O professor acabou se indispondo com a direção, a primeira de muitas indisposições até que começou a dar aula decoreba sobre princípios da filosofia, não mais reflexão, apenas copia-cola.
O pai passou a temer todas as vezes que o filho chegava sério em casa... e a partir daquele dia com professor ou não, isso passou a ocorrer com uma certa frequência.
E o garoto nunca mais teve nenhuma explicação de seu pai a respeito de religião, teve que caminhar, ter suas respostas... o que acabou achando foram mais perguntas... Um caminho sem volta, com muitas curvas, cada uma com seus desvios, cada desvio com seus segredos, verdadeiros ou falsos, mas seus.
Depois daquele dia a relação mudou, o pai perdeu um seguidor fanático, o filho perdeu seu herói...
Depois daquele dia o véu caiu de seus olhos e nunca mais pode ser reposto, isso nunca lhe trouxe paz...
Depois daquele dia ele se percebeu diferente de todos o que o rodeavam...
Depois daquele dia o garoto começou o caminho para entender o título de seu texto...
P.S: Qualquer semelhança com a realidade, não passa de mera ficção... eu acho...
Ele chega, minha vida, minha extensão, meu eu pequeno, meus olhos, mas com a sensibilidade da mãe... Não canso de olhá-lo, sempre saltitante, sempre correndo, sempre feliz... Mas hoje ele vem devagar, lento, trocando passos...
- Pai... pai ... pai...
Pelo tom da voz, problemas, mas o que um garotinho de 13 anos pode ter de tão grave que o deixou tão sério... Mas isso não há de ser nada...
- Pai estou confuso...
Essa é sem duvida a melhor parte de ser pai, ser herói, saber de tudo, ser seu guia... (Ele suspira) Ai ai...
- Diga meu querido... o que foi que te deixou tão sério? Não foi bem na escola hoje? Algum problema?
Ele senta concentrado, no sofá de frente para mim, olha para baixo, o olhar longe, está uma graça assim com essa pose de adulto...
- Quer vir pro colo do pai?
- Tá.
- E agora me diga o que houve?
- Pai... é...
Será que está apaixonado? Será que apanhou na escola... Hum não vejo nada... Será que foi humilhado por algum coleguinha?
- Pai, computadores pensam?
Um sorriso brota em meus lábios, besteira de criança...Aff, por um segundo achei que fosse algo sério...
- Não meu bem, seu computador já falou com você, teve alguma conversa, ele chora sorri, anda, come...?
- Não...
- Pois é só quem faz isso somos nós as pessoas e nos é que pensamos.
- Mas pai, meu professor me falou hoje de um negócio chamado Inteligência Artificial. E fiquei pensando nisso, daí me liguei que só penso porque tenho inteligência. Como as máquinas também tem inteligência, elas também não pensam?
Puta que pariu, de onde saiu isso... (O sorriso já não é o mesmo).
- Bem filho, o que o seu professor falou, foi de programas que todo computador usa, só que estes de Inteligência Artificial, são mais sofisticados, porque através da forma como funcionam, dá a entender que esses programas pensam. Mas nada mais é do que uma...
Porra como é que eu vou explicar isso...
- Bem, deixe eu dar um exemplo... você entra e sai de sites todos os dias não é?
- É.
- Então há programas que dão uma lista para você dos seus sites preferidos. Isso é porque o computador ficou pensando para te mostrar isso, não. Apenas há no computador um programa que reconhece uma quantidade de vezes X que você entra e a partir daí te dá essa informação.
- Entendi...
Ufa, essa cansou... mas enfim ainda herói...
- Mas pai...
Ops... não acabou...
- Mas pai, então um computador não é capaz de nos entender não é?
- Não meu querido, nos que o entendemos, nós que o criamos, somos o mesmo que Deus pra eles...
Entendi...
Adoro ser pai... momentos como esse são magníficos...Mas ele ainda está pensativo...
- Pai o que é alma?
Minha cara agora virou uma interrogação..
- Bem filho, a alma é ... bem... hum ... Todos nós temos uma alma, um corpo que é o que vemos, e uma alma que é invisível. É essa alma que nos foi dada por Deus, e uma das formas da manifestação de nossa alma é justamente a nossa inteligência.
- Entendi.
Caraaaaaaaaaalho... onde danado esse menino passou o dia, numa escola mesmo? Esse menino ta andando com quem?
- Pai então só nós temos alma?
- Todos os animais tem, mas no homem é mais desenvolvida pois temos uma inteligência única.
- Então as máquinas mesmo com a sua inteligência artificial, não tem alma?
- Bem... não.
- Mas pai, se o computador tivesse alma ele poderia nos entender, já que criamos a máquina?
PUTA QUE PARIU ( nesse momento tiro ele do meu colo e olho pra essa peste em forma de garoto... de onde esta vindo isso, esse menino esta possuído) agora estou sério.
- Bem... é... acho que ... é ... com alma ... s... é... espera ( minha cabeça está esquentando)... Sim, se o computador tivesse alma ele nos compreenderia, claro, porque não ?
- Hum.
HUM, ele fez “hum”, e ainda está serio... ai cacete, essa porra ainda não acabou... que raio de menino pra perguntar...
- Então eu posso dizer que apesar do computador ser uma máquina de ultima geração, com milhares de recursos, falta a ela uma peça, que poderíamos chamar de “alma”, para que a máquina tenha mesmo uma inteligência de verdade?
- ... é...
- Hum...
- Pai...
Será que isso não acaba?
- Pai... o que é Deus?
.......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................pariu!!!
- Bem filho Deus é o criador de tudo, tudo o que nos cerca, as pessoas, a natureza, vc, eu, sua mãe, tudo.
- Mas você sabe exatamente o que é Deus, assim como a gente sabe o que são os computadores?
- Não, nós criamos os computadores e por isso sabemos tudo sobre ele, mas Deus nos criou assim, como suas criações sabemos muito de nós, mas muito pouco dele...
Minha cabeça ferve e esse porra de menino ainda está sério... Como pode?? 13 anos e me fuzilar assim???
- Pai, seria correto eu dizer que um computador não pode conhecer o homem porque falta a ele uma parte, e que o homem possui uma parte chamada alma que o ajuda a entender o mundo e as máquinas, mas não a Deus completamente?
- HEIM????
- Pai seria correto dizer que apesar de termos uma alma, nos falta algo para entender Deus completamente, como se nos faltasse uma parte da máquina?
-COMO É???
- Pai, supondo que nos falta essa parte, e o que temos de Deus são suposições, como minha professora e religião pode falar com CERTEZA do que ele é e como ele pensa e age, se nos falta uma parte para entendê-lo?
- PUTA QUE PARIU!!
- Pai o senhor falou um palavrão...
- MENINO QUE PORRA DE PERGUNTAS SÂO ESSAS!!????
- Nada pai, é que tive aula hoje de ...
- DE QUE PORRA VOCÊ TEVE AULA?
- Tive Computação, Religião e Filosofia...
- PUTA QUE PARIU, FOI A PORRA DA FILOSOFIA...
- Pai, quanto palavrão... Ei, o senhor não me respondeu...
- RESPONDER O QUE MENINO, O QUE FOI QUE PORRA TU ME PERGUNTOU...
- Pai sobre a alma do ser ...
-QUE PORRA DE ALMA, VAI PRO TEU QUARTO FAZER AS TAREFAS QUE É MAIS IMPORTANTE...
- Mas pai você não...
- MAS PAI NADA, VAI...
O menino sai sem entender nada...
No outro dia o pai foi a escola fazer uma reclamação formal na escola de que o professor estava pregando princípios satanistas para seus alunos...
O professor acabou se indispondo com a direção, a primeira de muitas indisposições até que começou a dar aula decoreba sobre princípios da filosofia, não mais reflexão, apenas copia-cola.
O pai passou a temer todas as vezes que o filho chegava sério em casa... e a partir daquele dia com professor ou não, isso passou a ocorrer com uma certa frequência.
E o garoto nunca mais teve nenhuma explicação de seu pai a respeito de religião, teve que caminhar, ter suas respostas... o que acabou achando foram mais perguntas... Um caminho sem volta, com muitas curvas, cada uma com seus desvios, cada desvio com seus segredos, verdadeiros ou falsos, mas seus.
Depois daquele dia a relação mudou, o pai perdeu um seguidor fanático, o filho perdeu seu herói...
Depois daquele dia o véu caiu de seus olhos e nunca mais pode ser reposto, isso nunca lhe trouxe paz...
Depois daquele dia ele se percebeu diferente de todos o que o rodeavam...
Depois daquele dia o garoto começou o caminho para entender o título de seu texto...
P.S: Qualquer semelhança com a realidade, não passa de mera ficção... eu acho...
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Espíritos...
Através das camadas do tempo, mergulhadas nas histórias antigas, pronunciadas, grafadas, esculpidas, escritas, descritas... Profetas, poetas, escribas, monges, os guarda-livros de todas as épocas possuem alguma passagem entre eles... Permeam toda a existência, e se fazer seres inspiradores da vida...
Sua existência nunca foi contestada, nas sua junção... esta sim... a fonte de dramas, lutas, e as mais violentas e paixões...
Mutuamente excludentes, mutuamente atraentes, mutuamente necessários, mutuamente odiosos...
Quando as armas baixam e se olham, o que se experimenta não é nada mais que a morte... A morte de tudo o que os circunda, a morte do mundo e o único foco de luz, a única chama de vida resta em pé a sua frente, olhando, as palavras não são necessárias, pois se sabem únicos... E através do olhar entram-se um no outro e enxergam todo o motivo da existência... Naqueles olhos não há duvida, não há luta mais, não há nada que não lhe seja ele mesmo, o encontro de si no outro...
Espíritos existem antes do tempo, e assim o serão até que o tempo se finde... E tão presente quanto este, o encontro, a amálgama que se forma quando dois diferentes tipos destes se acham...
O espírito antigo: serio, apegado a si, ao que acha, ao que construiu, a suas convicções, não se deixa levar, é como uma pedra na beira de uma queda d'água, inquebrável, verga como bambu, mas resiste como uma montanha. Suas convicções são sua resposta para o mundo que a cada dia critica, equaliza, compreende. O espírito antigo, nasce póstumo, assim preserva hábitos velhos, simples, despido de máscaras, suas maiores alegrias residem na hombridade, e na convicção de que um novo dia trará novas complicações, assim como novas esperanças para que homens se redimam das formas como acharem melhor...
O espírito livre: leve, flutuante, criativo, belo, de uma beleza que transcende seu interior e molda sua superfície. A inteligência rápida é um de seus traços mais marcantes, vaza por seus poros, influencia seus pares, deslancha a criatividade alheia. Não tenta compreender o mundo, aceita-o como é, nutre-se dele, nutre ele consigo, é o próprio alimento da vida, e em si resguarda o carisma que sua liberdade proporciona, livre de amarras, vaga, toca, muda, transforma onde passa e o que toca. Sua liberdade nunca pode ser contida...
A não ser que consinta...por um pequeno tempo...
E neste momento esses dois espíritos fazem a sua experiência...
E se trocam...
Se amam...
Se aprendem ,se prendem e se apreendem...
Essa experiência deixa seus traços por toda a humanidade... sempre achamos pessoas assim, ou as somos ou nos influenciamos nelas... Nas grandes, nas pequenas, nas loucas, nas dispersas, nas mais diferentes culturas e histórias...
Duvida da minha história... relembre os olhos... E você se pergunta "que olhos??"
Apenas feche os olhos e você os verá lá... lá... eternamente lá, nesta nossa vida perene...
Sua existência nunca foi contestada, nas sua junção... esta sim... a fonte de dramas, lutas, e as mais violentas e paixões...
Mutuamente excludentes, mutuamente atraentes, mutuamente necessários, mutuamente odiosos...
Quando as armas baixam e se olham, o que se experimenta não é nada mais que a morte... A morte de tudo o que os circunda, a morte do mundo e o único foco de luz, a única chama de vida resta em pé a sua frente, olhando, as palavras não são necessárias, pois se sabem únicos... E através do olhar entram-se um no outro e enxergam todo o motivo da existência... Naqueles olhos não há duvida, não há luta mais, não há nada que não lhe seja ele mesmo, o encontro de si no outro...
Espíritos existem antes do tempo, e assim o serão até que o tempo se finde... E tão presente quanto este, o encontro, a amálgama que se forma quando dois diferentes tipos destes se acham...
O espírito antigo: serio, apegado a si, ao que acha, ao que construiu, a suas convicções, não se deixa levar, é como uma pedra na beira de uma queda d'água, inquebrável, verga como bambu, mas resiste como uma montanha. Suas convicções são sua resposta para o mundo que a cada dia critica, equaliza, compreende. O espírito antigo, nasce póstumo, assim preserva hábitos velhos, simples, despido de máscaras, suas maiores alegrias residem na hombridade, e na convicção de que um novo dia trará novas complicações, assim como novas esperanças para que homens se redimam das formas como acharem melhor...
O espírito livre: leve, flutuante, criativo, belo, de uma beleza que transcende seu interior e molda sua superfície. A inteligência rápida é um de seus traços mais marcantes, vaza por seus poros, influencia seus pares, deslancha a criatividade alheia. Não tenta compreender o mundo, aceita-o como é, nutre-se dele, nutre ele consigo, é o próprio alimento da vida, e em si resguarda o carisma que sua liberdade proporciona, livre de amarras, vaga, toca, muda, transforma onde passa e o que toca. Sua liberdade nunca pode ser contida...
A não ser que consinta...por um pequeno tempo...
E neste momento esses dois espíritos fazem a sua experiência...
E se trocam...
Se amam...
Se aprendem ,se prendem e se apreendem...
Essa experiência deixa seus traços por toda a humanidade... sempre achamos pessoas assim, ou as somos ou nos influenciamos nelas... Nas grandes, nas pequenas, nas loucas, nas dispersas, nas mais diferentes culturas e histórias...
Duvida da minha história... relembre os olhos... E você se pergunta "que olhos??"
Apenas feche os olhos e você os verá lá... lá... eternamente lá, nesta nossa vida perene...
30 Seconds to Mars... Viajo nessa letra...
Kings And Queens
Into the night
Desperate and broken
The sound of a fight
Father has spoken
We were the Kings and Queens of promise
We were the victims of ourselves
Maybe the Children of a Lesser God
Between Heaven and Hell
Heaven and Hell
Into your lives
Hopeless and Taken
We stole our new lives
Through blood and pain
In defense of our dreams
In defense of our dreams
Reis e Rainhas
Dentro da noite
Desesperado e destruído
O som da luta
O Pai já tinha dito
Nós éramos os reis e as rainhas da promessa
Nós éramos as vítimas de nós mesmos
Talvez as crianças de um deus menor
Entre o céu e o inferno
Céu e inferno
Dentro de suas vidas
Sem esperança e capturados
Nós roubamos nossas novas vidas
Através de sangue e dor
Na defesa dos nossos sonhos
Na defesa dos nossos sonhos
Puta que pariu é só o que digo...
Segunda é o dia que me sou...
Segunda é o dia que me sou...
É quando não posso me esconder...
O espelho perscruta o que restou..
Desse vagar, desse triste se estender...
Segunda é o dia que me sou...
Foram-se os dias de sonho,
E de tudo que fui, nada restou...
Catar-me os pedaços ,é a tarefa que me ponho...
Segunda é o dia que me sou...
As mascaras da ilusão se desfazem...
A vida segue e me fico nisto que restou...
E a lua trará consigo o repetir dos dias infindos que sempre se refazem
É quando não posso me esconder...
O espelho perscruta o que restou..
Desse vagar, desse triste se estender...
Segunda é o dia que me sou...
Foram-se os dias de sonho,
E de tudo que fui, nada restou...
Catar-me os pedaços ,é a tarefa que me ponho...
Segunda é o dia que me sou...
As mascaras da ilusão se desfazem...
A vida segue e me fico nisto que restou...
E a lua trará consigo o repetir dos dias infindos que sempre se refazem
Eleição (parte II) Frases que ouvi...
“Lula nasceu com a bunda pra lua, uma história de sucesso...”
Epa, mas ele não perdeu durante 12 anos de forma vergonhosa antes, como assim nasceu com a bunda virada pra lua?? (grifo meu)
“Agora a direita foi derrotada!”
Mas... Michel Temer não é vice dela?? E o cara não é de direita?? (grifo meu)
Muito foda ouvir certas coisas...
Epa, mas ele não perdeu durante 12 anos de forma vergonhosa antes, como assim nasceu com a bunda virada pra lua?? (grifo meu)
“Agora a direita foi derrotada!”
Mas... Michel Temer não é vice dela?? E o cara não é de direita?? (grifo meu)
Muito foda ouvir certas coisas...
Eleição...
Hoje estou triste... a “democracia” foi feita, votamos pelo continuísmo do nada, escolhemos o caminho sem mudança, optamos por um trajeto sem surpresas, exercemos nossa cidadania para nada mais que legitimar um sistema doente... Agora é uma mulher, moldada, criada, sem discurso, sem preparo para tal função... mais uma vez a esperança vazia foi renovada... e mais uma vez será uma dantesca decepção...
Minha única convicção hoje é que estou triste, mas... se outro tivesse ganho, eu estaria de luto e desesperado... Não posso deixar de encarar isso como um lucro...
Caralho... como é difícil escolher entre algo ruim e algo horrendo...
Viva a Democracia...
Minha única convicção hoje é que estou triste, mas... se outro tivesse ganho, eu estaria de luto e desesperado... Não posso deixar de encarar isso como um lucro...
Caralho... como é difícil escolher entre algo ruim e algo horrendo...
Viva a Democracia...
domingo, 31 de outubro de 2010
30 Seconds to Mars... Meu mais novo achado...
This is war
It's the moment of truth and the moment to lie
The moment to live and the moment to die
The moment to fight, the moment to fight,
to fight, to fight, to fight
To the right,
to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world from the last to the first
To the right,
to the left
We will fight to the death
To the Edge of the Earth
It's a brave new world, It's a brave new world
Isso é guerra
Este é o momento da verdade e o momento para mentir
O momento de viver e o momento de morrer
O momento de lutar, o momento de lutar,
de lutar, de lutar, de lutar
Pela direita, pela esquerda
Nós vamos lutar até a morte
Até a extremidade da Terra
É um mundo novo e valente do último até o primeiro
Pela direita, pela esquerda
Nós vamos lutar até a morte
Até a extremidade da Terra
É um mundo novo e valente, é um mundo novo e valente
sábado, 30 de outubro de 2010
Uma possível história, de fatos...
Uma vez, duas, três, quarto... mudo de canal, outro repórter a mesma notícia... Dessa vez será apenas a minha chatice, ou de fato tem alguma coisa estranha no ar...
Deixe eu me fazer entender...
O cenário: Estados Unidos da América
O problema: terrorismo
De que tipo: bomba
De que origem: árabe.
História velha?? Não. Novinha em folha...
Há poucos dias da eleição para cargos no congresso americano, o primeiro presidente negro da história doa seu tempo a um programa de humor, para assim parecer mais simpático a jovens eleitores. O entrevistador cumpre o seu papel de tirar uma com a cara do presidente. A iniciativa não parece ter a repercussão esperada...
Então a poucos dias dos democratas receberem a paulada de uma derrota e perdas de cadeiras importantes...
"Pequeno explicativo, porque essas cadeiras seriam perdidas?? Talvez pelo fato do super-homem recém eleito não ter ainda retirado as tropas do mundo árabe, talvez por ainda manter alto o custo para o país de uma guerra que muitos americanos não vêem mais sentido, talvez pelo fato de em seu governo terem perdido o posto de maior economia do mundo para um outro país que se ergue sobre o trabalho "escravo",talvez pelo fato da tão sonhada reforma da saúde não ter saído do papel, talvez pelo fato de estar fazendo um governo com palavras e não com atos como tudo o "mundo assim esperava.
Então, votando... a poucos dias dessa eleição importante, acompanhem comigo...
Um possível artefato químico é encontrado embalado e endereçado de algum lugar possivelmente árabe para uma (não disseram qual) sinagoga na Inglaterra.
e
Um possível artefato químico é encontrado embalado e endereçado de algum lugar possivelmente árabe para uma (não disseram qual) sinagoga nos Estados Unidos.
São encontradas possíveis evidências de que se trata de um atentado terrorista.
São mostrados possíveis suspeitos.
Possivelmente árabes (na foto mostrada do terrorista ele está de turbante e uma barba cheia - pré-requisito para ser terrorista).
Uma polícia possivelmente mediúnica acha esse artefato explosivo extremamente perigoso para democracia como um todo em possíveis refis de tinta de cartuchos de impressora.
Assim não mais possivelmente, mas de fato de instaura o caos, de fato as pessoas reconhecem que estão sob ataque, reconhecem que de fato tem seu presidente um protetor, e de fato a mídia já veicula que as intenções de voto já voltaram para os lados Democratas...
Mudando completamente de assunto ontem assisti um filme chamado "Elizabeth a era de ouro" e uma frase no filme me chamou a atenção, proferido pela própria Kate Blanchet no papel da rainha, ela fala "o medo gera o medo". Depois passei a me perguntar... será que esses presidentes assistem muitos filmes de história???
O medo gera além de tudo poder. Lição aprendida dia 11 de setembro de 2001, e jamais será esquecida...
Interessante como as coisas caminham...
Mas outra pergunta muito mais relevante me faço. Porque porra isso está na pauta dos meus assuntos?? Certamente porque qualquer coisa que acontece lá em cima nossa mídia vendida nos mostra, esmiúça, detalha, como se esta fosse minha história... Não, não é. Mas diariamente sou lembrado que faço parte do quintal americano...
Interessante como as coisas caminham... a história roda, roda, roda e não sai do canto, possivelmente porque lá existem americanos como meu colega que vende pão que pra tirar meu juízo me perguntou em quem vou votar. Burramente respondi... e ele sabiamente me disse, "como é que tu vota numa pessoa dessa, o que passou passou, pessoas novas tem coisas novas..."
É mole... bendita ignorância...
Deixe eu me fazer entender...
O cenário: Estados Unidos da América
O problema: terrorismo
De que tipo: bomba
De que origem: árabe.
História velha?? Não. Novinha em folha...
Há poucos dias da eleição para cargos no congresso americano, o primeiro presidente negro da história doa seu tempo a um programa de humor, para assim parecer mais simpático a jovens eleitores. O entrevistador cumpre o seu papel de tirar uma com a cara do presidente. A iniciativa não parece ter a repercussão esperada...
Então a poucos dias dos democratas receberem a paulada de uma derrota e perdas de cadeiras importantes...
"Pequeno explicativo, porque essas cadeiras seriam perdidas?? Talvez pelo fato do super-homem recém eleito não ter ainda retirado as tropas do mundo árabe, talvez por ainda manter alto o custo para o país de uma guerra que muitos americanos não vêem mais sentido, talvez pelo fato de em seu governo terem perdido o posto de maior economia do mundo para um outro país que se ergue sobre o trabalho "escravo",talvez pelo fato da tão sonhada reforma da saúde não ter saído do papel, talvez pelo fato de estar fazendo um governo com palavras e não com atos como tudo o "mundo assim esperava.
Então, votando... a poucos dias dessa eleição importante, acompanhem comigo...
Um possível artefato químico é encontrado embalado e endereçado de algum lugar possivelmente árabe para uma (não disseram qual) sinagoga na Inglaterra.
e
Um possível artefato químico é encontrado embalado e endereçado de algum lugar possivelmente árabe para uma (não disseram qual) sinagoga nos Estados Unidos.
São encontradas possíveis evidências de que se trata de um atentado terrorista.
São mostrados possíveis suspeitos.
Possivelmente árabes (na foto mostrada do terrorista ele está de turbante e uma barba cheia - pré-requisito para ser terrorista).
Uma polícia possivelmente mediúnica acha esse artefato explosivo extremamente perigoso para democracia como um todo em possíveis refis de tinta de cartuchos de impressora.
Assim não mais possivelmente, mas de fato de instaura o caos, de fato as pessoas reconhecem que estão sob ataque, reconhecem que de fato tem seu presidente um protetor, e de fato a mídia já veicula que as intenções de voto já voltaram para os lados Democratas...
Mudando completamente de assunto ontem assisti um filme chamado "Elizabeth a era de ouro" e uma frase no filme me chamou a atenção, proferido pela própria Kate Blanchet no papel da rainha, ela fala "o medo gera o medo". Depois passei a me perguntar... será que esses presidentes assistem muitos filmes de história???
O medo gera além de tudo poder. Lição aprendida dia 11 de setembro de 2001, e jamais será esquecida...
Interessante como as coisas caminham...
Mas outra pergunta muito mais relevante me faço. Porque porra isso está na pauta dos meus assuntos?? Certamente porque qualquer coisa que acontece lá em cima nossa mídia vendida nos mostra, esmiúça, detalha, como se esta fosse minha história... Não, não é. Mas diariamente sou lembrado que faço parte do quintal americano...
Interessante como as coisas caminham... a história roda, roda, roda e não sai do canto, possivelmente porque lá existem americanos como meu colega que vende pão que pra tirar meu juízo me perguntou em quem vou votar. Burramente respondi... e ele sabiamente me disse, "como é que tu vota numa pessoa dessa, o que passou passou, pessoas novas tem coisas novas..."
É mole... bendita ignorância...
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Palavras a esmo... experiências, pensamentos, noite infinda...
Palavras a esmo... experiências, pensamentos, noite infinda... Por muito tempo achei, pensei que tivéssemos como país uma educação ruim, pelo fato de a questão educacional formal ainda ser relativamente recente na história do Brasil, mas o processo educacional, foi moldado como um facilitador para estudos de nossos burgueses... por extensão a pessoas simples...se a educação tivesse que ter sido, assim já o seria... Esta caminha rumo ao progresso e a extensão para todos em qualidade no rastejar de uma lesma... E ainda atende a seus "princípios fundadores" formar líderes, com dinheiro de líderes... para os menos abastados o resto... E estes restos de população não dão valor a educação, pois assim foram "educados"...
Antes de haver uma aula, seja ela em que nível for, há que se ter o estímulo a ela... há que se ter a "educação para a aula"... Incentivos familiares, do meio, daqueles a quem a educação de alguma forma toca...Só há aulas quando se há interesse em aprender... Quando se está esvaziado de sentido nada mais é do que uma reunião forçada de pessoas com fins diferentes...
Pais: que se livram de seus filhos, passando a responsabilidade da alimentação e educação para outros...
Alunos: que fazem da escola seu meio social, seu lugar de lazer, de se alimentar, e reproduzir neste meio o seu meio com seus valores...
Professores: que sempre possuem um relógio para consultar a que horas acaba sua aula, visando salário, debatendo benefícios, férias, faltas, benesses do governo, e titulações que não serão usadas em sala de aula..
- Será essa a educação que o governo propõe em seus planos de governo...??
Sim é esta a educação.
- Mas assim a pessoa se educa?
Não... assim ela sobrevive.
- Mas como é que um aluno assim vai competir no mercado de trabalho?
No mundo capitalista existe o chefe e a moça do cafezinho...Você acha que esta escola esta preparando quem?
- Mas os professores sabiam que era assim quando aceitaram essa vida?
Grande parte provavelmente nem imagina...
- Mas agora todos os alunos estão nas escolas, isso não é bom?
Se você considera tráfico em colégios, brigas, assassinatos em sala, como algo bom, então sim, mas do meu ponto de vista apenas deslocaram-se as crianças da rua para a escola...
- Mas você ama ensinar não é?
Apesar de tudo, ensinar em mim é algo natural, algo que me dá prazer, orgulho e paz. Mas há educação como imagino talvez seja possível apenas na cidade de Thomas Morus em seu livro Utopia.
Não sei se o amor é um sentimento que acaba, sei apenas que um país que não liga para os devotos da educação, perde aliados na luta que todo ser humano trava no caminho de sua natureza... A natureza do homem reside no seu livre pensar e no poderoso processo criativo que do intelecto advém... Professores nesse processo são facilitadores de fazer com que o homem exerça sua humanidade...
Antes de haver uma aula, seja ela em que nível for, há que se ter o estímulo a ela... há que se ter a "educação para a aula"... Incentivos familiares, do meio, daqueles a quem a educação de alguma forma toca...Só há aulas quando se há interesse em aprender... Quando se está esvaziado de sentido nada mais é do que uma reunião forçada de pessoas com fins diferentes...
Pais: que se livram de seus filhos, passando a responsabilidade da alimentação e educação para outros...
Alunos: que fazem da escola seu meio social, seu lugar de lazer, de se alimentar, e reproduzir neste meio o seu meio com seus valores...
Professores: que sempre possuem um relógio para consultar a que horas acaba sua aula, visando salário, debatendo benefícios, férias, faltas, benesses do governo, e titulações que não serão usadas em sala de aula..
- Será essa a educação que o governo propõe em seus planos de governo...??
Sim é esta a educação.
- Mas assim a pessoa se educa?
Não... assim ela sobrevive.
- Mas como é que um aluno assim vai competir no mercado de trabalho?
No mundo capitalista existe o chefe e a moça do cafezinho...Você acha que esta escola esta preparando quem?
- Mas os professores sabiam que era assim quando aceitaram essa vida?
Grande parte provavelmente nem imagina...
- Mas agora todos os alunos estão nas escolas, isso não é bom?
Se você considera tráfico em colégios, brigas, assassinatos em sala, como algo bom, então sim, mas do meu ponto de vista apenas deslocaram-se as crianças da rua para a escola...
- Mas você ama ensinar não é?
Apesar de tudo, ensinar em mim é algo natural, algo que me dá prazer, orgulho e paz. Mas há educação como imagino talvez seja possível apenas na cidade de Thomas Morus em seu livro Utopia.
Não sei se o amor é um sentimento que acaba, sei apenas que um país que não liga para os devotos da educação, perde aliados na luta que todo ser humano trava no caminho de sua natureza... A natureza do homem reside no seu livre pensar e no poderoso processo criativo que do intelecto advém... Professores nesse processo são facilitadores de fazer com que o homem exerça sua humanidade...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Boa viagem...
Jamais se chega ao final de uma estrada, sem que esta tenha sido percorrida, em toda sua amplitude... as vezes em que foi, árdua, as vezes em que foi plácida, as vezes que houveram atalhos, e as vezes em que parecia tão longe, que seu horizonte se misturava ao firmamento e tudo era incerteza...
Mas chegou... definitivamente chegou... Jamais se pode almejar ter percorrido algo que não foi. Mas há estes que se iludem?? Certamente que sim...
A diferença entre o “viajante” e o “iludido” reside na minúcia, na calma, na placidez do olhar e na certeza de que aqueles olhos, trazem consigo a experiência de labuta e anos de jornada, apenas neles, nos olhos, é que repousa a “verdade” do caminho.
Assim o ponto de chegada nada mais é que o fruto de um processo... Na verdade o fim de um processo... E após o prazer da chegada, o assentamento da razão, mais uma vezes de começa o caminho, diferente será certamente, e assim diferente de tudo o que foi, porque cada caminho é um novo caminho, porque por ele passarás tu pela primeira vez...
Se não te acompanho agora cara “viajante”, é porque não tracei meu caminho... Mas torço, com o orgulho de quem desfrutou um pouco de sua companhia, que trilhe este novo caminho com o mesmo sorriso pelo qual passaste pelo antigo...
E quem sabe nesses caminhos haja algum desvio que nos leve novamente para as mesmas veredas e assim possa mais uma vez desfrutar de andar ao seu lado e me presentear com seu sorriso...
Boa viagem...
Mas chegou... definitivamente chegou... Jamais se pode almejar ter percorrido algo que não foi. Mas há estes que se iludem?? Certamente que sim...
A diferença entre o “viajante” e o “iludido” reside na minúcia, na calma, na placidez do olhar e na certeza de que aqueles olhos, trazem consigo a experiência de labuta e anos de jornada, apenas neles, nos olhos, é que repousa a “verdade” do caminho.
Assim o ponto de chegada nada mais é que o fruto de um processo... Na verdade o fim de um processo... E após o prazer da chegada, o assentamento da razão, mais uma vezes de começa o caminho, diferente será certamente, e assim diferente de tudo o que foi, porque cada caminho é um novo caminho, porque por ele passarás tu pela primeira vez...
Se não te acompanho agora cara “viajante”, é porque não tracei meu caminho... Mas torço, com o orgulho de quem desfrutou um pouco de sua companhia, que trilhe este novo caminho com o mesmo sorriso pelo qual passaste pelo antigo...
E quem sabe nesses caminhos haja algum desvio que nos leve novamente para as mesmas veredas e assim possa mais uma vez desfrutar de andar ao seu lado e me presentear com seu sorriso...
Boa viagem...
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A verdade sem a máscara da ilusão...
Texto de encerramento das aulas com minha turma de alunos...
“O Brasil não é o país dos nossos sonhos, a política não nos representa, a violência se faz presente em todos os extratos da sociedade, a corrupção não é privilégio de políticos, esta se esconde em cada ato falho do que chamamos de “jeitinho brasileiro”.
Mas outras coisas de fato funcionam como deveriam, a televisão com seus programas de entretenimento, meros intervalos entre a real programação, a propaganda. O jornal cuja mesma reportágem está nos diferentes papéis com diferentes donos, mas as propagandas as mesmas. As escolas públicas que fazem bem o seu papel social de não-educar a massa para que o sistema se mantenha o mesmo.
Esta é uma forma de ver, ou pode-se dizer que este é o país que não tem guerras, catástrofes naturais, xenofobia, preconceito, país de lindas mulheres, carnaval, lindas matas e uma economia em forte ascenção governados por um líder vindo do povo que deu ao povo o melhor de si e fez do Brasil uma grande nação entre as grandes...
E mesmo esta sentença não está errada... são apenas pontos de vista diferentes sobre um mesmo objeto de estudo, nossa realidade social...
Meu papel social, educacional, civil, e ético, foi ensinar, mostrar durante este ano os diferentes pontos de vista, mostrar que uma mesma história tem diferentes fontes, diferentes interpretações e diferentes representações...
Meu papel como professor foi ser um canal entre a matéria da qual me acho imbuído de um parco saber e vocês como participantes também desse processo de educação... com a finalidade de uma boa pontuação numa matéria expecífica, numa prova expecífica, num dia expecífico...
Este texto poderia parar por aqui, se eu me acha-se um simples professor, e se eu achasse vocês simples alunos...
O diferencial nesse caso é que vocês foram alunos de Fernando Barcellos, e a mesma matéria, no nosso caso História, forma na faculdade diferentes pessoas, com suas diferentes interpretações, imbuídos de seus valores.
No nosso caso, não houve da minha parte, uma preparação pura e simples, para uma prova pura e simples...
O que houve foi um processo de aprendizágem de uma turma com seu professor, e de seu professor com sua turma...
História foi apenas o caminho que escolhemos para fazer parte desse processo, e através dela tivemos noções do que de fato é História, de onde veio, para que serve, e como pode ser usada para o bem ou para o mal.
Questionamos o mundo e suas mudanças e debatemos e algumas vezes os erros das história do mundo e nossas ações para mudá-lo, sem nunca chegar a nenhum concenso.
Minha intenção como professor, desta turma, nunca foi de fazer com que vocês tenham a incumbência ou o dever de mudar o mundo, mas minha fé na educação, minha fé nesse longo processo de aprendizágem é que vocês sejam capazes de mudar os seus mundos.
Jamais se pode pretender mudar algo fora de nós se não passamos pelo processo de mudança. E esse processo começa com uma destruição e sua posterior reorganização.
Toda mudança do mundo, começa com a mudança do mundo que há em nós. A minha real fé é que nossas aulas tenham feito com que vocês questionem o seu papel como pessoas, como cidadãos, como seres que fazem parte de do gigante processo da civilização e que saibam qual o seu real papel, que saibam como interpretar o seu mundo e caso seja necessário mudá-lo.
Qualquer mudança gera disturbio...de uma pedra numa superfície de um lago, a uma alteração em nossas vidas... o que importa de fato é o que fazemos com o que temos, fruto dessa mudança...
Os ecos de nossos atos sejam eles grandes ou pequenos, sempre se reverbéram na História ou na história e podem causar cataclismos sem tamanho mudando o curso da História...
Essa é a real menságem que permeou todo o nosso processo, o de fazer-los ciêntes do seu papel enquanto participantes desse gigante processo de civilização.
Num mundo cheio de defeitos, torturado por todos os tipos de mazelas economicas, sociais e morais, só temos duas opções: uma aderir a ele e sermos engrenágem desse processo, ou lutar contra aquilo que não concordamos. Ensinar, da forma como faço é meu grito de não concordancia com o que aí está, é minha forma de estar no mundo, é minha forma de mudar o meu mundo e como extenção dele meus alunos, que mudem comigo ou não, mas que me vejam como alguem que tentou, que me julguem que me achem certo ou errado, mas que se posicionem certos dos cidadaõs que são.
A minha fé repousa no que faço com o que tenho, e o que tenho é minha educação e esta transborda em aulas para as pessoas em quem deposito meu futuro, meus alunos...
Sendo assim meus alunos vocês são o espelho do que virá, os herdeiros das páginas em branco, marcarão o futuro com suas perpectivas...sendo assim minha ultima lição...
• Jamais deleguem poder de forma gratuita, a não ser que queiram...
• Jamais se curvem, a não ser que venerem...
• Jamais deixem de ousar, nisso reside a sua força...
• Jamais sejam arrogantes, o aprendizado pode vir dos mais diferentes lugares...
E acima de tudo...
• Jamais esqueçam que um professor sempre aprende mais com a sua turma do que a turma com seu professor...
Essa é a verdade sem a máscara da ilusão...”
“O Brasil não é o país dos nossos sonhos, a política não nos representa, a violência se faz presente em todos os extratos da sociedade, a corrupção não é privilégio de políticos, esta se esconde em cada ato falho do que chamamos de “jeitinho brasileiro”.
Mas outras coisas de fato funcionam como deveriam, a televisão com seus programas de entretenimento, meros intervalos entre a real programação, a propaganda. O jornal cuja mesma reportágem está nos diferentes papéis com diferentes donos, mas as propagandas as mesmas. As escolas públicas que fazem bem o seu papel social de não-educar a massa para que o sistema se mantenha o mesmo.
Esta é uma forma de ver, ou pode-se dizer que este é o país que não tem guerras, catástrofes naturais, xenofobia, preconceito, país de lindas mulheres, carnaval, lindas matas e uma economia em forte ascenção governados por um líder vindo do povo que deu ao povo o melhor de si e fez do Brasil uma grande nação entre as grandes...
E mesmo esta sentença não está errada... são apenas pontos de vista diferentes sobre um mesmo objeto de estudo, nossa realidade social...
Meu papel social, educacional, civil, e ético, foi ensinar, mostrar durante este ano os diferentes pontos de vista, mostrar que uma mesma história tem diferentes fontes, diferentes interpretações e diferentes representações...
Meu papel como professor foi ser um canal entre a matéria da qual me acho imbuído de um parco saber e vocês como participantes também desse processo de educação... com a finalidade de uma boa pontuação numa matéria expecífica, numa prova expecífica, num dia expecífico...
Este texto poderia parar por aqui, se eu me acha-se um simples professor, e se eu achasse vocês simples alunos...
O diferencial nesse caso é que vocês foram alunos de Fernando Barcellos, e a mesma matéria, no nosso caso História, forma na faculdade diferentes pessoas, com suas diferentes interpretações, imbuídos de seus valores.
No nosso caso, não houve da minha parte, uma preparação pura e simples, para uma prova pura e simples...
O que houve foi um processo de aprendizágem de uma turma com seu professor, e de seu professor com sua turma...
História foi apenas o caminho que escolhemos para fazer parte desse processo, e através dela tivemos noções do que de fato é História, de onde veio, para que serve, e como pode ser usada para o bem ou para o mal.
Questionamos o mundo e suas mudanças e debatemos e algumas vezes os erros das história do mundo e nossas ações para mudá-lo, sem nunca chegar a nenhum concenso.
Minha intenção como professor, desta turma, nunca foi de fazer com que vocês tenham a incumbência ou o dever de mudar o mundo, mas minha fé na educação, minha fé nesse longo processo de aprendizágem é que vocês sejam capazes de mudar os seus mundos.
Jamais se pode pretender mudar algo fora de nós se não passamos pelo processo de mudança. E esse processo começa com uma destruição e sua posterior reorganização.
Toda mudança do mundo, começa com a mudança do mundo que há em nós. A minha real fé é que nossas aulas tenham feito com que vocês questionem o seu papel como pessoas, como cidadãos, como seres que fazem parte de do gigante processo da civilização e que saibam qual o seu real papel, que saibam como interpretar o seu mundo e caso seja necessário mudá-lo.
Qualquer mudança gera disturbio...de uma pedra numa superfície de um lago, a uma alteração em nossas vidas... o que importa de fato é o que fazemos com o que temos, fruto dessa mudança...
Os ecos de nossos atos sejam eles grandes ou pequenos, sempre se reverbéram na História ou na história e podem causar cataclismos sem tamanho mudando o curso da História...
Essa é a real menságem que permeou todo o nosso processo, o de fazer-los ciêntes do seu papel enquanto participantes desse gigante processo de civilização.
Num mundo cheio de defeitos, torturado por todos os tipos de mazelas economicas, sociais e morais, só temos duas opções: uma aderir a ele e sermos engrenágem desse processo, ou lutar contra aquilo que não concordamos. Ensinar, da forma como faço é meu grito de não concordancia com o que aí está, é minha forma de estar no mundo, é minha forma de mudar o meu mundo e como extenção dele meus alunos, que mudem comigo ou não, mas que me vejam como alguem que tentou, que me julguem que me achem certo ou errado, mas que se posicionem certos dos cidadaõs que são.
A minha fé repousa no que faço com o que tenho, e o que tenho é minha educação e esta transborda em aulas para as pessoas em quem deposito meu futuro, meus alunos...
Sendo assim meus alunos vocês são o espelho do que virá, os herdeiros das páginas em branco, marcarão o futuro com suas perpectivas...sendo assim minha ultima lição...
• Jamais deleguem poder de forma gratuita, a não ser que queiram...
• Jamais se curvem, a não ser que venerem...
• Jamais deixem de ousar, nisso reside a sua força...
• Jamais sejam arrogantes, o aprendizado pode vir dos mais diferentes lugares...
E acima de tudo...
• Jamais esqueçam que um professor sempre aprende mais com a sua turma do que a turma com seu professor...
Essa é a verdade sem a máscara da ilusão...”
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Reaprendendo a divagar...
Reaprendendo a estudar...
Recolocando prioridades...
Relocando expectativas...
Reaprendendo a viver...
Meu exercício diário...
Minha renascer diário...
Minha reconstrução inacabada...
Meus livros pela metade... agora termino-os um a um...
Dia-a-dia... livro-a-livro...passo-a-passo... meu eterno recomeço...
A força de fato ... vem de dentro...
Recolocando prioridades...
Relocando expectativas...
Reaprendendo a viver...
Meu exercício diário...
Minha renascer diário...
Minha reconstrução inacabada...
Meus livros pela metade... agora termino-os um a um...
Dia-a-dia... livro-a-livro...passo-a-passo... meu eterno recomeço...
A força de fato ... vem de dentro...
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O não-dito, dito...
A razão... o motivo... o caminhar... o seguir... o vencer...
Assim deveria ser...
A falta... o vazio... o estranho... o espelho... o olhar...
Assim é que se deixa vagar...
A ilusão... o sonhar... o despertar... o estranhar...
Assim se solta a viajar...
O passo... o seguir... o caminho... o entardecer...
Assim observa seu fenecer...
Assim deveria ser...
A falta... o vazio... o estranho... o espelho... o olhar...
Assim é que se deixa vagar...
A ilusão... o sonhar... o despertar... o estranhar...
Assim se solta a viajar...
O passo... o seguir... o caminho... o entardecer...
Assim observa seu fenecer...
segunda-feira, 19 de julho de 2010
“jamais se perde o que nunca se teve, a saudade neste caso é opcional.”
“Não posso.”
“Não, não vou.”
“Pow que massa, vou sim. De que horas mesmo? OK.”
Não, não apareceu.
“Não sei se vou, não sei ainda, mas eu te digo”
O único presente, recém operado, o que provavelmente não iria foi, e mesmo assim a contra-gosto para não deixar-la na mão...
É... de fato “jamais se perde o que nunca se teve, a saudade neste caso é opcional.”
“Não, não vou.”
“Pow que massa, vou sim. De que horas mesmo? OK.”
Não, não apareceu.
“Não sei se vou, não sei ainda, mas eu te digo”
O único presente, recém operado, o que provavelmente não iria foi, e mesmo assim a contra-gosto para não deixar-la na mão...
É... de fato “jamais se perde o que nunca se teve, a saudade neste caso é opcional.”
terça-feira, 13 de julho de 2010
Minha mais nova viagem...

Passando por entre bancas e livros, lá estava, marrom, capa dura, velho, marcas do tempo denunciando seu uso...
Olho, pego, folheio...
Fede... mas é ele...
Pergunto:
- Quanto?
- 5.
- Não, obrigado.
- Quanto?
- 3.
Me viro de lado...
- Ei tu me empresta dois?
- Toma...
Meu...
A noite me pego olhado para as marcas que o tempo lhe deu. Acho irônico o contrate com a própria história na qual estou na iminência de me jogar.
Meu primeiro Wilde, e após uma breve leitura me pego pensando que será o primeiro de muitos...
Deixo-me levar pelo enredo, pelas conversas, que me tiram o sono e me fazem vagar na liberta louca-mente do meu querido Wilde...
A beleza ganha hoje para mim novos significados nesse mundo novo que descubro a cada página virada de O retrato de Doryan Gray .
domingo, 4 de julho de 2010
Ruptura no cotidiano...
Estudar o passado é diferente de vivê-lo, as vezes quando este se apresenta no presente...
É nestes raros momentos que entendo que o passado passou... e que a morte é sua irmã gêmea...
Passado e morte, andam lado a lado e pensar um sem o outro, hoje vejo, é ignorar meu amadurecimento...
Ainda no caminho, ainda crescendo, ainda melhorando...mas sei... um dia aprenderei...
É nestes raros momentos que entendo que o passado passou... e que a morte é sua irmã gêmea...
Passado e morte, andam lado a lado e pensar um sem o outro, hoje vejo, é ignorar meu amadurecimento...
Ainda no caminho, ainda crescendo, ainda melhorando...mas sei... um dia aprenderei...
domingo, 27 de junho de 2010
Agradecimento aos diferentes pólos...
Pessoas Medíocres nos são importantes tanto quando pessoas admiráveis...
Elas são o paralelo... a injunção que não cola....
Os paradoxos que andam juntas...
Saímos de um e encontramos o outro... entre uma pessoa e outra, entre uma aula e outra, entre um bate papo e outro...
Um Medíocre é alguém que tem que ressaltar todo o tempo o quando ele “é”, seja lá o que for... o Admirável não tem essa pretensão, ele pouco se importa com status, com como as pessoas o vêem, ele gosta de ser aceito, como todos, gosta de ser ouvido, mas além de tudo reconhece a sua simplicidade, pois bebeu da simples verdade que tira o chão de qualquer ser humano no caminho da intelectualidade, quando aprendemos uma coisa, tomamos a noção das milhares de outras que não poderemos apreender...
O Admirável reconhece-se como pouco, não por humildade, mas por constatação...
O Medíocre reconhece o muito que é e tem títulos que ostenta por merecimento...
É fácil reconhecer um Admirável... ele é alguém que quando fala, sentimos um “desequilíbrio na força”, sentimos fontes novas de conhecimento, sentimos que nele há muito que se aprender, e ele muitas vezes nem se dá conta que é como um imã sem que faça nenhuma força, ser Admirável é atrair sem querer...
É fácil reconhecer um Medíocre... ele está sempre sorrindo, ele é simpático, ele a tudo responde, ele tudo sabe, apesar de ninguém lhe perguntar nada, ele formula suas próprias perguntas e arrota as respostas. Um Medíocre é o outro pólo do imã, é um repelente, é desagradável orbitar em sua volta, ele também cria um “desequilíbrio na força”, mas apenas para sabermos que não é ali que queremos estar.
Em suma o Medíocre é uma parte que colocamos num todo para fazermos em nossa mente tudo o que não queremos ser...
Já os admiráveis são todos em cada um que admiramos por nossa vida e daríamos tudo para sermos de longe parecidos com eles...
PS: coloquei neste texto Medíocre e Admirável com letras maiúsculas porque representam duas pessoas que fizeram parte da minha vida esse ano. Para cada um tenho um diferente rosto.
Um deles coloco no meu personagem oposto a tudo o que não quero ser, o outro coloco no meu panteão de admirados símbolos de tudo o que quero crescer...
Mas a ambos meu obrigado
Elas são o paralelo... a injunção que não cola....
Os paradoxos que andam juntas...
Saímos de um e encontramos o outro... entre uma pessoa e outra, entre uma aula e outra, entre um bate papo e outro...
Um Medíocre é alguém que tem que ressaltar todo o tempo o quando ele “é”, seja lá o que for... o Admirável não tem essa pretensão, ele pouco se importa com status, com como as pessoas o vêem, ele gosta de ser aceito, como todos, gosta de ser ouvido, mas além de tudo reconhece a sua simplicidade, pois bebeu da simples verdade que tira o chão de qualquer ser humano no caminho da intelectualidade, quando aprendemos uma coisa, tomamos a noção das milhares de outras que não poderemos apreender...
O Admirável reconhece-se como pouco, não por humildade, mas por constatação...
O Medíocre reconhece o muito que é e tem títulos que ostenta por merecimento...
É fácil reconhecer um Admirável... ele é alguém que quando fala, sentimos um “desequilíbrio na força”, sentimos fontes novas de conhecimento, sentimos que nele há muito que se aprender, e ele muitas vezes nem se dá conta que é como um imã sem que faça nenhuma força, ser Admirável é atrair sem querer...
É fácil reconhecer um Medíocre... ele está sempre sorrindo, ele é simpático, ele a tudo responde, ele tudo sabe, apesar de ninguém lhe perguntar nada, ele formula suas próprias perguntas e arrota as respostas. Um Medíocre é o outro pólo do imã, é um repelente, é desagradável orbitar em sua volta, ele também cria um “desequilíbrio na força”, mas apenas para sabermos que não é ali que queremos estar.
Em suma o Medíocre é uma parte que colocamos num todo para fazermos em nossa mente tudo o que não queremos ser...
Já os admiráveis são todos em cada um que admiramos por nossa vida e daríamos tudo para sermos de longe parecidos com eles...
PS: coloquei neste texto Medíocre e Admirável com letras maiúsculas porque representam duas pessoas que fizeram parte da minha vida esse ano. Para cada um tenho um diferente rosto.
Um deles coloco no meu personagem oposto a tudo o que não quero ser, o outro coloco no meu panteão de admirados símbolos de tudo o que quero crescer...
Mas a ambos meu obrigado
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Desvanece aos poucos, mas ainda lembro o espectro do que ficou tatuado....
Desvanece aos poucos, mas ainda lembro o espectro do que ficou tatuado....
É noite, estávamos saindo do trabalho, conversando, percebi seus olhares insinuantes. É verdade que sempre rolou um flerte, mas uma coisa indefinida que nunca ficou muito claro para mim, até aquela noite achava que era coisa da minha cabeça...
Saímos do trabalho conversando, caminhando para fora vários assuntos vem a baila, mas seu conteúdo pouco importa para mim, movo meus lábios em argumentos que pouco me importam, o que conta para mim é estar ali olhando para ela. Seu jeito de andar, a forma como move os cabelos, o desenho da boca, a forma como fala, o volume dos seios por baixo da roupa de executiva, aliás todo o seu volume, curvas, caminhos vastos num corpo que de longe e a muito namoro com os olhos.
Sinto por ela uma paixão que faz remexer tudo em meu corpo, mas ela não sabe, pelo menos achava eu.
Na saída tomamos juntos uma condução para uma confraternização, não me lembro se um taxi, não me lembro se carros de amigos, não me lembro o que conversávamos, apenas o desejo se fazia presente em meu peito que forte pulsava. Aliás eu não sei nem como estava conseguindo conversar tamanha a emoção daquela noite.
Da confraternização pouco lembro, não poderia produzir uma linha se quer de nada que se passou. Lembro apenas que bebi, aliás, bebemos. E já do lado de fora ela vem para o meu lado e roça em meu corpo e sussurra em meus ouvidos “quero fazer sexo hoje”.... Aquilo bate direto em meu coração que agora não mais pulsa, mas martela tudo o que há em mim ao ponto das pernas não mais obedecerem, ao ponto de perder a firmeza quando ela se curva e me beija. É como fogo que ao encostar em mim escorrega para dentro do meu corpo inflamando tudo o que eu sou. Estou apaixonado. Doentemente apaixonado e só agora me dou conta. Seu beijo leva um tempo infindo. Não me lembro de tê-la abraçado, lembro da sensação violenta de voar, de sair de mim e ser ela e ser eu, e me perder no fogo que fazia a chama arder com uma intensidade que em minha vida inteira não tinha sentido.
E mais uma vez após separar-se de minha boca, roçando seu corpo voluptuoso e convidativo no meu convida “quero fazer sexo... agora”. Como podem palavras serem precursores de orgasmos, mas me lembrando agora era mais ou menos isso que eu conseguia pensar.
Ela diz “tem um motel aqui ao lado”, e me puxa pela mão e me leva, eu não ando eu flutuo e não acredito que em pouco tempo aquele corpo vai estar ao alcance das minhas mãos, da minha boca, me regalo no ante-gozo do prazer ao simples pensamento enquanto ela me puxa.
Ao saímos para rua, ela está deserta. Andamos a passos rápidos. Ao lado ela vê um prédio se dirige para ele. Não é um motel. Ao andarmos passamos por alguns meninos de rua. Chegando mais próximos ao prédio, vemos que não são meninos, mas rapazes, eles nos importunam, pedem, dizemos que não temos nada, eles nos seguem. Entramos no prédio pelas escadas da frente. Não há porteiros, não há ninguém na madrugada, não há ninguém lá embaixo, está tudo fechado. Os rapazes nos seguem. Rápido tento forçar a porta antes que cheguem. Não consigo. Minha colega se desespera ao ver que eles possuem facas e sorriem para ela. A intencionalidade deles está no ar. Era a mesma que a minha, mas sem o consentimento da minha colega.
Eles vão para o lado dela, nesse momento forço mais a porta e consigo entrar no prédio, ela me segue, eles nos seguem. Corremos... subimos... ninguém para nos ajudar, o pânico começa e me tomar apenas por imaginar o que poderiam fazer com ela.
Na correria desabalada entramos em um dos apartamentos e lá reside um senhor. Eles entram, quebram ameaçam perturbam, puxam a faca, um deles pelo menos. Minha colega chora e se esconde somos todos desespero.
Olho para a faca erguida que vem em minha direção e olho para o rapaz que empunha, sinto nele medo, também o sinto, mas ainda o sinto mas nele. Ele é franzino. Lutamos, corpo a corpo, tomo-lhe a faca, corto-o com sua própria arma, ele grita, os outros fogem.
Sinto alívio...
Olho para minha colega, levo-a para a varanda e embalo seu choro, limpo suas lágrimas e digo que nunca deixaria que nada lhe acontecesse....
Mas...
Mas este estado de paz dura pouco, porque um pouco depois surge na porta... ele... o irmão daquele que eu tinha esfaqueado e que se esvai em sangue na cozinha.
Ele é a maldade em pessoa, ele exala ruindade, ela extravasa seus olhos e me fura, e me corta, tenho pânico só de olhar para ele. Careca, olhos fundos vestido de regata preta, empunha uma faca e decididamente entra lentamente no apartamento para vingar os seu irmão.
A minha única reação nesse momento e abandonar minha colega na varanda e andar de costa para a cozinha com um medo que nunca senti em toda a minha vida. Ele vai entrando cada vez mais e eu recuando até que ele cruza comigo e se dirige ao dono da casa. Neste momento eu estou do lado de fora do apartamento segurando a maçaneta da porta da área de serviço enquanto escuto o que julgo ser o dono gritando de pânico “NÂÂÂÂÂÂÂÂOOOOO!!!!!!”. É um barulho ensurdecedor. Neste momento sei que ele está sendo brutalemente esfaqueado. Meu medo cresce e faz com que eu feche cada vez mais aporta da área de serviço, comigo lá fora.
Me isolo lá fora com medo que ele venha se livrar de mim e sofrendo a culpa por não poder fazer nada quando quanto a minha colega, minha paixão, que isolei lá dentro junto com o monstro, mas que a falta de coragem me impede de resgatá-la. Sofro de medo e culpa e nesse momento minha força se concentra na minha mão em impedir que a porta se abra e ele me ache. Sou engolfado pela escuridão das escadas que estão atrás de mim imerso na minha dor que não pode ser gritada e sim obrigatoriamente suprimida.
Começo a suar e o mundo a minha volta esquenta... abro os olhos e tudo está negro... minha mão está firme, mas tudo está negro, estou suando muito, sinto minha respiração pela primeira vez naquela noite, meu coração disparando... e o negro começa a tomar a forma do meu quarto... demoro a perceber que tudo fora um sonho... passo uns dez minutos com os olhos arregalados sentindo a sensação de medo, de pânico, até que meu consciente assume e comando e diz que tudo não passou de uma fantasia.
Me levanto são 3:36 da madrugada, tomo água, ando, ligo a televisão, assisto o fim de um filme velho. Aos poucos volto ao meu estado normal. Depois de meia hora volto para cama e durmo novamente sem sonhos desta vez...
Ao acordar de manhã me dou conta de tudo o que se passou e percebo que meu consciente assume de vez o controle. Me dei conta do mal com que tive contato. Um mal demasiado humano e presente, que me fez abandonar o que para mim era um símbolo de desejo e paixão e assim me mostrar o quanto sou pequeno e fraco ante a uma sensação de medo que meu subconsciente compreende. E nos momentos em que meu consciente baixa muito a guarda, essa lembrança ganha corpo e encontra um caminho para se mostrar.
Não sei de fato, e agora é o meu lado consciente que está escrevendo, se fui muito exposto a maldades nesse nível ... talvez haja um bloqueio que me impeça de lembrar. Mas certamente o meu inconsciente sabe o que é isso, com toda a sua simbologia de significados.
Outros podem até dizer que meu sonho não passa de uma alegoria parabólica do mundo em que vivemos e no qual bebemos da violência...
Mas...
Acho que qualquer pessoa sabe que o sentimento de ser expectador de violência é um e ser vítima impotente é outra. E neste caso meu subconsciente teima em me dizer que eu conheço o segundo tipo, por mais que eu não faça essa ponte com o concreto ou o real consciente.
Enfim foi uma noite difícil, esse não foi o primeiro e certamente não será o último.
É noite, estávamos saindo do trabalho, conversando, percebi seus olhares insinuantes. É verdade que sempre rolou um flerte, mas uma coisa indefinida que nunca ficou muito claro para mim, até aquela noite achava que era coisa da minha cabeça...
Saímos do trabalho conversando, caminhando para fora vários assuntos vem a baila, mas seu conteúdo pouco importa para mim, movo meus lábios em argumentos que pouco me importam, o que conta para mim é estar ali olhando para ela. Seu jeito de andar, a forma como move os cabelos, o desenho da boca, a forma como fala, o volume dos seios por baixo da roupa de executiva, aliás todo o seu volume, curvas, caminhos vastos num corpo que de longe e a muito namoro com os olhos.
Sinto por ela uma paixão que faz remexer tudo em meu corpo, mas ela não sabe, pelo menos achava eu.
Na saída tomamos juntos uma condução para uma confraternização, não me lembro se um taxi, não me lembro se carros de amigos, não me lembro o que conversávamos, apenas o desejo se fazia presente em meu peito que forte pulsava. Aliás eu não sei nem como estava conseguindo conversar tamanha a emoção daquela noite.
Da confraternização pouco lembro, não poderia produzir uma linha se quer de nada que se passou. Lembro apenas que bebi, aliás, bebemos. E já do lado de fora ela vem para o meu lado e roça em meu corpo e sussurra em meus ouvidos “quero fazer sexo hoje”.... Aquilo bate direto em meu coração que agora não mais pulsa, mas martela tudo o que há em mim ao ponto das pernas não mais obedecerem, ao ponto de perder a firmeza quando ela se curva e me beija. É como fogo que ao encostar em mim escorrega para dentro do meu corpo inflamando tudo o que eu sou. Estou apaixonado. Doentemente apaixonado e só agora me dou conta. Seu beijo leva um tempo infindo. Não me lembro de tê-la abraçado, lembro da sensação violenta de voar, de sair de mim e ser ela e ser eu, e me perder no fogo que fazia a chama arder com uma intensidade que em minha vida inteira não tinha sentido.
E mais uma vez após separar-se de minha boca, roçando seu corpo voluptuoso e convidativo no meu convida “quero fazer sexo... agora”. Como podem palavras serem precursores de orgasmos, mas me lembrando agora era mais ou menos isso que eu conseguia pensar.
Ela diz “tem um motel aqui ao lado”, e me puxa pela mão e me leva, eu não ando eu flutuo e não acredito que em pouco tempo aquele corpo vai estar ao alcance das minhas mãos, da minha boca, me regalo no ante-gozo do prazer ao simples pensamento enquanto ela me puxa.
Ao saímos para rua, ela está deserta. Andamos a passos rápidos. Ao lado ela vê um prédio se dirige para ele. Não é um motel. Ao andarmos passamos por alguns meninos de rua. Chegando mais próximos ao prédio, vemos que não são meninos, mas rapazes, eles nos importunam, pedem, dizemos que não temos nada, eles nos seguem. Entramos no prédio pelas escadas da frente. Não há porteiros, não há ninguém na madrugada, não há ninguém lá embaixo, está tudo fechado. Os rapazes nos seguem. Rápido tento forçar a porta antes que cheguem. Não consigo. Minha colega se desespera ao ver que eles possuem facas e sorriem para ela. A intencionalidade deles está no ar. Era a mesma que a minha, mas sem o consentimento da minha colega.
Eles vão para o lado dela, nesse momento forço mais a porta e consigo entrar no prédio, ela me segue, eles nos seguem. Corremos... subimos... ninguém para nos ajudar, o pânico começa e me tomar apenas por imaginar o que poderiam fazer com ela.
Na correria desabalada entramos em um dos apartamentos e lá reside um senhor. Eles entram, quebram ameaçam perturbam, puxam a faca, um deles pelo menos. Minha colega chora e se esconde somos todos desespero.
Olho para a faca erguida que vem em minha direção e olho para o rapaz que empunha, sinto nele medo, também o sinto, mas ainda o sinto mas nele. Ele é franzino. Lutamos, corpo a corpo, tomo-lhe a faca, corto-o com sua própria arma, ele grita, os outros fogem.
Sinto alívio...
Olho para minha colega, levo-a para a varanda e embalo seu choro, limpo suas lágrimas e digo que nunca deixaria que nada lhe acontecesse....
Mas...
Mas este estado de paz dura pouco, porque um pouco depois surge na porta... ele... o irmão daquele que eu tinha esfaqueado e que se esvai em sangue na cozinha.
Ele é a maldade em pessoa, ele exala ruindade, ela extravasa seus olhos e me fura, e me corta, tenho pânico só de olhar para ele. Careca, olhos fundos vestido de regata preta, empunha uma faca e decididamente entra lentamente no apartamento para vingar os seu irmão.
A minha única reação nesse momento e abandonar minha colega na varanda e andar de costa para a cozinha com um medo que nunca senti em toda a minha vida. Ele vai entrando cada vez mais e eu recuando até que ele cruza comigo e se dirige ao dono da casa. Neste momento eu estou do lado de fora do apartamento segurando a maçaneta da porta da área de serviço enquanto escuto o que julgo ser o dono gritando de pânico “NÂÂÂÂÂÂÂÂOOOOO!!!!!!”. É um barulho ensurdecedor. Neste momento sei que ele está sendo brutalemente esfaqueado. Meu medo cresce e faz com que eu feche cada vez mais aporta da área de serviço, comigo lá fora.
Me isolo lá fora com medo que ele venha se livrar de mim e sofrendo a culpa por não poder fazer nada quando quanto a minha colega, minha paixão, que isolei lá dentro junto com o monstro, mas que a falta de coragem me impede de resgatá-la. Sofro de medo e culpa e nesse momento minha força se concentra na minha mão em impedir que a porta se abra e ele me ache. Sou engolfado pela escuridão das escadas que estão atrás de mim imerso na minha dor que não pode ser gritada e sim obrigatoriamente suprimida.
Começo a suar e o mundo a minha volta esquenta... abro os olhos e tudo está negro... minha mão está firme, mas tudo está negro, estou suando muito, sinto minha respiração pela primeira vez naquela noite, meu coração disparando... e o negro começa a tomar a forma do meu quarto... demoro a perceber que tudo fora um sonho... passo uns dez minutos com os olhos arregalados sentindo a sensação de medo, de pânico, até que meu consciente assume e comando e diz que tudo não passou de uma fantasia.
Me levanto são 3:36 da madrugada, tomo água, ando, ligo a televisão, assisto o fim de um filme velho. Aos poucos volto ao meu estado normal. Depois de meia hora volto para cama e durmo novamente sem sonhos desta vez...
Ao acordar de manhã me dou conta de tudo o que se passou e percebo que meu consciente assume de vez o controle. Me dei conta do mal com que tive contato. Um mal demasiado humano e presente, que me fez abandonar o que para mim era um símbolo de desejo e paixão e assim me mostrar o quanto sou pequeno e fraco ante a uma sensação de medo que meu subconsciente compreende. E nos momentos em que meu consciente baixa muito a guarda, essa lembrança ganha corpo e encontra um caminho para se mostrar.
Não sei de fato, e agora é o meu lado consciente que está escrevendo, se fui muito exposto a maldades nesse nível ... talvez haja um bloqueio que me impeça de lembrar. Mas certamente o meu inconsciente sabe o que é isso, com toda a sua simbologia de significados.
Outros podem até dizer que meu sonho não passa de uma alegoria parabólica do mundo em que vivemos e no qual bebemos da violência...
Mas...
Acho que qualquer pessoa sabe que o sentimento de ser expectador de violência é um e ser vítima impotente é outra. E neste caso meu subconsciente teima em me dizer que eu conheço o segundo tipo, por mais que eu não faça essa ponte com o concreto ou o real consciente.
Enfim foi uma noite difícil, esse não foi o primeiro e certamente não será o último.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Dia dos namorados...
Dia dos namorados chegando... tempo de elaborar as estratégias de (re)conquista.
Tempo dos clichês, vinho, flores, motel, velas, entradas, conversas,“eu te amo”, “te quero”, te prometo...”, “te...”, “te...”, e por aí vai...
Somos neste dia desta forma por uma imposição social, cultural, midiática.
Enfim artificial, previsível, sem expectativas que não sejam as óbvias.
E neste caso sigo a corrente pois como integrante da massa, tenho que me fazer como tal e entro no mundo dos clichês...
Mas muito mais aprazível acho é o inesperado... O presente surpresa, a declaração de graça, quando você cria o “seu dia dos namorados” e você celebra, algo que vc acha importante e não o que o mundo grita dizendo o que você deve achar importante.
Não que eu seja contra o ritual, ou os rituais clichês que envolvem o mundo da sexualidade, mas... o improviso, os sofás alheios, os suspiros roubados, as horas contadas, o corpo desperto, a pressão daquele momento que “não pode, podendo”, a mão que não deveria ficar, a roupa que deveria, o cabelo que não poderia ser assanhado e o amarrotado da roupa descoberto segundo após “o crime”, essa emoção dia comercial nenhum é capaz de proporcionar...
Seria até um bom discurso, mas vou ter que comprar presente de qualquer forma... aiai...
Tempo dos clichês, vinho, flores, motel, velas, entradas, conversas,“eu te amo”, “te quero”, te prometo...”, “te...”, “te...”, e por aí vai...
Somos neste dia desta forma por uma imposição social, cultural, midiática.
Enfim artificial, previsível, sem expectativas que não sejam as óbvias.
E neste caso sigo a corrente pois como integrante da massa, tenho que me fazer como tal e entro no mundo dos clichês...
Mas muito mais aprazível acho é o inesperado... O presente surpresa, a declaração de graça, quando você cria o “seu dia dos namorados” e você celebra, algo que vc acha importante e não o que o mundo grita dizendo o que você deve achar importante.
Não que eu seja contra o ritual, ou os rituais clichês que envolvem o mundo da sexualidade, mas... o improviso, os sofás alheios, os suspiros roubados, as horas contadas, o corpo desperto, a pressão daquele momento que “não pode, podendo”, a mão que não deveria ficar, a roupa que deveria, o cabelo que não poderia ser assanhado e o amarrotado da roupa descoberto segundo após “o crime”, essa emoção dia comercial nenhum é capaz de proporcionar...
Seria até um bom discurso, mas vou ter que comprar presente de qualquer forma... aiai...
segunda-feira, 7 de junho de 2010
“caldinho de peixe podre?”
Chegando a Livraria Cultura....
Andando desde o Cinema São Luiz, atravessando a ponte (sei lá que nome) admirando os prédios, a Faculdade Maurício de Nassau com seu “mimetizante” tom róseo-violeta, a sujeira, os livros no chão, os cheiros, as flores, pessoas, pessoas, pessoas, sábado de manhã, os livros do sebo, “Não, não tem esse”, “Não, não tenho galego”, “Pow, vendi semana passada”, passos, pessoas, prédios, sujeira, ando, ando, ando, mais uma ponte... cheio de mar??? Cadê o cheiro de mar??
Cheiro de peixe, morto, muito forte, penso “são vendedores, eles sempre colocam suas bancas aqui”. Mas está muito forte o cheiro e não há bancas.
Cruzo a ponte, espuma no rio??? Não olho e vejo ... peixes, dezenas, centenas, milhares, manchas brancas vagando pelas ondas. Cheiro forte que se desprende de suas carnes pútridas... Toda a ponte rescende a peixe morto.
Todos os peixes são iguais, percebo, não há espécies diferentes, apenas uma. São pequenos brancos, e navegam juntos ao sabor fétido das correntes.
Escuto atrás de mim um diálogo
- “Meu Deus, isso é por causa da poluição?”
- “Não sei.”
- É sim, essas fábricas despejam seu lixo no rio e os peixes morrem.”
Me afasto tenho pressa....
Na Cultura ando, ando, ando, escolho, incomodo, e exerço o meu liseu e não compro nada...
Na saída pelo Shopping Paço Alfândega me dou com uma recepção de lançamento de uma revista e apreciação de alguns quadros...
Recepção... alguns garçons interpretam que minha roupa desleixada é proposital e não caso da minha pouca importância para isto e sou servido... caldinho de peixe... bom... muito bom...
Saio...
Atravessando a ponte novamente escuto outro diálogo...
- "E esse monte de peixe?"
- "Há, isso é esse pessoal que pesca para vender, e como não vende tudo, joga o que sobra no mar."
- "Mas isso tudo?"
- "É."
- "As vezes eles não vendem bem, o gelo acaba, fica podre."
Confesso, faz mais sentido, são todos os peixes iguais.... me identifico mais com essa história...
Não pude reprimir o riso ao final da ponte ... “caldinho de peixe podre?”
Mas...
Podre são as pessoas que fodem com a natureza desta forma?
Podre são os peixes na sua fedentina?
Podre é o pássaro que vi levar o peixe para seu ninho, provavelmente alimentar seus filhotes com peixe podre?
Podre sou eu a me comer em um lugar no qual não fui convidado?
Ou podre estava o caldinho que tomei...
Porra mas estava bom...
Porém sublimemente podre esta este texto... minha única certeza...
Andando desde o Cinema São Luiz, atravessando a ponte (sei lá que nome) admirando os prédios, a Faculdade Maurício de Nassau com seu “mimetizante” tom róseo-violeta, a sujeira, os livros no chão, os cheiros, as flores, pessoas, pessoas, pessoas, sábado de manhã, os livros do sebo, “Não, não tem esse”, “Não, não tenho galego”, “Pow, vendi semana passada”, passos, pessoas, prédios, sujeira, ando, ando, ando, mais uma ponte... cheio de mar??? Cadê o cheiro de mar??
Cheiro de peixe, morto, muito forte, penso “são vendedores, eles sempre colocam suas bancas aqui”. Mas está muito forte o cheiro e não há bancas.
Cruzo a ponte, espuma no rio??? Não olho e vejo ... peixes, dezenas, centenas, milhares, manchas brancas vagando pelas ondas. Cheiro forte que se desprende de suas carnes pútridas... Toda a ponte rescende a peixe morto.
Todos os peixes são iguais, percebo, não há espécies diferentes, apenas uma. São pequenos brancos, e navegam juntos ao sabor fétido das correntes.
Escuto atrás de mim um diálogo
- “Meu Deus, isso é por causa da poluição?”
- “Não sei.”
- É sim, essas fábricas despejam seu lixo no rio e os peixes morrem.”
Me afasto tenho pressa....
Na Cultura ando, ando, ando, escolho, incomodo, e exerço o meu liseu e não compro nada...
Na saída pelo Shopping Paço Alfândega me dou com uma recepção de lançamento de uma revista e apreciação de alguns quadros...
Recepção... alguns garçons interpretam que minha roupa desleixada é proposital e não caso da minha pouca importância para isto e sou servido... caldinho de peixe... bom... muito bom...
Saio...
Atravessando a ponte novamente escuto outro diálogo...
- "E esse monte de peixe?"
- "Há, isso é esse pessoal que pesca para vender, e como não vende tudo, joga o que sobra no mar."
- "Mas isso tudo?"
- "É."
- "As vezes eles não vendem bem, o gelo acaba, fica podre."
Confesso, faz mais sentido, são todos os peixes iguais.... me identifico mais com essa história...
Não pude reprimir o riso ao final da ponte ... “caldinho de peixe podre?”
Mas...
Podre são as pessoas que fodem com a natureza desta forma?
Podre são os peixes na sua fedentina?
Podre é o pássaro que vi levar o peixe para seu ninho, provavelmente alimentar seus filhotes com peixe podre?
Podre sou eu a me comer em um lugar no qual não fui convidado?
Ou podre estava o caldinho que tomei...
Porra mas estava bom...
Porém sublimemente podre esta este texto... minha única certeza...
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Fantasiado de mendigo
Se um dia alguém me pergunta-se qual a cena mais bizarra que já presenciei, eu responderia que foi algo simples, que provavelmente passaria despercebido a muitas pessoas, mas para mim foi bizarro.
Um dia, não lembro bem quando, também não lembro bem porque, estava eu numa manhã de carnaval a no calçadão de Boa Viagem esperando só alguém ou algum grupo de amigos que ia chegar, enfim não lembro o motivo. Mas lembro da sensação de estar cedo a olhar para a bela manhã de céu azul, cheiro de mar, os trabalhares colocando suas cadeiras, o dia desabrochando. O sol já presente, mas apenas mostrando seus belos traços e não ainda seu calor abrasador. Por traz de mim, belos prédios de apartamentos caros que todos os dias tem este belo cenário para despertar, suntuosas fachadas, carros importados estacionados na rua, pessoas caminhando nesta bela manhã de carnaval.
E então meu olho parou num entulho, um monte de lixo que estava embaixo do banco que separa a areia do calçadão. Certamente que este lixo destoava da beleza natural do lugar e da limpeza que estava o calçadão naquele dia. Mas bem deixei pra lá...
De uma das ruas saiu uma troça de carnaval e muitas pessoas que já estavam a todo gás muito cedo naquela manhã.
Eu não sou um folião de forma alguma, mas acho bonito ver passar as pessoas com aquela felicidade pelo fato de estarem ali na algazarra. Me aproximei da entrada da rua para melhor ver a troça.
Quando eu estava me aproximando é que notei que aquele entulho de lixo era nada menos que um senhor agarrado a um saco, provavelmente com suas posses, tão sujo quanto ele dormindo embaixo do banco. E minha visão ficou presa naquele senhor aparentemente com idade avançada, não se via seus cabelos, estava com uma espécie de gorro, dormindo, desligado do mundo. O belo mundo a sua volta e ele ali destoando de toda a cena dormindo.
Fiquei olhando para o senhor por muito tempo até que o mesmo acordou por causa do barulho da troça que passou ao seu lado, o rosto desorientado, e logo para meu espanto ele começou mesmo sentado a se sacudir no ritmo...
Ficou de pé e começou a se mexer de acordo com as batidas da música e seguiu acompanhando a troça, esquecido da sua sujeira, esquecido da fome, esquecido do sono, naquele momento ele era mais um folião, naquele momento estava fantasiado de mendigo, e o grupo acolheu seu novo integrante, e seguiram cantando e dançando sem se dar conta da loucura que estavam imersos todos.
Eles foram e em mim ficou a lembrança e os olhos marejados por aquele senhor que mesmo ciente de sua situação naquele momento se deixou levar e brincou, e foi mais um e fez parte, e se tornou parte de uma sociedade que o coloca a margem. Brincando ele se colocou em sociedade mesmo que por alguns minutos, mesmo que por alguns momentos, penso seu, sua dor ficou ali comigo e com ele só havia alegria...
Uma alegria que nunca compreendi...
E acho que jamais compreenderei...
Um dia, não lembro bem quando, também não lembro bem porque, estava eu numa manhã de carnaval a no calçadão de Boa Viagem esperando só alguém ou algum grupo de amigos que ia chegar, enfim não lembro o motivo. Mas lembro da sensação de estar cedo a olhar para a bela manhã de céu azul, cheiro de mar, os trabalhares colocando suas cadeiras, o dia desabrochando. O sol já presente, mas apenas mostrando seus belos traços e não ainda seu calor abrasador. Por traz de mim, belos prédios de apartamentos caros que todos os dias tem este belo cenário para despertar, suntuosas fachadas, carros importados estacionados na rua, pessoas caminhando nesta bela manhã de carnaval.
E então meu olho parou num entulho, um monte de lixo que estava embaixo do banco que separa a areia do calçadão. Certamente que este lixo destoava da beleza natural do lugar e da limpeza que estava o calçadão naquele dia. Mas bem deixei pra lá...
De uma das ruas saiu uma troça de carnaval e muitas pessoas que já estavam a todo gás muito cedo naquela manhã.
Eu não sou um folião de forma alguma, mas acho bonito ver passar as pessoas com aquela felicidade pelo fato de estarem ali na algazarra. Me aproximei da entrada da rua para melhor ver a troça.
Quando eu estava me aproximando é que notei que aquele entulho de lixo era nada menos que um senhor agarrado a um saco, provavelmente com suas posses, tão sujo quanto ele dormindo embaixo do banco. E minha visão ficou presa naquele senhor aparentemente com idade avançada, não se via seus cabelos, estava com uma espécie de gorro, dormindo, desligado do mundo. O belo mundo a sua volta e ele ali destoando de toda a cena dormindo.
Fiquei olhando para o senhor por muito tempo até que o mesmo acordou por causa do barulho da troça que passou ao seu lado, o rosto desorientado, e logo para meu espanto ele começou mesmo sentado a se sacudir no ritmo...
Ficou de pé e começou a se mexer de acordo com as batidas da música e seguiu acompanhando a troça, esquecido da sua sujeira, esquecido da fome, esquecido do sono, naquele momento ele era mais um folião, naquele momento estava fantasiado de mendigo, e o grupo acolheu seu novo integrante, e seguiram cantando e dançando sem se dar conta da loucura que estavam imersos todos.
Eles foram e em mim ficou a lembrança e os olhos marejados por aquele senhor que mesmo ciente de sua situação naquele momento se deixou levar e brincou, e foi mais um e fez parte, e se tornou parte de uma sociedade que o coloca a margem. Brincando ele se colocou em sociedade mesmo que por alguns minutos, mesmo que por alguns momentos, penso seu, sua dor ficou ali comigo e com ele só havia alegria...
Uma alegria que nunca compreendi...
E acho que jamais compreenderei...
O Mundo, sorriso, dor, infância...
Há uma frase que permeia minha cabeça a muito tempo e toda uma emoção atrelada a esta frase... Não é nada demais, nem inovador, não é de vanguarda nem nada do tipo, ela apenas ronda...
“O mundo sorri através do sorriso de uma criança”
Confesso... é bobo, óbvio, e não tem nada demais...
Mas acho interessante como as pessoas em geral se sentem bem ao ver uma criança sorrindo, naquele momento, onde a inocência ainda se faz presente, naquele fugaz momento em que não há ironia, em que de fato se sorri com a verdade do rosto e não com a condicionante do dia-a-dia, é inevitável nãos sentir também um prazer incrível com aquela manifestação de felicidade tão pura e verdadeira.
Me regalo cada vez que vejo, não sei se é assim com todo mundo, mas as pessoas do meu mundo pelo menos a mim parecem também embarcar nesta viagem de prazer que o outro nos proporciona.
Porém....quando vejo isto e prazer em mim passa, lembro da outra face, das crianças sérias que não sorriem, daqueles que muito jovens experimentam cargas que adultos não suportariam. A inocência que muitas vezes é utilizada por outros como fonte de poder ou de prazer.
E então lembro de outra
“O mundo morre a cada lágrima derramada por uma criança”
E de fato essa é uma frase que muito me incomoda e muito me diz, cada vez que vejo uma criança de rua cujo pai não pôde dar-lhe o suficiente para que este cresça bem, ou aquele que pede com olhos tristes, ou as muitas histórias de abusos sexuais que leio e vejo que estas crianças tem que suportar de pessoas perturbadas que usam de seus corpos como bem entendem. Só elas sabem o que pode ser uma experiência assim.
A fome que turva seus olhares;
A decepção com um pai que se aproveita sexualmente dela;
A dor nos olhos de quem sofre na pele a violência doméstica;
O medo de escolas que não oferecem segurança para seus alunos;
As cenas bizarras de fome beirando a insensatez em fotos de garotos e garotas africanas;
As fortes cenas de guerra com crianças vítimas de governos genocidas que pouco se importam com suas jovens vidas;
O sofrimento infantil não reconhece classe, cor, etnia, é algo presente em todos os extratos numa fase tão plena da vida que muitas vezes é tolhida por não ser condizente com a realidade em que se vive...
“O mundo sorri através do sorriso de uma criança”
Porém...
“O mundo morre a cada lágrima derramada por uma criança”
Não, não sei porque escrevi isso hj... mas o fiz...
“O mundo sorri através do sorriso de uma criança”
Confesso... é bobo, óbvio, e não tem nada demais...
Mas acho interessante como as pessoas em geral se sentem bem ao ver uma criança sorrindo, naquele momento, onde a inocência ainda se faz presente, naquele fugaz momento em que não há ironia, em que de fato se sorri com a verdade do rosto e não com a condicionante do dia-a-dia, é inevitável nãos sentir também um prazer incrível com aquela manifestação de felicidade tão pura e verdadeira.
Me regalo cada vez que vejo, não sei se é assim com todo mundo, mas as pessoas do meu mundo pelo menos a mim parecem também embarcar nesta viagem de prazer que o outro nos proporciona.
Porém....quando vejo isto e prazer em mim passa, lembro da outra face, das crianças sérias que não sorriem, daqueles que muito jovens experimentam cargas que adultos não suportariam. A inocência que muitas vezes é utilizada por outros como fonte de poder ou de prazer.
E então lembro de outra
“O mundo morre a cada lágrima derramada por uma criança”
E de fato essa é uma frase que muito me incomoda e muito me diz, cada vez que vejo uma criança de rua cujo pai não pôde dar-lhe o suficiente para que este cresça bem, ou aquele que pede com olhos tristes, ou as muitas histórias de abusos sexuais que leio e vejo que estas crianças tem que suportar de pessoas perturbadas que usam de seus corpos como bem entendem. Só elas sabem o que pode ser uma experiência assim.
A fome que turva seus olhares;
A decepção com um pai que se aproveita sexualmente dela;
A dor nos olhos de quem sofre na pele a violência doméstica;
O medo de escolas que não oferecem segurança para seus alunos;
As cenas bizarras de fome beirando a insensatez em fotos de garotos e garotas africanas;
As fortes cenas de guerra com crianças vítimas de governos genocidas que pouco se importam com suas jovens vidas;
O sofrimento infantil não reconhece classe, cor, etnia, é algo presente em todos os extratos numa fase tão plena da vida que muitas vezes é tolhida por não ser condizente com a realidade em que se vive...
“O mundo sorri através do sorriso de uma criança”
Porém...
“O mundo morre a cada lágrima derramada por uma criança”
Não, não sei porque escrevi isso hj... mas o fiz...
terça-feira, 1 de junho de 2010
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
Certamente o leitor neste momento se pergunta, “que porra de texto é esse que não diz nada?”. É, de fato ele nada diz, oq eu não quer dizer que ele não tenha tido sentido antes... Está confuso???
Bem o que chamo de “divagação do nada” é o que ocorre quando estamos muito compenetrados explicando algo que nos tirou do eixo, nos impressionou, aliás ME impressionou, e no esforço explicativo de me fazer entender, uso de todos os meus recursos vocais e expressivos para fazer o outro entender o que para mim foi tão impressionante, ( isso desde uma reflexão simples, a algo que eu tenha passado )... E quando você olha para o outro e o porra do outro está com o olhar loooooooooonge, e no máximo faz “hummm”.
Porra eu fico muito puto e olha que a cada dia exponho menos isso... E a cada dia fico mais ciente de que as minhas opiniões não são porra nenhuma mesmo... Calo nestes momentos... A cada dia Calo mais....
Se ao invés de uma longa história expressiva se eu tivesse repetido 18 vezes a frase “A divagação do nada, o discurso do vazio.....” e tivesse me calado, tenho a ligeira impressão que ouviria um “hummm”...
Caralho, muito foda isso....
Calo... cada dia mais... E daí o mundo ta nem aí .... FODA-SE !!!!!
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
A divagação do nada, o discurso do vazio.....
Certamente o leitor neste momento se pergunta, “que porra de texto é esse que não diz nada?”. É, de fato ele nada diz, oq eu não quer dizer que ele não tenha tido sentido antes... Está confuso???
Bem o que chamo de “divagação do nada” é o que ocorre quando estamos muito compenetrados explicando algo que nos tirou do eixo, nos impressionou, aliás ME impressionou, e no esforço explicativo de me fazer entender, uso de todos os meus recursos vocais e expressivos para fazer o outro entender o que para mim foi tão impressionante, ( isso desde uma reflexão simples, a algo que eu tenha passado )... E quando você olha para o outro e o porra do outro está com o olhar loooooooooonge, e no máximo faz “hummm”.
Porra eu fico muito puto e olha que a cada dia exponho menos isso... E a cada dia fico mais ciente de que as minhas opiniões não são porra nenhuma mesmo... Calo nestes momentos... A cada dia Calo mais....
Se ao invés de uma longa história expressiva se eu tivesse repetido 18 vezes a frase “A divagação do nada, o discurso do vazio.....” e tivesse me calado, tenho a ligeira impressão que ouviria um “hummm”...
Caralho, muito foda isso....
Calo... cada dia mais... E daí o mundo ta nem aí .... FODA-SE !!!!!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
muito foda isso...
Certa vez li que só se divide aquilo que temos em excesso. Não sei se li isso num livro de auto ajuda ou nos caminhos que tracei por muitos e muitos livros de religião, das mais diversas fontes... E de fato este argumento me é muito aprazível e compreensivo.
Mas e quando não se tem muito em excesso?
E quando o que temos não é excesso?
E quando o que temos não nos basta, não nos responde, quando não estamos completos, quando sentimos que estamos “furados” e quanto mais tentamos nos preencher mais as “verdades” escorrem e pouco se retém, e o pouco que se retém não se compreende...
Em resumo, hj é segunda e minha cabeça está assim... muito foda isso...
Mas e quando não se tem muito em excesso?
E quando o que temos não é excesso?
E quando o que temos não nos basta, não nos responde, quando não estamos completos, quando sentimos que estamos “furados” e quanto mais tentamos nos preencher mais as “verdades” escorrem e pouco se retém, e o pouco que se retém não se compreende...
Em resumo, hj é segunda e minha cabeça está assim... muito foda isso...
segunda-feira, 24 de maio de 2010
O texto que não deveria ganhar corpo... que não deveria ser escrito...
Não me orgulho de pensar assim, não me acho melhor, não me envaidece, não me alivia, não me são mais que palavras que pululam minha mente... mas prementes... sempre...
Engraçado... mesmo agora quando me predisponho a escrever, não acho as corretas palavras... como se fosse errado falar isso, deixar escrito...
Talvez algo ainda reste, e este algo, este quase nada me impede de fazer palavras de minhas idéias....
Medo?
Culpa?
De mim mesmo ?
Minhas leituras me levaram para este caminho, minha visão me levou a vários lugares, a reflexão, esta minha chaga, me tem ocupado muitos dos meus momentos de calar... Não sei como nasceu isso, talvez a forma de ver que não pude turvar com a beleza com que as pessoas vêem tudo... um olhar cético que me acompanha para qualquer horizonte que não me abandona...
É de fato uma merda isso...
Mas não encontro o entroncamento onde peguei o caminho errado...
Aliás até posso ver...
Mas será que quero???
Merda... não foi dessa vez que escrevi, mas... o farei...
Engraçado... mesmo agora quando me predisponho a escrever, não acho as corretas palavras... como se fosse errado falar isso, deixar escrito...
Talvez algo ainda reste, e este algo, este quase nada me impede de fazer palavras de minhas idéias....
Medo?
Culpa?
De mim mesmo ?
Minhas leituras me levaram para este caminho, minha visão me levou a vários lugares, a reflexão, esta minha chaga, me tem ocupado muitos dos meus momentos de calar... Não sei como nasceu isso, talvez a forma de ver que não pude turvar com a beleza com que as pessoas vêem tudo... um olhar cético que me acompanha para qualquer horizonte que não me abandona...
É de fato uma merda isso...
Mas não encontro o entroncamento onde peguei o caminho errado...
Aliás até posso ver...
Mas será que quero???
Merda... não foi dessa vez que escrevi, mas... o farei...
terça-feira, 4 de maio de 2010
As escolhas...
São tantas e infindas, versáteis e caóticas...
Tantos caminhos,meandros e curvas...
Tantas vertentes que vertem em chuva...
E mostram não sem jeito...
O quanto rala o sujeito,
Tentando acertar o caminho perfeito...
Podre de triste essas rimas pobres, porém latentes num coração que pouco encherga o caminho que trilha, tortuoso e penumbroso sem facho de luz...
Mas hoje muito ciênte de apoios que tanto ajudam no caminho.
Ainda andando vou trilhar...
Este caminho velho;
que se faz novamente ao raiar,
E tento com meu pouco talento;
fazer o tempo andar mais devagar,
Para assim poder fazer...
ser e acontecer...
tudo aquilo que argumeta meu peito.
Deveras um lixo porém meu...
São tantas e infindas, versáteis e caóticas...
Tantos caminhos,meandros e curvas...
Tantas vertentes que vertem em chuva...
E mostram não sem jeito...
O quanto rala o sujeito,
Tentando acertar o caminho perfeito...
Podre de triste essas rimas pobres, porém latentes num coração que pouco encherga o caminho que trilha, tortuoso e penumbroso sem facho de luz...
Mas hoje muito ciênte de apoios que tanto ajudam no caminho.
Ainda andando vou trilhar...
Este caminho velho;
que se faz novamente ao raiar,
E tento com meu pouco talento;
fazer o tempo andar mais devagar,
Para assim poder fazer...
ser e acontecer...
tudo aquilo que argumeta meu peito.
Deveras um lixo porém meu...
Queria nesses dias ser um budista....
De fato... de fato... de fato...afinal FATOS, momentos, instantes, de fato é disso que é feita a vida... Gostaria de ser generalizante proferidor de verdades, mas falo em meu nome apenas e digo que MINHA vida é feita de FATOS, MOMENTOS, INSTANTES...
Odeio este meu formato de vida de instantes, de inconstância, de caminhos que pouco controlo e quando os tento, muitas vezes me falta a força e a coragem para tal...
Queria nesses dias ser um budista, ser oriental, ser do outro lado e sondar a possibilidade do nirvana... É uma idéia anômala a tudo o que é ocidental, é anômalo a tudo o que vemos e vivemos... a idéia presente da anulação, da dissipação, da descaracterização da individualidade...
... ser como uma gota que dissolve no oceano, e não ser mais gota e ser o oceano e não ser mais um, ser todo e não ser ao mesmo tempo, experimentar a fusão com o mundo e não ser mais a si... abandonar-se, desistir de tudo o que me torna eu...
Sondo esta idéia como quem saboreia os últimos segundos de um sonho gostoso antes de despertar...
Odeio este meu formato de vida de instantes, de inconstância, de caminhos que pouco controlo e quando os tento, muitas vezes me falta a força e a coragem para tal...
Queria nesses dias ser um budista, ser oriental, ser do outro lado e sondar a possibilidade do nirvana... É uma idéia anômala a tudo o que é ocidental, é anômalo a tudo o que vemos e vivemos... a idéia presente da anulação, da dissipação, da descaracterização da individualidade...
... ser como uma gota que dissolve no oceano, e não ser mais gota e ser o oceano e não ser mais um, ser todo e não ser ao mesmo tempo, experimentar a fusão com o mundo e não ser mais a si... abandonar-se, desistir de tudo o que me torna eu...
Sondo esta idéia como quem saboreia os últimos segundos de um sonho gostoso antes de despertar...
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Intrigado...
Baseado em fatos reais...
(Ele chega em casa e me olha)
- E aê viu meu Blog?
- Vi ...
- Gostou...?
- Cara, achei complexo pra caralho... Tu não disse que eram pensamentos que tu tinha antes de dormir?? Eu pensei que eram assim pensamentos, reflexões...
- Ei, mas isso é o que passa na minha cabeça antes de dormir...
- Putz...
(Nessa hora não teve como não rir muito...)
PS: Adoro essa diferença....
(Ele chega em casa e me olha)
- E aê viu meu Blog?
- Vi ...
- Gostou...?
- Cara, achei complexo pra caralho... Tu não disse que eram pensamentos que tu tinha antes de dormir?? Eu pensei que eram assim pensamentos, reflexões...
- Ei, mas isso é o que passa na minha cabeça antes de dormir...
- Putz...
(Nessa hora não teve como não rir muito...)
PS: Adoro essa diferença....
Hoje sou meu paradoxo e detesto isso...
Porque uma pessoa opta por sofrer? Porque por livre vontade escolhe o caminho errado e o trilha? Porque com a vida bela como é optamos pelas trevas, pela dor, pelo caminho pedregoso? Porque nesse mundo sem Deus optamos por perder a fé...?
A educação neste país está doente, está enferma em uma maca de um hospital público a espera da ajuda que não virá...
Porque hoje sinto que trilhei o caminho errado...?
Porque as coisas que mais amamos são aquelas que inadvertidamente serão as mais potencializadoras destruidoras do estímulo maravilhoso que trazemos em nossos corações...
Amo ensinar...
Amo compartilhar...
Amo ser um referencial de certo ou errado...
Amo estar lá na frente, dividindo, compartilhando, aprendendo e dividindo um pouco do que sei apenas no intuito de ver meus ouvintes ou meus parceiros crescerem... É uma nobre profissão onde nosso maior prazer está no sucesso do outro... Seria belo e poético são não fosse tão doloroso e desgastante física e emocionalmente...
Porque uma pessoa entra para este sistema doente com milhões de outras oportunidades?
Não posso falar pelos outros, mas eu (minha culpa) não sabia que seria assim tão difícil, lidar não com as deficiências de concentração e aprendizado das crianças, afinal nós somos treinados para tal, mas lidar com a burocracia, com a falta de parâmetros nos nossos pequenos mundos as escolas, e nos macros nos baixos salários, nas políticas excludentes, na falta de moral por parte de uma sociedade que doente contamina tudo inclusive as jovens mentes e as roubam a brilhante oportunidade de sentir o prazer de aprender...E não só o prazer, pois somos seres evolutivamente mentais, nosso intelecto é nosso maior trunfo, negar isso a si é negar a própria humanidade, é negar a capacidade que todo humano tem de se desenvolver ilimitadamente...
Mas nosso sistema não vê a educação com bons olhos, controlar um povo burro é muito mais fácil e barato...
E essa doença se alastra e contagia os próprios educadores e estes fazem bem o seu papel de sugar “energias” novas quando tem a oportunidade, não dão tempo aos novos de terem suas decepções, logo nos antecipam, assim como uma direção formada de corruptos que desviam dinheiro de escolas, levando para casa o dinheiro que poderia ser para estrutura, alimentação ou infra-estrutura...
Porém a parte insuportável é ver isso e gritar a plenos pulmões para uma platéia de surdos...
Porque uma pessoa escolhe isso para si...?
Porque ...?
Porque ...?
A educação neste país está doente, está enferma em uma maca de um hospital público a espera da ajuda que não virá...
Porque hoje sinto que trilhei o caminho errado...?
Porque as coisas que mais amamos são aquelas que inadvertidamente serão as mais potencializadoras destruidoras do estímulo maravilhoso que trazemos em nossos corações...
Amo ensinar...
Amo compartilhar...
Amo ser um referencial de certo ou errado...
Amo estar lá na frente, dividindo, compartilhando, aprendendo e dividindo um pouco do que sei apenas no intuito de ver meus ouvintes ou meus parceiros crescerem... É uma nobre profissão onde nosso maior prazer está no sucesso do outro... Seria belo e poético são não fosse tão doloroso e desgastante física e emocionalmente...
Porque uma pessoa entra para este sistema doente com milhões de outras oportunidades?
Não posso falar pelos outros, mas eu (minha culpa) não sabia que seria assim tão difícil, lidar não com as deficiências de concentração e aprendizado das crianças, afinal nós somos treinados para tal, mas lidar com a burocracia, com a falta de parâmetros nos nossos pequenos mundos as escolas, e nos macros nos baixos salários, nas políticas excludentes, na falta de moral por parte de uma sociedade que doente contamina tudo inclusive as jovens mentes e as roubam a brilhante oportunidade de sentir o prazer de aprender...E não só o prazer, pois somos seres evolutivamente mentais, nosso intelecto é nosso maior trunfo, negar isso a si é negar a própria humanidade, é negar a capacidade que todo humano tem de se desenvolver ilimitadamente...
Mas nosso sistema não vê a educação com bons olhos, controlar um povo burro é muito mais fácil e barato...
E essa doença se alastra e contagia os próprios educadores e estes fazem bem o seu papel de sugar “energias” novas quando tem a oportunidade, não dão tempo aos novos de terem suas decepções, logo nos antecipam, assim como uma direção formada de corruptos que desviam dinheiro de escolas, levando para casa o dinheiro que poderia ser para estrutura, alimentação ou infra-estrutura...
Porém a parte insuportável é ver isso e gritar a plenos pulmões para uma platéia de surdos...
Porque uma pessoa escolhe isso para si...?
Porque ...?
Porque ...?
Domingo a noite ... Super Bowl ... heim???
Acho interessante como os pensamentos mais estranhos me vem a cabeça nos momentos mais simples da minha vida... tudo bem, tudo bem eu explico...
Domingo a noite estava eu ao computador, até acho que mais ou menos meia noite, eu estava como um bom internauta perdendo meu tempo em sites idiotas, ou assistindo os mais lesos vídeos do youtube, lendo e-mails de correntes que as pessoas ainda insistem em me mandar, em suma eu perdendo meu tempo fazendo trocando uma boa noite de sono ou uma atividade mais produtiva por horas de bobagens na net, mas como disse acima, “eu estava como um bom internauta”....
Saindo do computador foi ver o que passava na televisão passando os canais esbarrei em algo de fato surreal...
OPS: pequena explicação – surreal pra mim, outra pessoa pode achar perfeitamente normal...
Bem, continuando, esbarrei em algo de fato surreal, a rede Bandeirantes por volta da meia noite estava transmitindo um jogo do campeonato mais famoso da cultura norte americana o Super Bowl...
O Super Bowl trata-se de uma competição de futebol americano, uma atividade, um jogo extremamente inteligente e bem bolado, típico de um país de 1º mundo.
Bem do que pude perceber, são dois times cada qual com acho umas 15 ou 18 pessoas de cada lado, eles utilizam uma bola oval, roupas largas para caber uma armadura que utilizam sob o corpo assim como capacete e a função do jogo é colocar a bolinha no final do campo adversário passando pela defesa do outro time que pode impedir seus movimentos te derrubando violentamente (acho que por isso a armadura), empurrando, segurando as pernas, cabeçadas, e o famoso montinho que é quando um mane corre com a bola e quando parado, todo o time pula em cima do rapaz para impedir seus movimentos... em suma uma coisa leve... praticamente uma Ode a violência e quanto maior a porrada que o jogador leva, mas extasiados ficam os comentadores (pasmem existem comentadores brasileiros) e a platéia...
Não estou sendo hipócrita dizendo que se trata de um jogo imbecil quando na verdade muitos deles também o são, quem chega primeiro, quem lança mais longe, que enfia a bola num aro... todos tem a sua idiotice em particular, mas e tem um grande MAS aí usar uma armadura para jogar, nos dá uma certa noção da delicadeza deste esporte, mas confesso que devaneio muito em jogar contras as pessoas que eu repudio, “aaaaaaaaa como seria bom jogar contra...” não, nada de nomes...
Mas ainda assim até aí tudo bem cultura é cultura, se estadunidense acha muito bom se quebrar num estádio para as pessoas aplaudirem, ou ser pago para destruir pessoas em nome de “um bom jogo” que tenho eu a ver com isso....mas e aí tem um segundo GRANDE MAS...que é que um campeonato de cultura puramente estadunidense estava fazendo num canal aberto na noite de um domingo transmitido por um canal brasileiro????
Não nos é um esporte comum, não faz parte da cultura brasileira, não jogamos futebol com a mão nem nos armamos para uma guerra para entrar num estádio... não quero dizer com isso que os estádios brasileiros são pacíficos, mas apenas ressaltar que a diferença cultural nos separa...
... enquanto os atletas estadunidenses são muito bem pagos para descer o cacete em times opostos, nós brasileiros pagamos ingresso para quebrar os próprios torcedores.... nisso admiro os estadunidesndes, pelo menos lá (em hipótese) eu não apanharia por estar assistindo...
Mas leseira a parte, é incrível como a mídia brasileira se vende para a cultura dos EUA, fora as notícias que já acompanhamos todos os dias dos EUA na nossa mídia, como se a nós fosse imprescindível saber o índice criminal das suas pequenas cidades, ou o que fazem em seus momentos de lazer ou acompanhar suas votações como nossas ou até festejar os 4 de julhos ou até fazer a danação da festa de Halloween que alguns cursos de inglês devagarzinho estão incluindo na nossa cultura... fora as rádios com uma programação de mais de 50% (dado de achismo meu) de musicas dos EUA e note que eu não disse musicas estrangeiras, porque as francesas, italianas, até árabes, só as ouvimos por causas de novelas ou minisséries famosas (Globais) sem estas estaríamos fados a imaginar que só quem produz música somos nos e os EUA... e eu nem falei dos filmes e do american way of life que nos é passado diariamente através de seus filmes...
Se já não bastasse esse bombardeio de cultura estrangeira, ainda nos fazem descer pela garganta (sem coca-cola, já que eu estava com um copo d’água) uma joça de um jogo sem pé nem cabeça que é tipicamente estadunidense, o que me fez ficar puto com a puta da mídia brasileira que vende a nosso espaço de expressão para quem mais pagar...
PS: se escrevi “estadunidense” é porque “americanos” somos todos nós e não eles pelo fato de se julgarem os únicos americanos...
Domingo a noite estava eu ao computador, até acho que mais ou menos meia noite, eu estava como um bom internauta perdendo meu tempo em sites idiotas, ou assistindo os mais lesos vídeos do youtube, lendo e-mails de correntes que as pessoas ainda insistem em me mandar, em suma eu perdendo meu tempo fazendo trocando uma boa noite de sono ou uma atividade mais produtiva por horas de bobagens na net, mas como disse acima, “eu estava como um bom internauta”....
Saindo do computador foi ver o que passava na televisão passando os canais esbarrei em algo de fato surreal...
OPS: pequena explicação – surreal pra mim, outra pessoa pode achar perfeitamente normal...
Bem, continuando, esbarrei em algo de fato surreal, a rede Bandeirantes por volta da meia noite estava transmitindo um jogo do campeonato mais famoso da cultura norte americana o Super Bowl...
O Super Bowl trata-se de uma competição de futebol americano, uma atividade, um jogo extremamente inteligente e bem bolado, típico de um país de 1º mundo.
Bem do que pude perceber, são dois times cada qual com acho umas 15 ou 18 pessoas de cada lado, eles utilizam uma bola oval, roupas largas para caber uma armadura que utilizam sob o corpo assim como capacete e a função do jogo é colocar a bolinha no final do campo adversário passando pela defesa do outro time que pode impedir seus movimentos te derrubando violentamente (acho que por isso a armadura), empurrando, segurando as pernas, cabeçadas, e o famoso montinho que é quando um mane corre com a bola e quando parado, todo o time pula em cima do rapaz para impedir seus movimentos... em suma uma coisa leve... praticamente uma Ode a violência e quanto maior a porrada que o jogador leva, mas extasiados ficam os comentadores (pasmem existem comentadores brasileiros) e a platéia...
Não estou sendo hipócrita dizendo que se trata de um jogo imbecil quando na verdade muitos deles também o são, quem chega primeiro, quem lança mais longe, que enfia a bola num aro... todos tem a sua idiotice em particular, mas e tem um grande MAS aí usar uma armadura para jogar, nos dá uma certa noção da delicadeza deste esporte, mas confesso que devaneio muito em jogar contras as pessoas que eu repudio, “aaaaaaaaa como seria bom jogar contra...” não, nada de nomes...
Mas ainda assim até aí tudo bem cultura é cultura, se estadunidense acha muito bom se quebrar num estádio para as pessoas aplaudirem, ou ser pago para destruir pessoas em nome de “um bom jogo” que tenho eu a ver com isso....mas e aí tem um segundo GRANDE MAS...que é que um campeonato de cultura puramente estadunidense estava fazendo num canal aberto na noite de um domingo transmitido por um canal brasileiro????
Não nos é um esporte comum, não faz parte da cultura brasileira, não jogamos futebol com a mão nem nos armamos para uma guerra para entrar num estádio... não quero dizer com isso que os estádios brasileiros são pacíficos, mas apenas ressaltar que a diferença cultural nos separa...
... enquanto os atletas estadunidenses são muito bem pagos para descer o cacete em times opostos, nós brasileiros pagamos ingresso para quebrar os próprios torcedores.... nisso admiro os estadunidesndes, pelo menos lá (em hipótese) eu não apanharia por estar assistindo...
Mas leseira a parte, é incrível como a mídia brasileira se vende para a cultura dos EUA, fora as notícias que já acompanhamos todos os dias dos EUA na nossa mídia, como se a nós fosse imprescindível saber o índice criminal das suas pequenas cidades, ou o que fazem em seus momentos de lazer ou acompanhar suas votações como nossas ou até festejar os 4 de julhos ou até fazer a danação da festa de Halloween que alguns cursos de inglês devagarzinho estão incluindo na nossa cultura... fora as rádios com uma programação de mais de 50% (dado de achismo meu) de musicas dos EUA e note que eu não disse musicas estrangeiras, porque as francesas, italianas, até árabes, só as ouvimos por causas de novelas ou minisséries famosas (Globais) sem estas estaríamos fados a imaginar que só quem produz música somos nos e os EUA... e eu nem falei dos filmes e do american way of life que nos é passado diariamente através de seus filmes...
Se já não bastasse esse bombardeio de cultura estrangeira, ainda nos fazem descer pela garganta (sem coca-cola, já que eu estava com um copo d’água) uma joça de um jogo sem pé nem cabeça que é tipicamente estadunidense, o que me fez ficar puto com a puta da mídia brasileira que vende a nosso espaço de expressão para quem mais pagar...
PS: se escrevi “estadunidense” é porque “americanos” somos todos nós e não eles pelo fato de se julgarem os únicos americanos...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Aos meus novos queridos alunos do Pré...
"Texto dedicado aos meus alunos do Pré acadêmico de 2010, os quais ainda não conheço, mas com esse texto começarei as aulas e que seja um bom ano de muita cultura para meus queridos e para mim como aprendiz deste corpo de pessoas..."
Porque estudar Historia???
Bem, por motivos óbvios vocês tem que estudar História para fazer uma boa prova de vestibular e passar por mais este estágio da vida de vocês... mas será somente para isso que nos serve o seu estudo??
Pequena historinha...
Imagine acordar de manhã cedo, se olhar no espelho e perceber-se, mas não reconhecer aquele rosto, as manchas, as rugas, a textura do cabelo, sua cor, o formato das orelhas, nariz e queixo, não entender o porquê de seus olhos serem da cor que são, não perceber o que tem demais naquele rosto...
O que falta nele afinal??
Falta significado, falta algo que os diga “o porque” de seus rostos serem da forma que são do tipo: “há esse nariz é da minha avó”, “esse queixo forte é do meu pai”, “aaaa, essas malditas orelhas de abano de família”, “a que olhos lindos me minha mãe me deixou”.
Mas afinal, o que são essas informações??
O seu rosto está lhe contando a sua história, a sua descendência, cada vez que você se olha você está olhando para as eras de laços familiares que acabaram por formas todos os traços do seu rosto, este que você carrega e comunica, este que diz quem é você para os outros, este que é sua identidade, ele trás o significado de “de onde você veio”, assim é o nosso tamanho, cor, e coisas do gênero... A História do seu rosto pode ajudar você a entender quem você é.
Na frente do espelho você lembra-se disso, e mais, lembra que você está com uma idade tal e que esta idade diz muito sobre você através de sua Experiência. E sua experiência nada mais é que a história que você tem traçado. Sua história, seus significados, seus símbolos, suas crenças, sua cultura, que por mais que seja tão comum á todos, em você isso toma um significado único, pois jamais existirá “dois vocês”, você é único porque a sua história é única. A História do seu rosto e da sua cultura podem ajudar você a descobrir quem é.
Mas você não para, e se pergunta por que tenho esta religião, porque falo esta língua, porque sou desse partido, porque canto este hino, porque tenho este time?? E sua resposta é que você nasceu num país específico, num estado específico, numa região específica, onde seus traços culturais são comuns a todos. A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio pode ajudar você a entender quem você é.
E mais perguntas... Porque vivo num pais democrático, porque tenho que votar, porque as leis são desta forma e não de outra, porque meu país tem este hino especificamente, porque estas cores na bandeira?? A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio, a História do seu país pode ajudá-lo á entender quem você é.
E você numa grande confusão amplia essas perguntas porque estou nesse país específico e não e outro, porque os países são como são, porque não são todos iguais, porque todos não falam a mesma língua se é tudo humano, da mesma espécie??
A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio, a história do seu país, A história dos diferentes países podem ajudar você a entender o porque das coisas terem o lugar que tem.
Mas a língua... você travou nisto, porque todos não falamos a mesma língua, temos os mesmos direitos, agimos da mesma forma, temos a mesma cultura se somos todos aparentemente iguais?
A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio , a história do seu país, A história dos países, a História da Cultura podem lhe dar essa pista...
E aí... e aí você acorda desse seu sonho louco e angustiante e fica muito triste porque tem que acordar cedo para ir para a escola e pensa... “mas que danado de sonho era aquele estou todo angustiado, mas não consigo me lembrar e pra piorar minha primeira aula é com professor Fernando e sua maldita aula de História, afinal, pra que eu quero saber de histórias de pessoas mortas, de culturas, de meios, de países, de símbolos, um monte de nome que não entendo e pra quê, isso não me diz nada.... aaaaaaaaaaaaaaa que saco”
Fim da historinha...
História é uma ferramenta assim como a matemática (que estuda o universo da linguagem numérica) ou a física (que estuda os movimentos da natureza e os impelidos pelo homem) ou a química (que estuda a natureza dos compostos e suas conexões). A História é uma ferramenta que ajuda o homem a entender a sua trajetória, de onde veio, os caminhos que trilhou, seu aprendizado no caminho, a passagem disso a “outros”(povos ou pessoas) que ganhou o nome de CULTURA, seu caminho intelectual, geográfico e de interação com outros humanos. E estes diversos caminhos seguidos através das eras da evolução, fizeram de uma mesma espécie uma amálgama (uma mistura) de diversas culturas fazendo com que estas se diferenciassem e tomassem caminhos no intuito de se definir. A História do Homem ajuda a definir de onde viemos e porque somos da forma como somos, com todos os nossos traços culturais.
Estudar História é se deixar levar pela vasta informação que forma a cultura humana através de povos, culturas, línguas, políticas, economias, artes, mais diversos que habitam a superfície do globo estudo este que compreende as eras em que o homem tem deixado seus registros sendo eles os mais diversos.
Estudar História e uma tentativa de ao entender a trajetória do homem, dos grandes heróis, dos pequenos, dos não-heróis, das pequenas ou grandes histórias, das mais diversas formas de interação que o homem com o outro, com a natureza e com a sua religiosidade, ou não.
Estudar História é mergulhar no mar do passado para nos encontrarmos nadando no presente sabendo de onde veio toda aquela “água”...
Tendo isso em mente, mergulhemos todos, e certamente após desse grande mergulho no tempo, ao final não encontraremos nada mais que a NÓS MESMOS enquanto também participantes deste imenso processo sem fim...
...porém agora cheio de significado ...ou simplesmente de histórias para contar.
Porque estudar Historia???
Bem, por motivos óbvios vocês tem que estudar História para fazer uma boa prova de vestibular e passar por mais este estágio da vida de vocês... mas será somente para isso que nos serve o seu estudo??
Pequena historinha...
Imagine acordar de manhã cedo, se olhar no espelho e perceber-se, mas não reconhecer aquele rosto, as manchas, as rugas, a textura do cabelo, sua cor, o formato das orelhas, nariz e queixo, não entender o porquê de seus olhos serem da cor que são, não perceber o que tem demais naquele rosto...
O que falta nele afinal??
Falta significado, falta algo que os diga “o porque” de seus rostos serem da forma que são do tipo: “há esse nariz é da minha avó”, “esse queixo forte é do meu pai”, “aaaa, essas malditas orelhas de abano de família”, “a que olhos lindos me minha mãe me deixou”.
Mas afinal, o que são essas informações??
O seu rosto está lhe contando a sua história, a sua descendência, cada vez que você se olha você está olhando para as eras de laços familiares que acabaram por formas todos os traços do seu rosto, este que você carrega e comunica, este que diz quem é você para os outros, este que é sua identidade, ele trás o significado de “de onde você veio”, assim é o nosso tamanho, cor, e coisas do gênero... A História do seu rosto pode ajudar você a entender quem você é.
Na frente do espelho você lembra-se disso, e mais, lembra que você está com uma idade tal e que esta idade diz muito sobre você através de sua Experiência. E sua experiência nada mais é que a história que você tem traçado. Sua história, seus significados, seus símbolos, suas crenças, sua cultura, que por mais que seja tão comum á todos, em você isso toma um significado único, pois jamais existirá “dois vocês”, você é único porque a sua história é única. A História do seu rosto e da sua cultura podem ajudar você a descobrir quem é.
Mas você não para, e se pergunta por que tenho esta religião, porque falo esta língua, porque sou desse partido, porque canto este hino, porque tenho este time?? E sua resposta é que você nasceu num país específico, num estado específico, numa região específica, onde seus traços culturais são comuns a todos. A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio pode ajudar você a entender quem você é.
E mais perguntas... Porque vivo num pais democrático, porque tenho que votar, porque as leis são desta forma e não de outra, porque meu país tem este hino especificamente, porque estas cores na bandeira?? A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio, a História do seu país pode ajudá-lo á entender quem você é.
E você numa grande confusão amplia essas perguntas porque estou nesse país específico e não e outro, porque os países são como são, porque não são todos iguais, porque todos não falam a mesma língua se é tudo humano, da mesma espécie??
A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio, a história do seu país, A história dos diferentes países podem ajudar você a entender o porque das coisas terem o lugar que tem.
Mas a língua... você travou nisto, porque todos não falamos a mesma língua, temos os mesmos direitos, agimos da mesma forma, temos a mesma cultura se somos todos aparentemente iguais?
A História do seu rosto, da sua cultura, do seu meio , a história do seu país, A história dos países, a História da Cultura podem lhe dar essa pista...
E aí... e aí você acorda desse seu sonho louco e angustiante e fica muito triste porque tem que acordar cedo para ir para a escola e pensa... “mas que danado de sonho era aquele estou todo angustiado, mas não consigo me lembrar e pra piorar minha primeira aula é com professor Fernando e sua maldita aula de História, afinal, pra que eu quero saber de histórias de pessoas mortas, de culturas, de meios, de países, de símbolos, um monte de nome que não entendo e pra quê, isso não me diz nada.... aaaaaaaaaaaaaaa que saco”
Fim da historinha...
História é uma ferramenta assim como a matemática (que estuda o universo da linguagem numérica) ou a física (que estuda os movimentos da natureza e os impelidos pelo homem) ou a química (que estuda a natureza dos compostos e suas conexões). A História é uma ferramenta que ajuda o homem a entender a sua trajetória, de onde veio, os caminhos que trilhou, seu aprendizado no caminho, a passagem disso a “outros”(povos ou pessoas) que ganhou o nome de CULTURA, seu caminho intelectual, geográfico e de interação com outros humanos. E estes diversos caminhos seguidos através das eras da evolução, fizeram de uma mesma espécie uma amálgama (uma mistura) de diversas culturas fazendo com que estas se diferenciassem e tomassem caminhos no intuito de se definir. A História do Homem ajuda a definir de onde viemos e porque somos da forma como somos, com todos os nossos traços culturais.
Estudar História é se deixar levar pela vasta informação que forma a cultura humana através de povos, culturas, línguas, políticas, economias, artes, mais diversos que habitam a superfície do globo estudo este que compreende as eras em que o homem tem deixado seus registros sendo eles os mais diversos.
Estudar História e uma tentativa de ao entender a trajetória do homem, dos grandes heróis, dos pequenos, dos não-heróis, das pequenas ou grandes histórias, das mais diversas formas de interação que o homem com o outro, com a natureza e com a sua religiosidade, ou não.
Estudar História é mergulhar no mar do passado para nos encontrarmos nadando no presente sabendo de onde veio toda aquela “água”...
Tendo isso em mente, mergulhemos todos, e certamente após desse grande mergulho no tempo, ao final não encontraremos nada mais que a NÓS MESMOS enquanto também participantes deste imenso processo sem fim...
...porém agora cheio de significado ...ou simplesmente de histórias para contar.
Esta semana são dois os homens da minha vida...
Esta semana são dois os homens da minha vida...
Um deles a ficção louca e rápida de Dan Brown – O Ultimo Símbolo – cujo personagem, seu herói intelectual, mais uma vez é colocado em outra louca aventura de mitos, obras de arte, simbologia, crime e muita diversão, pelo menos para mim leitor fiel devoto das obras de meu estimado Dan... e admirador do personagem Langdom e da sua incomparável e mente analítica que nem fudendo alguém tem aquilo na vida real hahahahaha....
O outro homem da minha vida desta semana é Hobsbawm com seu - A Era do Extremos – vulgo “o fininho” e sua análise desse nosso trágico século XX que tanto mudou a concepção do homem criando num espaço muito pequeno de tempo mudanças que alteraram o homem do século XX como em nenhuma outra época da humanidade, devido aos diversos avanços nas mais diversas áreas... Claro é a visão dele, mas muito me ajuda até pq o cara viveu praticamente quase todo o século XX, meu velhinho preferido...
Um deles a ficção louca e rápida de Dan Brown – O Ultimo Símbolo – cujo personagem, seu herói intelectual, mais uma vez é colocado em outra louca aventura de mitos, obras de arte, simbologia, crime e muita diversão, pelo menos para mim leitor fiel devoto das obras de meu estimado Dan... e admirador do personagem Langdom e da sua incomparável e mente analítica que nem fudendo alguém tem aquilo na vida real hahahahaha....
O outro homem da minha vida desta semana é Hobsbawm com seu - A Era do Extremos – vulgo “o fininho” e sua análise desse nosso trágico século XX que tanto mudou a concepção do homem criando num espaço muito pequeno de tempo mudanças que alteraram o homem do século XX como em nenhuma outra época da humanidade, devido aos diversos avanços nas mais diversas áreas... Claro é a visão dele, mas muito me ajuda até pq o cara viveu praticamente quase todo o século XX, meu velhinho preferido...
sábado, 6 de fevereiro de 2010
CORAGEM.....
Este é mais um dos antigos... faz teeeeeeeeeeeempo que escrevi, mas assim como meu ultimo texto antigo, continua tão atual quanto...
"Quem sou, o que sou, o que represento, nada. Que faço para ter o direito de julgar o mundo, qual a parcela da minha ajuda, nenhuma. Quem sou, sou mais um que entre tantos numa multidão, perde sua individualidade e se torna massa. Mas dentre tudo o que não tenho e que não represento, algo hoje, teve o poder de tirar a minha atenção fazendo-me sair deste ritmo normal, pois tenho o estranho e incomodo costume de ver e enxergar. Parecem coisas parecidas mas enxergar é ver o que sempre vemos e nunca enxergamos... Confuso?? Explicarei. Estava eu voltando para casa e no ônibus me veio uma figura interessante, uma blusa preta usada por um rapaz de pele escura e um tanto quanto sujo e mal cheiroso... Mas isto não vêm ao caso... Observando a figura de sua blusa logo reconheci o talvez mais popular herói do planeta, chamado pelo nome de super-homem, belo em sua capa, com cores vivas, voando... Então minha mente começou a divagar sobre a palavra que logo me veio a cabeça, coragem. Veja leitor, se não é muita coragem sair pelo mundo arriscando a vida lutando contra vilões, em prol da justiça e da harmonia. Mas fiquei triste ao lembrar de seu companheiro o Batman, coitado, teve os pais assassinados por um maníaco, causa que dá inicio ao nascimento do herói. E são muitas histórias trágicas, o tio do homem aranha é alvejado por uma bala no meio de um parque... que pena... a família do Justiceiro é toda aniquilada... que dizer então do demolidor que é um herói cego... tantas histórias trágicas, de personagens que com sua infinita força de vontade e com ajuda de alguns super poderes mudam o destino e interferem na vida de todo um planeta de ficção.... ficção?? Será mesmo que só na ficção que eles interferem, vejo tantos jovens em conversas sobre quem é o melhor, quem é o mais forte, quem é o mais admirável e principalmente em eras de computadores que ajudaram a dar um bum no cinema democratizando e disseminando-os pelo mundo a fora...Interessante como tanta coisa acontece em nossa mente em apenas alguns segundos... Mas alguns poucos segundos depois me dei conta de que eu estava realmente olhando para um herói, meu coração deu um salto, pois por detrás daquela roupa que tanto olhei, disfarçado estava ele lá. Não estava voando é verdade, nem era musculoso, nem tinha cara de mal, mas a coragem é algo inerente a um herói e nele naquele momento reconheci, o reconheci... Ele distribuía papeizinhos com pequenos recados, e após isso, incomodou à todos dentro do ônibus pq ousou falar ao ponto de ser ignorado, pedia um pouco para si e seus irmãos famintos, superou naquele momento a humilhação, a fome, a vergonha, o medo, foi o centro das atenções, mesmo dos que viraram o rosto, e naquele momento ele foi mais do que qualquer um dentro do ônibus, ele ousou naquele momento lutar contra todo um mundo de rejeição e de ostracismo o qual o sistema o confina, e lutou brava e honrosamente assim como todos os heróis, com a arma que ninguém pode lhe tirar que é a vontade. O herói de verdade, não usa capas, não faz justiça com as próprias mãos, não voa, não é um ícone de beleza, não é rico, muito menos super poderoso, é aquele que apesar de todas as adversidades e quando tudo está contra si, ele luta e luta. A fé nestas pessoas é algo impressionante, não uma fé religiosa, e às vezes até o é, mas mais do que isso é uma fé que crê que o manhã talvez seja um pouco melhor do que o hoje e uma fé que inda mesmo em dias de egoísmo e solidão se crê no auxílio que só o próximo pode oferecer, pois o governo, este a muito que está preocupado em seu próprio crescimento. E o jovem, pobre marionete, é conduzido hoje com muita facilidade a cultuar falsos heróis.
O mundo incute em nossas mentes ociosas que os heróis nascem em estúdios, em roteiros, em cinemas, mas será que não convivemos com eles, será que não cruzamos com eles todos os dias... Pois digo que eles andam por aí disfarçados e assim como hoje saí de meu mundinho e enxerguei um, talvez dia destes enxergue outro, e quem sabe que outra lição de coragem acabarei aprendendo... e quem sabe... e quem sabe.... afinal quem é que sabe, será que o sistema quer que eu saiba ???"
"Quem sou, o que sou, o que represento, nada. Que faço para ter o direito de julgar o mundo, qual a parcela da minha ajuda, nenhuma. Quem sou, sou mais um que entre tantos numa multidão, perde sua individualidade e se torna massa. Mas dentre tudo o que não tenho e que não represento, algo hoje, teve o poder de tirar a minha atenção fazendo-me sair deste ritmo normal, pois tenho o estranho e incomodo costume de ver e enxergar. Parecem coisas parecidas mas enxergar é ver o que sempre vemos e nunca enxergamos... Confuso?? Explicarei. Estava eu voltando para casa e no ônibus me veio uma figura interessante, uma blusa preta usada por um rapaz de pele escura e um tanto quanto sujo e mal cheiroso... Mas isto não vêm ao caso... Observando a figura de sua blusa logo reconheci o talvez mais popular herói do planeta, chamado pelo nome de super-homem, belo em sua capa, com cores vivas, voando... Então minha mente começou a divagar sobre a palavra que logo me veio a cabeça, coragem. Veja leitor, se não é muita coragem sair pelo mundo arriscando a vida lutando contra vilões, em prol da justiça e da harmonia. Mas fiquei triste ao lembrar de seu companheiro o Batman, coitado, teve os pais assassinados por um maníaco, causa que dá inicio ao nascimento do herói. E são muitas histórias trágicas, o tio do homem aranha é alvejado por uma bala no meio de um parque... que pena... a família do Justiceiro é toda aniquilada... que dizer então do demolidor que é um herói cego... tantas histórias trágicas, de personagens que com sua infinita força de vontade e com ajuda de alguns super poderes mudam o destino e interferem na vida de todo um planeta de ficção.... ficção?? Será mesmo que só na ficção que eles interferem, vejo tantos jovens em conversas sobre quem é o melhor, quem é o mais forte, quem é o mais admirável e principalmente em eras de computadores que ajudaram a dar um bum no cinema democratizando e disseminando-os pelo mundo a fora...Interessante como tanta coisa acontece em nossa mente em apenas alguns segundos... Mas alguns poucos segundos depois me dei conta de que eu estava realmente olhando para um herói, meu coração deu um salto, pois por detrás daquela roupa que tanto olhei, disfarçado estava ele lá. Não estava voando é verdade, nem era musculoso, nem tinha cara de mal, mas a coragem é algo inerente a um herói e nele naquele momento reconheci, o reconheci... Ele distribuía papeizinhos com pequenos recados, e após isso, incomodou à todos dentro do ônibus pq ousou falar ao ponto de ser ignorado, pedia um pouco para si e seus irmãos famintos, superou naquele momento a humilhação, a fome, a vergonha, o medo, foi o centro das atenções, mesmo dos que viraram o rosto, e naquele momento ele foi mais do que qualquer um dentro do ônibus, ele ousou naquele momento lutar contra todo um mundo de rejeição e de ostracismo o qual o sistema o confina, e lutou brava e honrosamente assim como todos os heróis, com a arma que ninguém pode lhe tirar que é a vontade. O herói de verdade, não usa capas, não faz justiça com as próprias mãos, não voa, não é um ícone de beleza, não é rico, muito menos super poderoso, é aquele que apesar de todas as adversidades e quando tudo está contra si, ele luta e luta. A fé nestas pessoas é algo impressionante, não uma fé religiosa, e às vezes até o é, mas mais do que isso é uma fé que crê que o manhã talvez seja um pouco melhor do que o hoje e uma fé que inda mesmo em dias de egoísmo e solidão se crê no auxílio que só o próximo pode oferecer, pois o governo, este a muito que está preocupado em seu próprio crescimento. E o jovem, pobre marionete, é conduzido hoje com muita facilidade a cultuar falsos heróis.
O mundo incute em nossas mentes ociosas que os heróis nascem em estúdios, em roteiros, em cinemas, mas será que não convivemos com eles, será que não cruzamos com eles todos os dias... Pois digo que eles andam por aí disfarçados e assim como hoje saí de meu mundinho e enxerguei um, talvez dia destes enxergue outro, e quem sabe que outra lição de coragem acabarei aprendendo... e quem sabe... e quem sabe.... afinal quem é que sabe, será que o sistema quer que eu saiba ???"
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Sorvete com sangue
Esse é velhinho... porém ainda atual... bem de qq forma coloquei pra vc ler...
"E do silêncio, se ouve, rompendo a noite, lacerando a paz que reina às 6 horas da tarde, quando num sábado todos se reúnem placidamente para o ritual do sorvete. Da minha casa também escuto, todo o bairro escuta, correria, gente se escondendo, alguns gritam, uma desmaia. Sete tiros a queima roupa. Ninguém sabe porque, ninguém sabe de onde, mas todos reconhecem um corpo que pinga vermelho e suja o semblante dos que tomam sorvete, deixando-os rubros de medo e nojo.
Urubus seriam mais pacientes esperando o corpo perecer, mas o bicho homem, este alimenta-se por vezes do sofrimento alheio. Forma-se uma roda em volta do corpo, comentários, pilhérias.... “--Papai eu quero um sorvete...” “--Calma filhinha...” todos empurram, todos querem ver e arrancar um pedaço daquela história trágica para poder aumenta-la quando em casa chegarem... “- Papai o meu sorvete....” ( a menina impacienta-se ), o pai dando um meio sorriso “-É menos um malandro...” o sangue goteja... “-Papai onde está o meu sorvete ?”. E tudo vermelho se espalha, as pessoas se afastam. Violência deixa de ser artigo de jornal, reportagem de TV, está no cotidiano, numa esquina num bar, num cruzamento num show, numa sala de cinema, num ônibus, num trem... “-Papai!!!”...”Deve ter merecido” ... “-Coitadinho...” “-Tu viu, tu viu??” “-Não perdi, merda ...” barulho, confusão, sangue, muito sangue... Barulho de sirene, enfermeiros, médico. “-Se afastem por favor!” É uma algazarra, uma diversão, uma novidade na monotonia do bairro. Não dói, não machuca, não fere mais ver a dor alheia pois ela já é normal. É encontrada num abrir de janelas e ao dormir somos embalados por seu som. “-Papai meu sorvete” a menininha entende apenas que seu sorvete demora e a impaciência a consome.
O corpo ainda respira, não geme, não grita, a dor é demasiada para qualquer esforço. É levado, fecham as portas da ambulância que sai gritando para o mundo, nada menos que mais uma ocorrência. A diversão acaba, as pessoas se dispersam, os clientes entram e o sangue é mais um enfeite da bela sorveteria... “-Quer de quê querida?” “Morango pai...” Alguém do lado pensa.... morango... vermelho... “Que gosto teria sorvete de sangue...” todos riem.... riem... Mas para onde foram o respeito, a pena, a sensibilidade. A indiguinação e a vontade de mudar? Morreram algumas horas depois junto com o rapaz, que após uma cirurgia cuja higiene deixa muito a desejar, é abandonado numa maca nos corredores do um hospital público dando a chance para a infecção hospitalar que irá consumir até o seu último suspiro.
Mas a quem importa esta história, que história mais chata e sem graça... E aí leitor vai um sorvete ?"
"E do silêncio, se ouve, rompendo a noite, lacerando a paz que reina às 6 horas da tarde, quando num sábado todos se reúnem placidamente para o ritual do sorvete. Da minha casa também escuto, todo o bairro escuta, correria, gente se escondendo, alguns gritam, uma desmaia. Sete tiros a queima roupa. Ninguém sabe porque, ninguém sabe de onde, mas todos reconhecem um corpo que pinga vermelho e suja o semblante dos que tomam sorvete, deixando-os rubros de medo e nojo.
Urubus seriam mais pacientes esperando o corpo perecer, mas o bicho homem, este alimenta-se por vezes do sofrimento alheio. Forma-se uma roda em volta do corpo, comentários, pilhérias.... “--Papai eu quero um sorvete...” “--Calma filhinha...” todos empurram, todos querem ver e arrancar um pedaço daquela história trágica para poder aumenta-la quando em casa chegarem... “- Papai o meu sorvete....” ( a menina impacienta-se ), o pai dando um meio sorriso “-É menos um malandro...” o sangue goteja... “-Papai onde está o meu sorvete ?”. E tudo vermelho se espalha, as pessoas se afastam. Violência deixa de ser artigo de jornal, reportagem de TV, está no cotidiano, numa esquina num bar, num cruzamento num show, numa sala de cinema, num ônibus, num trem... “-Papai!!!”...”Deve ter merecido” ... “-Coitadinho...” “-Tu viu, tu viu??” “-Não perdi, merda ...” barulho, confusão, sangue, muito sangue... Barulho de sirene, enfermeiros, médico. “-Se afastem por favor!” É uma algazarra, uma diversão, uma novidade na monotonia do bairro. Não dói, não machuca, não fere mais ver a dor alheia pois ela já é normal. É encontrada num abrir de janelas e ao dormir somos embalados por seu som. “-Papai meu sorvete” a menininha entende apenas que seu sorvete demora e a impaciência a consome.
O corpo ainda respira, não geme, não grita, a dor é demasiada para qualquer esforço. É levado, fecham as portas da ambulância que sai gritando para o mundo, nada menos que mais uma ocorrência. A diversão acaba, as pessoas se dispersam, os clientes entram e o sangue é mais um enfeite da bela sorveteria... “-Quer de quê querida?” “Morango pai...” Alguém do lado pensa.... morango... vermelho... “Que gosto teria sorvete de sangue...” todos riem.... riem... Mas para onde foram o respeito, a pena, a sensibilidade. A indiguinação e a vontade de mudar? Morreram algumas horas depois junto com o rapaz, que após uma cirurgia cuja higiene deixa muito a desejar, é abandonado numa maca nos corredores do um hospital público dando a chance para a infecção hospitalar que irá consumir até o seu último suspiro.
Mas a quem importa esta história, que história mais chata e sem graça... E aí leitor vai um sorvete ?"
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Alcunha... alcunha... alcunha...
“Contudo, no seu caso, e a bem da verdade, depois de analisar melhor a questão, sou forçada a concluir (pois as circunstâncias assim me levam) que nem sequer é o caso de covardia o que existe. É muito pior. É, assumida ou não, a simpatia e mesmo a identidade com os torturadores, a aceitação e mesmo a aprovação da tortura, a vontade de os proteger mesmo a custo de parecer covarde e desleal, por querer preservar a possibilidade, que lhe deve decerto ser muito cara e muito desejável, de a tortura poder voltar a existir, de ela poder ainda voltar a se repetir, e sempre dentro da mais completa e total impunidade, e sem uma única voz que se levante em protesto, sem ninguém a lhe dizer um só "basta!",”
“Porque você é a favor da tortura e dos torturadores, está do lado deles, você quer a tortura, você a apoia, e bate palmas para os torturadores.”
“Enganei-me. Mas não faz mal. Infelizmente ainda há muita gente como você. Há muita gente como Hitler, e o neo nazismo por vezes eclode e com toda a força na Alemanha e em outros lugares do planeta.”
Estes são três trechos que se referem a minha pessoa, ditos por uma grande amiga minha no ápice de sua decepção comigo.
Por um erro de interpretação fui colocado com o mais execrável que se possa ter em matéria de ser humano fui nivelado a um nazista e seu desprezo pela vida, fui colocado como um sádico conivente com a dor alheia, alguém que goza ao ver o sofrimento alheio...
Certamente nunca alguém foi tão fundo na tentativa de me magoar com palavras como minha querida amiga...
E ela só foi assim tão certeira oportuna e feliz em sua tentativa porque me atacou na minha área no âmago da História, me colocando ao lado de pessoas incrivelmente desprezíveis... E fez algo que só os amigos tem a habilidade... magoar. Só eles o podem fazer, conhecido nos importunam, inimigos nem os vemos, mas amigos quando querem tem o poder de fazer a devastação em nossos corações, porque quando estes disseminam o mal o fazem direto em nosso lado mais doce, já que é nele que elas moram.
O meu “coração” é endurecido por fora não é mais uma “esponja”, é mais como um parede e para trespassá-la não é fácil, para deixá-la, tão pouco, e a cada porrada suas paredes torna-se mais firmes, mais rijas e com menos espaço no interior...
Talvez um dia não haja mais espaço e de fato me torne o misantropo que temo me tornar, ou talvez um amigo mais do que especial tenha a força de alargar esse espaço mais ainda... não espero muito, aliás nada espero, apenas vivo, mas nem assim estou eximido dos revezes com os quais sou congratulado certas vezes...
Não sei se bem mereci minhas acusações, de meu ponto de vista são infundadas mas do ponto de vista do meu “agressor” são relevantes...
Deixo o tempo ser o cimento que há de fechar e causar uma forte cicatriz nesta ferimento que ainda sangra, mas que há de fechar como todos... o tempo é mais forte que qualquer sentimento e tem um poder que ainda não compreendo, apenas o sondo, mas já estou me habituando a ser seu fiel admirador... meu obrigado ao tempo.
“Porque você é a favor da tortura e dos torturadores, está do lado deles, você quer a tortura, você a apoia, e bate palmas para os torturadores.”
“Enganei-me. Mas não faz mal. Infelizmente ainda há muita gente como você. Há muita gente como Hitler, e o neo nazismo por vezes eclode e com toda a força na Alemanha e em outros lugares do planeta.”
Estes são três trechos que se referem a minha pessoa, ditos por uma grande amiga minha no ápice de sua decepção comigo.
Por um erro de interpretação fui colocado com o mais execrável que se possa ter em matéria de ser humano fui nivelado a um nazista e seu desprezo pela vida, fui colocado como um sádico conivente com a dor alheia, alguém que goza ao ver o sofrimento alheio...
Certamente nunca alguém foi tão fundo na tentativa de me magoar com palavras como minha querida amiga...
E ela só foi assim tão certeira oportuna e feliz em sua tentativa porque me atacou na minha área no âmago da História, me colocando ao lado de pessoas incrivelmente desprezíveis... E fez algo que só os amigos tem a habilidade... magoar. Só eles o podem fazer, conhecido nos importunam, inimigos nem os vemos, mas amigos quando querem tem o poder de fazer a devastação em nossos corações, porque quando estes disseminam o mal o fazem direto em nosso lado mais doce, já que é nele que elas moram.
O meu “coração” é endurecido por fora não é mais uma “esponja”, é mais como um parede e para trespassá-la não é fácil, para deixá-la, tão pouco, e a cada porrada suas paredes torna-se mais firmes, mais rijas e com menos espaço no interior...
Talvez um dia não haja mais espaço e de fato me torne o misantropo que temo me tornar, ou talvez um amigo mais do que especial tenha a força de alargar esse espaço mais ainda... não espero muito, aliás nada espero, apenas vivo, mas nem assim estou eximido dos revezes com os quais sou congratulado certas vezes...
Não sei se bem mereci minhas acusações, de meu ponto de vista são infundadas mas do ponto de vista do meu “agressor” são relevantes...
Deixo o tempo ser o cimento que há de fechar e causar uma forte cicatriz nesta ferimento que ainda sangra, mas que há de fechar como todos... o tempo é mais forte que qualquer sentimento e tem um poder que ainda não compreendo, apenas o sondo, mas já estou me habituando a ser seu fiel admirador... meu obrigado ao tempo.
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